02/09/2026
O exercício é remédio. E a dose é a carga.
A crença de que o impacto ou a sobrecarga axial aceleram a degeneração da cartilagem na osteoartrite (artrose) é um dos mitos mais prejudiciais na reabilitação.
O Estudo publicado por Weng et al (2023) trouxe dados reveladores ao comparar diretamente a eficácia de terapias farmacológicas e não farmacológicas.
Ao analisar o tamanho do efeito (effect size) no manejo da dor, o exercício físico apresentou resultados de magnitude similar ao uso de AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) e paracetamol. Com uma diferença crucial: o exercício não carrega os riscos de nefrotoxicidade ou complicações gastrointestinais associados ao uso crônico desses fármacos.
Mecanismo Fisiológico:
1. ���Mecanotransdução: A carga mecânica controlada estimula os condrócitos, favorecendo a nutrição da cartilagem por embebição e a manutenção da homeostase da matriz extracelular.
2. ���Proteção Articular: O aumento da força do quadríceps atua como um “amortecedor biológico”, dissipando as forças de reação do solo que, de outra forma, incidiriam diretamente sobre a articulação.
3. ���Modulação Inflamatória: O músculo esquelético é um órgão endócrino. A contração muscular libera miocinas que promovem um ambiente anti-inflamatório sistêmico.
4. Portanto, “poupar” o aluno com artrose de fazer força não é proteção. É negligência terapêutica. A inatividade gera atrofia, que gera instabilidade, que gera mais dor