Psicóloga Cássia Carrilho

Psicóloga Cássia Carrilho Psicologia Clínica
Atendimento às gestantes, bebês, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e suas famílias.

Atendimento às gestantes, bebês, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e suas famílias.

06/06/2026

"Eu não amo meu filho."

Quando uma mãe chega ao consultório dizendo essa frase, geralmente ela não fala com indiferença. Fala com culpa, vergonha e muito sofrimento.

Vivemos cercados pela ideia de que o amor materno nasce instantaneamente, de forma natural e incondicional. Mas a experiência real da maternidade pode ser muito mais complexa.

Às vezes, o que parece ausência de amor é exaustão, sobrecarga, depressão pós-parto, luto pela maternidade idealizada ou dificuldades na construção do vínculo.

Nesse momento inicial da maternidade, o atendimento psicológico pode ser fundamental. Ter um espaço de escuta profissional, acolhedor e livre de julgamentos, ajuda a mulher a compreender o que está sentindo e a atravessar esse período com mais suporte emocional. Muitas vezes, essas mães são julgadas justamente quando mais precisam ser acolhidas.

O amor não é apenas um sentimento que aparece. Ele também pode ser uma construção. Pode ser tecido nos cuidados diários, nos encontros possíveis e na relação que se constrói ao longo do tempo.

Falar sobre isso não diminui a maternidade. Pelo contrário: abre espaço para que mães sofram menos e possam ser acolhidas sem julgamentos.

Você já tinha parado para pensar que o amor também pode ser construído?

01/06/2026

💛 Deu positivo de novo! E agora?
A chegada de um novo bebê costuma vir acompanhada de alegria, expectativas e também muitas dúvidas. Uma delas é: como preparar o filho mais velho para essa mudança?

A preparação começa muito antes do nascimento. Conversar sobre a gravidez de forma adequada à idade da criança, incluir o filho nos preparativos, acolher os sentimentos como ciúmes, medo ou insegurança e reservar momentos exclusivos com ele podem fazer toda a diferença.

Não existe uma forma perfeita de evitar os desafios da chegada de um irmão. Mas existe a possibilidade de construir essa transição com acolhimento, escuta e segurança emocional.
No vídeo de hoje, compartilho algumas orientações que podem ajudar sua família nesse processo. 🌱

20/05/2026

Ontem tivemos a alegria de realizar um encontro muito especial sobre saúde mental materna !

Foi uma noite de acolhimento, troca, escuta e reflexões importantes sobre o cuidado com quem cuida. Cada conversa, cada presença e cada experiência compartilhada fizeram desse momento algo verdadeiramente gratificante.

Nosso coração transborda de gratidão por todos que participaram e abraçaram essa causa tão necessária.

Que possamos continuar levando informação, apoio e conscientização sobre a importância da saúde mental materna. 🤍

16/05/2026

Trecho do curso de gestantes on-line que ministrei esta semana, em que compartilho uma experiência pessoal que me atravessou profundamente: perceber que eu organizava diariamente o lanche das crianças, mas deixava o meu de lado há mais de seis anos, desde o nascimento do meu filho.

E foi somente mais tarde que consegui me deparar com isso.
Com o quanto, muitas vezes, a maternidade vai silenciosamente nos colocando em um lugar onde cuidar do outro parece mais possível do que sustentar o cuidado de si.

Falar sobre cuidado materno também é falar sobre a mulher que existe nessa relação.

Na terça-feira, dia 19/05, estaremos no Espaço Ser em uma roda de conversa com multiprofissionais para falar sobre Saúde Mental Materna.

Evento gratuito.

Se você se interessa em participar, faça sua inscrição pelo telefone (37) 99966-5380.

Vagas limitadas 🤍

“Arruma isso pra mim.”“Você pode me ajudar com o fulano?”Não é “me ajudar”.E também não é “ajudar a mãe”.Pai não ajuda.P...
13/05/2026

“Arruma isso pra mim.”
“Você pode me ajudar com o fulano?”

Não é “me ajudar”.
E também não é “ajudar a mãe”.

Pai não ajuda.
Pai cuida.
Pai exerce sua função, assim como a mãe exerce a dela.

Quando o cuidado vira “ajuda”, ele continua sendo visto como responsabilidade de um só, e o outro vira visitante da própria casa.

Ser pai não é favor.
É função.

E talvez a pergunta que fique seja:
por que ainda soa como ajuda quando vem dele, e obrigação quando vem dela?

Toda essa discussão também atravessa a sobrecarga materna. Muitas vezes, a mãe assume integralmente o cuidado com o filho, enquanto o pai ocupa o lugar de “ajuda” , aguardando, inclusive, que ela peça para então participar.

Se estamos falando, no mês de maio, sobre Saúde Mental Materna, talvez uma mudança necessária comece exatamente aí.

Esse texto nasceu de falas escutadas na clínica, nas sessões de muitas mães angustiadas, de maternidades reais!

