08/09/2026
Uma criança que come apenas 3 alimentos não precisa simplesmente de um cardápio com mais opções.
Porque existe uma diferença enorme entre aquilo que nutricionalmente gostaríamos que ela comesse e aquilo que, naquele momento, ela consegue comer.
Se não há fontes relevantes de proteína, frutas ou legumes, é claro que existe uma preocupação com a adequação nutricional.
Mas a pergunta não pode parar em:
“O que eu coloco no cardápio?”
Eu quero entender por que o repertório chegou a três alimentos.
Existe dor?
Constipação? Refluxo?
Alguma deficiência nutricional já instalada?
A ingestão energética está adequada?
Como está o crescimento?
Existem dificuldades sensoriais ou de habilidades alimentares?
Há alguma condição clínica interferindo na alimentação?
Porque prescrever arroz, feijão, carne, frutas e vegetais para uma criança que não consegue consumi-los pode produzir um cardápio nutricionalmente perfeito — e clinicamente inútil.
E esse é um ponto fundamental quando falamos em Nutrição no Autismo:
antes de tentar ampliar o prato, precisamos compreender o paciente.
Em alguns casos, o primeiro objetivo será garantir segurança nutricional. Em outros, investigar sintomas gastrointestinais, corrigir inadequações, trabalhar em conjunto com a terapia alimentar ou encaminhar para outros profissionais.
O cardápio pode fazer parte da conduta.
Mas ele não pode substituir a investigação clínica.
É exatamente essa mudança de raciocínio que transforma a forma como conduzimos crianças com autismo e seletividade alimentar.
📌 E você: diante de uma criança com apenas 3 alimentos no repertório, qual seria sua primeira conduta? Venha aprender na JORNADA DE NUTRIÇÃO NO AUTISMO - LINK NA BIO