Dra Maiara Conzatti

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Dra Maiara Conzatti Medicina de Familia e Comunidade Preceptora da Faculdade de Medicina (UNIVATES)
Doutora em Ciências da Saúde pela UFRGS

20/10/2026

Eu sou médica. Estudo saúde. Oriento meus pacientes. E, ainda assim, cometi esse erro: parei meu remédio para ansiedade por conta própria.

Sim, isso também acontece com quem sabe o que deveria fazer. ❤️

E eu quero compartilhar isso porque sei que muitas pessoas fazem o mesmo, em silêncio.

Começam a tomar algum medicamento, melhoram e decidem parar. Esquecem algumas doses e acabam abandonando o tratamento.
Sentem medo de depender do medicamento.
Ou simplesmente acreditam que já conseguem dar conta de tudo sozinhas.

Mas a suspensão de um medicamento precisa ser individualizada e, em muitos casos, gradual, com orientação médica. Parar abruptamente pode provocar sintomas de descontinuação, além de favorecer o retorno dos sintomas da doença.

E não, isso não significa que você precisará tomar medicação para sempre. Significa que a decisão sobre quando e como parar também faz parte do tratamento.

Hoje, olhando para trás, vejo que eu também poderia ter cuidado melhor de mim.

Porque ser médica não me torna imune à ansiedade. Entender a importância de um tratamento não significa que eu sempre farei as melhores escolhas quando o assunto sou eu mesma.

E talvez essa seja uma das lições mais importantes que aprendi: cuidar da nossa saúde também significa aceitar que, às vezes, precisamos de ajuda.

Se você toma algum medicamento e está pensando em parar, converse com seu médico antes de tomar essa decisão. Não faça isso por conta própria, mesmo que esteja se sentindo muito bem.

E, se você já fez isso, não se culpe. Procure orientação para entender o melhor caminho a partir de agora.

Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Nem mesmo do cuidado com você.

Beijos da Maia ❤️

Dra. Maiara Conzatti
CRM/RS 42668 • RQE 35456

14/10/2026

Queda de cabelo com Ozempic, Wegovy ou Mounjaro: o que a ciência diz de verdade.

Um estudo publicado recentemente em uma importante revista científica médica trouxe dados importantes sobre esse assunto que gera tanta insegurança nas pacientes.

O que o estudo encontrou:
Os agonistas de GLP-1 estão associados a risco de queda de cabelo, mas a maioria dos casos é reversível, já que os folículos capilares se mantêm intactos.

🔬 Por que isso acontece?
O mecanismo mais comum é o eflúvio telógeno, uma reação do corpo a um estresse fisiológico, como a perda de peso rápida, que pode levar a deficiências de ferro, zinco e proteína, nutrientes essenciais para o ciclo capilar.

Por isso um acompanhamento adequado, com atenção à alimentação, suplementação quando necessária e ajuste do ritmo de perda de peso é o que faz a diferença entre um efeito transitório e um problema maior.

Você já sentiu queda de cabelo durante algum tratamento ou dieta? Me conta aqui embaixo 👇

Beijos da Maia ❤️
Dra. Maiara Conzatti
CRM/RS 42668 • RQE 35456

09/10/2026

“”Já tentei de tudo e nada funcionou.” Você já pensou isso?

Muitas de vocês chegam até mim depois de anos tentando: dietas restritivas, academia, jejum, chás... e o peso volta. Isso não é falta de força de vontade. É biologia.

Hoje quero trazer números reais sobre duas medicações que têm ajudado muitas pacientes: Wegovy e Mounjaro 👇

💉 Wegovy (semaglutida 2,4mg): no estudo STEP-1, a perda média foi de cerca de 14,9% do peso corporal em 68 semanas, frente a apenas 2,4% no grupo placebo (grupo que não recebeu tratamento, mas achava que estava recebendo).

💉 Mounjaro (tirzepatida): no SURMOUNT-1, os resultados variaram conforme a dose: 16% na dose de 5mg, chegando a 20,9% na dose de 15mg em 72 semanas.

E quando comparadas lado a lado?
O estudo SURMOUNT-5 mostrou: perda média de 20,2% com tirzepatida contra 13,7% com semaglutida em 72 semanas. Em números absolutos, cerca de 22,8kg com tirzepatida contra 15kg com semaglutida.

Mas atenção: são médias de estudos. Cada corpo responde de um jeito, principalmente depois de gestações, variações hormonais e anos de efeito rebote que desregulam o metabolismo. A resposta individual depende de dose, adesão, acompanhamento e do seu histórico.

Nenhuma dessas medicações é mágica ou substitui acompanhamento médico completo. Elas são ferramentas dentro de um tratamento sério, feito com cuidado e informação de qualidade.