Mãe, este primeiro amor!Primeiro colo, primeiro olhar que acolhe, primeiro lugar onde o mundo parece menos assustador.É ...
10/05/2026

Mãe, este primeiro amor!
Primeiro colo, primeiro olhar que acolhe, primeiro lugar onde o mundo parece menos assustador.
É no encontro com a mãe, ou com quem ocupa esse lugar de cuidado, que aprendemos, pouco a pouco, sobre a presença, a ausência, a ida e a volta.
Mãe é, muitas vezes, porto seguro, um lugar simbólico para onde se retorna.
Aquela que sustenta, atravessa tempestades (e como, rs), reinventa formas de amar (seja nas trocas de fraldas, numa tarefa de casa, no preparo de uma comida ou até mesmo esperando a ligação daquele filho que cresceu, ganhou o mundo e já não mora mais em casa) e permanece, deixando pequenas marcas no dia a dia.
Desejo um Feliz Dia das Mães para todas que, com amor possível, deixam no outro a marca de cuidado, abrigo e afeto! ✨

Quem cuida de quem cuida? 💜Na correria da maternidade, muitas mulheres vão se deixando para depois… mas cuidar da saúde ...
05/05/2026

Quem cuida de quem cuida? 💜

Na correria da maternidade, muitas mulheres vão se deixando para depois… mas cuidar da saúde mental materna é essencial — não só para a mãe, mas para toda a família.

Em sintonia com o Maio Furta-Cor, convidamos você para um encontro especial de escuta, troca e reflexão, com os profissionais que atendem no Espaço Ser.

✨ Um espaço para acolher, compartilhar e pensar novas formas de cuidado.

📍 19 de maio | 19h
📍 Espaço Ser- Av. Antônio Olímpio de Morais, 2130 – Bairro Santa Clara

🎟 Evento gratuito

Porque quando uma mãe é cuidada, tudo ao redor também se transforma.

Vem com a gente? 💫

02/05/2026

Mães: Você tem cuidado de todo mundo… mas quem tem cuidado de você? 💜

Na maternidade, é comum que a mulher se torne o eixo de tudo — sustenta, organiza, acolhe… e, no meio disso, vai se apagando sem perceber.

Falar sobre isso também é cuidado. É abrir uma fresta para se incluir, mesmo que aos poucos, nesse lugar.

Em março deste ano, participei de um encontro com mães, no projeto da .bebes , atravessado por uma pergunta simples — mas nada fácil: quem cuida de quem cuida?

E, como estamos no Maio Furta-Cor 💜 — uma campanha que traz à tona a importância da saúde mental materna — é fundamental que esse tema esteja no centro dos nossos debates.

Hoje, resgato esse áudio como um convite: não se esquecer de si.

Você também importa. 💜

Você sabia que em maio temos uma Campanha Nacional dedicada a Saúde Mental Materna?É o Maio Furta-Cor! Uma campanha que ...
01/05/2026

Você sabia que em maio temos uma Campanha Nacional dedicada a Saúde Mental Materna?

É o Maio Furta-Cor! Uma campanha que nos convida a olhar para quem cuida — e, muitas vezes, se esquece de si.

Assim, maio começa e, com ele, a possibilidade de abrir espaço para discutirmos sobre este tema tão importante nos espaços públicos, na nossa casa, na roda com os amigos, a fim de buscar mudanças para a promoção da Saúde Mental Materna.

A maternidade pode ser atravessada por amor, mas também por exaustão, ambivalências, culpas, silêncios e cobranças difíceis de sustentar sozinha.

Falar sobre saúde mental materna é fundamental porque ainda há muito silêncio em torno do sofrimento das mães, mesmo com tantos debates na contemporaneidade.

Muitas vivem suas dores de forma solitária, atravessadas por ideais irreais de maternidade e pela dificuldade de reconhecer — e legitimar — o próprio cansaço, a sobrecarga e até mesmo sentimentos considerados “inaceitáveis”.

Abrir esse espaço é também um gesto de cuidado: nomear o que se sente, criar redes de apoio e lembrar que cuidar de si não é um luxo, mas uma necessidade.

Ao longo deste mês, quero trazer algumas reflexões sobre esse lugar tão complexo: o de ser mãe.

Essa semana vivi um encontro muito especial no Colégio Santo Agostinho. 🌈✨Realizei uma roda de conversa com crianças peq...
26/04/2026

Essa semana vivi um encontro muito especial no Colégio Santo Agostinho. 🌈✨
Realizei uma roda de conversa com crianças pequenas sobre emoções e sentimentos, e foi lindo acompanhar o quanto participaram, se envolveram e se abriram para aprender. Juntos, fomos nomeando emoções, diferenciando sentimentos e entendendo que tudo o que sentimos pode ser acolhido e cuidado. 💛

Entre histórias, brincadeiras e materiais lúdicos, encontrei a forma mais bonita de acessar o mundinho delas: pelo encanto, pela escuta e pelo brincar. Porque é na infância que começamos a construir caminhos mais saudáveis para sentir e viver. 🌱🧸

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Divinópolis, MG

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