31/08/2026
Ultrassom microfocado pode ser vilão? Sim. E eu explico por quê.
O ultrassom microfocado é uma tecnologia excelente para estímulo de colágeno e tratamento da flacidez. Mas existe um detalhe que precisa ser levado em consideração: dependendo da profundidade, do protocolo utilizado e da anatomia daquele paciente, ele também pode atuar no tecido adiposo.
E é justamente aí que mora o problema.
Eu recebo no consultório pacientes que já têm o rosto naturalmente mais magro e chegam com a mesma queixa depois de determinados tratamentos: “Dra., meu rosto afinou demais”, “parece que fiquei mais envelhecida”, “perdi volume onde eu não queria”.
Isso não significa que o ultrassom seja ruim. Muito pelo contrário. Significa que nem todo rosto deve receber o mesmo protocolo.
Recentemente, trouxemos para o consultório o Linear Z, uma evolução importante dentro das tecnologias que utilizamos. Antes trabalhávamos com o Ultraformer MPT e, hoje, o Linear Z nos permite individualizar ainda mais os tratamentos, inclusive com protocolos pensados para pacientes com pouca gordura facial, priorizando estímulo de colágeno e preservação de volume.
Porque, principalmente em um rosto magro, não basta pensar em “firmar a pele”. É preciso entender onde estimular, em qual profundidade atuar e, principalmente, o que deve ser preservado.
Tecnologia excelente não substitui uma boa indicação. E, para mim, é isso que separa simplesmente fazer um procedimento de realmente tratar uma face.