Academia Nutrição e Autismo

Academia Nutrição e Autismo Nutrição Funcional e Seletividade Alimentar no Autismo.

A dieta sem glúten, caseína e soja, com restrição de açúcares, aditivos e conservantes pode melhorar o dia a dia no autista!

23/06/2026

O alimento não é o problema
Quando uma criança aceita apenas alimentos crocantes, a maioria das pessoas pensa: “Precisamos fazê-la comer frutas e legumes.”
Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante.A pergunta correta é:
Por que ela só aceita alimentos crocantes?
Pode existir uma questão sensorial. Pode existir dificuldade de mastigação. Pode existir necessidade de previsibilidade. Pode existir dor.
O comportamento alimentar é apenas a ponta do iceberg. Quando entendemos a causa da recusa, conseguimos construir estratégias muito mais eficazes.
💙 O alimento raramente é o problema. Ele apenas revela o problema.
COMENTE CAMINHO para entender, avaliar e tratar as dificuldades alimentares no autismo

O caso parecia seletividade alimentar. Era dor.Nem toda criança que recusa alimentos está sendo seletiva.Algumas estão t...
22/06/2026

O caso parecia seletividade alimentar. Era dor.
Nem toda criança que recusa alimentos está sendo seletiva.

Algumas estão tentando evitar desconforto. Já acompanhei crianças que recusavam carnes, alimentos mais fibrosos ou consistências específicas e, após investigação, encontramos refluxo, dor abdominal, constipação ou alterações esofágicas.

Quando comer dói, o cérebro aprende rapidamente a evitar determinadas experiências. E muitas vezes essa recusa é interpretada apenas como comportamento.

Por isso a pergunta não deve ser apenas: "O que essa criança não come?"
Mas também: "Por que ela não come?"

💙 A recusa alimentar pode ser uma forma de proteção.
👇 Você costuma investigar sintomas gastrointestinais em pacientes seletivos?

COMENTE CAMINHO para entender, avaliar e tratar as dificuldades alimentares no autismo

19/06/2026

A alimentação não é apenas nutrição.

Ela também é experiência. Quando uma criança vive situações repetidas de pressão, medo ou desconforto durante as refeições, ela pode começar a associar aquele momento a emoções negativas. E isso pode impactar a forma como ela se relaciona com os alimentos por muito tempo.

Por isso o foco não deve ser apenas no que a criança come. Mas em como ela está vivendo o processo alimentar. A verdadeira terapia alimentar não trabalha pela obediência. Ela trabalha pela construção de habilidades.

💙 Porque alimentar é muito mais do que ingerir nutrientes.

Infelizmente muitas famílias chegam ao consultório depois de experiências frustrantes.Tentativas baseadas em pressão.Cha...
18/06/2026

Infelizmente muitas famílias chegam ao consultório depois de experiências frustrantes.
Tentativas baseadas em pressão.
Chantagens.
Negociações.
Obrigação.
Mas terapia alimentar não é sobre vencer a criança.

É sobre compreender as razões que estão por trás da dificuldade alimentar.
Quando construímos segurança, confiança e habilidades, os avanços acontecem de forma mais consistente e duradoura.

Porque o objetivo não é fazer a criança comer hoje.

É ajudá-la a desenvolver uma relação saudável com a alimentação ao longo da vida

👇 Qual desses mitos você ainda vê sendo utilizado?

7 erros que atrasam a evolução da seletividade alimentarNem sempre a falta de evolução acontece porque a criança "não co...
16/06/2026

7 erros que atrasam a evolução da seletividade alimentar

Nem sempre a falta de evolução acontece porque a criança "não colabora".

Muitas vezes ela acontece porque estamos olhando apenas para o comportamento alimentar e deixando de investigar fatores importantes que influenciam a relação da criança com os alimentos.

A dificuldade alimentar pode envolver aspectos sensoriais, motores, gastrointestinais, emocionais e familiares.

Por isso não existe protocolo pronto.

Existe avaliação, estratégia e individualização.

Quanto mais complexa a dificuldade alimentar, mais importante se torna uma intervenção estruturada.

💙 A boa terapia alimentar não busca apenas aumentar alimentos aceitos. Ela busca melhorar a relação da criança com a alimentação.

👇 Qual desses erros você mais observa na prática clínica?

A maior mentira sobre seletividade alimentar"A criança come quando tiver fome."Se isso fosse verdade, não existiriam qua...
15/06/2026

A maior mentira sobre seletividade alimentar
"A criança come quando tiver fome."
Se isso fosse verdade, não existiriam quadros graves de seletividade alimentar.
A fome nem sempre vence a dor.
A fome nem sempre vence o medo.
A fome nem sempre vence as dificuldades sensoriais.
Por isso pressão, punição e insistência frequentemente pioram o quadro.
A terapia alimentar moderna não trabalha com imposição.
Ela trabalha com construção de segurança, confiança e habilidades.
E é justamente aí que começam as verdadeiras mudanças.

💙 Porque alimentar uma criança não é apenas oferecer comida. É ajudá-la a construir uma relação saudável com ela.

O comportamento está acontecendo na mesa. Mas o problema pode não estar lá.A criança recusa alimentos.Chora.Empurra o pr...
12/06/2026

O comportamento está acontecendo na mesa.
Mas o problema pode não estar lá.
A criança recusa alimentos.
Chora.
Empurra o prato.
Tem crises durante as refeições.
Mas será que o problema é apenas comportamental?
Refluxo, constipação, dor abdominal, alergias alimentares, alterações sensoriais e dificuldades motoras orais podem estar diretamente relacionados à recusa alimentar.
Quando investigamos a causa, conseguimos intervir de forma muito mais assertiva.
Porque quem trata apenas o comportamento pode deixar passar aquilo que realmente está gerando sofrimento.

11/06/2026

A seletividade alimentar é uma das queixas mais frequentes entre famílias de crianças autistas. E entender a causa desse comportamento é o primeiro passo para ajudar sem gerar ainda mais sofrimento.

Muitas vezes, a recusa alimentar está relacionada à hipersensibilidade sensorial. Texturas, cheiros, temperaturas e até a aparência dos alimentos podem ser percebidos de forma muito mais intensa pela criança. Além disso, a rigidez cognitiva faz com que alimentos novos representam uma quebra da rotina, gerando insegurança e ansiedade.

Por isso, insistir, pressionar ou obrigar a criança a comer costuma ter o efeito contrário: aumenta a rejeição e dificulta ainda mais a construção de uma relação saudável com a alimentação.
O caminho mais eficaz é a exposição gradual, respeitando o tempo da criança e ampliando o repertório alimentar aos poucos, sem cobranças e em um ambiente acolhedor.

💬 Você conhece alguma família que está passando por isso? Compartilhe este vídeo. Entender a seletividade alimentar pode aliviar a culpa dos pais e abrir caminhos para intervenções mais assertivas.

Por que algumas crianças aceitam apenas alimentos industrializados?Muitos pais acreditam que a criança "faz escolha".Mas...
10/06/2026

Por que algumas crianças aceitam apenas alimentos industrializados?

Muitos pais acreditam que a criança "faz escolha".

Mas na prática, muitas vezes ela está buscando previsibilidade.

Os alimentos industrializados costumam ter sempre a mesma textura, cheiro, sabor e aparência.

Já alimentos naturais apresentam variações constantes.

Para crianças com alterações sensoriais, essas mudanças podem gerar insegurança e recusa.

Por isso, antes de julgar o comportamento alimentar, precisamos compreender o que está acontecendo por trás dele.

Nem toda recusa é birra.

Muitas vezes ela é uma forma de proteção.

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