18/05/2026
Durante muito tempo, acreditou-se que sentir dor significava, obrigatoriamente, existir uma lesão acontecendo no corpo.
Hoje, a ciência da dor mostra algo muito mais complexo.
O sistema nervoso está o tempo inteiro interpretando informações do corpo, do ambiente, das emoções, do estresse, do sono, da respiração e das experiências vividas.
E quando o organismo permanece por muito tempo em estado de alerta, proteção ou hipervigilância, ele pode começar a responder de forma mais intensa aos estímulos.
É como se o corpo aumentasse o “volume” da percepção de ameaça.
Por isso, muitas dores persistentes não dependem apenas de uma alteração estrutural.
Elas também envolvem adaptação do sistema nervoso, tensão sustentada, fadiga fisiológica e sobrecarga emocional acumulada.
Isso não torna a dor menos real.
Muito pelo contrário.
E talvez uma das partes mais importantes do tratamento seja ajudar o corpo a recuperar segurança novamente.
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