Levamos o alimento como remédio para o nosso cotidiano com sementes,vegetais e frutos oriundos de África. Peço licença as minhas mais velhas e aos meus mais velhos para contar um pouquinho desta longa estrada. A antiga Flor de Gaia foi gerada e parida na Baixada Fluminense por uma preta que percepcionava no vegetarianismo , vulgo Day , no carnaval de 2015,em pleno festejar do Rio de Janeiro. Comecemos vendendo deliciosos hambúrgueres e coxinhas pelas ruas com o nome de
"Laricas Veganas" , o sucesso foi tanto que além de ser apenas uma forma de dinheiro extra virou um sonho realizado. Percorri desde eventos Punk's até o samba,nunca tivemos barreiras quando a questão era construir tudo o que temos hoje. Com um projeto criado em Belo Horizonte(MG) justamente para enaltecer o povo preto e os autônomos,que assim como eu estão na caminhada para alcançar o sucesso. Formando uma rede de economia cooperativa com os nossos.
“Àgbájọ ọwọ́ la fi ń sọ̀yà, ọwọ́ kan o gbẹ́'rù dó'rí. (Àgbájọ ọwọ́ ni a fi ń sọ ọ̀yà, ọwọ́ kan o gbé ẹrù dé orí.)”
A mão inteira é necessária para bater no peito, uma mão não pode levantar uma carga até a cabeça. Agora,com o Caruru Verde, atualmente no Rio de Janeiro para abranger a culinária ancestral com a perspectiva da autonomia e a consciência com um bom tempero e respeito pela nossa terra. Identificando pessoas que estão fazendo justiça social em razão de questões alimentares e pautas ambientais, a Caruru traz um debate envolvendo o contínuo desmantelamento do racismo sistêmico (e outros "ismos") que desalinham nossa comunicação com o emí(espírito) e nossa espiritualidade.