E você, já ouviu falar sobre alguma dessas medicações? Me conta aqui embaixo 👇

Beijos da Maia ❤️
Dra. Maiara Conzatti
CRM/RS 42668 • RQE 35456.

Recentemente fiz aniversário.E SIM: comemorei como eu amo: comendo. 😂❤️Mas foi nesse mesmo dia, aos 35 anos, enquanto eu...
08/10/2026

Recentemente fiz aniversário.

E SIM: comemorei como eu amo: comendo. 😂❤️

Mas foi nesse mesmo dia, aos 35 anos, enquanto eu fazia o Otávio dormir, que tive uma daquelas reflexões que chegam sem avisar:

Talvez eu esteja vivendo a melhor fase da minha vida.

E isso me fez pensar em quantas vezes a gente vive esperando a próxima fase.

“Quando eu emagrecer…”
“Quando os filhos crescerem…”
“Quando eu trabalhar menos…”
“Quando eu tiver mais dinheiro…”

Como se a felicidade estivesse sempre um pouquinho mais à frente.

Mas, naquele momento, com meu filho no colo, eu percebi que talvez eu não precise esperar.

Porque hoje…

Tenho um filho pequeno, lindo e saudável.

Tenho um marido que amo e com quem construo uma família que me faz feliz. Nós dois temos saúde.

Sinto que estou vivendo uma fase profissional muito especial, fazendo um trabalho que amo e que, de alguma forma, melhora a vida de outras pessoas.

Minhas irmãs são saudáveis e, além de irmãs, são minhas melhores amigas.

Os quatro avós do Otávio, meus pais e meus sogros, estão vivos, presentes e com saúde; e isso é um privilégio enorme.

Minhas amigas não cabem mais na rotina como antes. A vida ficou corrida, os encontros ficaram mais difíceis. Mas, quando a gente consegue se encontrar, parece que nada mudou.

E talvez essa seja uma das coisas que mais tenho aprendido com o passar dos anos:

a vida boa nem sempre é a vida perfeita.

É a vida que, quando você para por alguns minutos e olha ao redor, percebe que tem muito mais motivos para agradecer do que para esperar.

Aos 35, não tenho tudo resolvido.

Ainda tenho sonhos, planos, inseguranças, coisas que quero mudar e tantas outras que ainda quero viver.

Mas talvez amadurecer seja justamente isso:

continuar querendo muito da vida sem deixar de reconhecer o quanto a vida que você já tem é bonita.

E, se essa for mesmo uma das melhores fases da minha vida, que eu consiga estar presente o suficiente para vivê-la. ❤️

Obrigada, vida, por tanto.
Beijos da Maia ♥️

Em quem eu vou votar domingo? 😂Calma. Meu Instagram não é horário eleitoralEu estou falando do país da obesidade. 🇧🇷E, s...
02/10/2026

Em quem eu vou votar domingo? 😂

Calma. Meu Instagram não é horário eleitoral

Eu estou falando do país da obesidade. 🇧🇷

E, se eu pudesse escolher quem vai comandar esse país, eu não escolheria um único “candidato”.

Porque a obesidade é uma doença complexa. E tratar obesidade não deveria ser escolher entre “dieta OU exercício”, “terapia OU medicamento”, “força de vontade OU tratamento”.

É entender o que aquela pessoa precisa.

Para algumas pessoas, começar pelo sono faz uma diferença enorme.

Para outras, tratar ansiedade, depressão, comer emocional ou compulsão é fundamental.

Atividade física é importante para saúde, funcionalidade e manutenção dos resultados.

Uma alimentação adequada precisa ser possível dentro da vida real.

E, para algumas pessoas, medicamentos antiobesidade fazem parte do tratamento — quando existe indicação e com acompanhamento adequado.

Não existe uma eleição em que um único candidato resolve tudo.

Existe tratamento individualizado.

E talvez essa seja uma das coisas que eu mais gostaria que a gente entendesse sobre obesidade:

você não precisa escolher entre cuidar da alimentação, se exercitar, dormir melhor, cuidar da sua saúde mental e usar medicamentos quando indicados.

Você pode precisar de vários deles.

No seu “país da obesidade”, qual desses candidatos está precisando de mais atenção hoje? 😂

Beijos da Maia ♥️

Dra. Maiara Conzatti
CREMERS 42668 | RQE 35456

30/09/2026

A creatina é um dos suplementos mais estudados na área de esporte e saúde e pode ter benefícios em força, desempenho físico e manutenção/ganho de massa muscular quando associada ao treinamento de força.

💊 Como usar?

Para a maioria dos adultos, uma estratégia simples é utilizar 3 a 5 g por dia, todos os dias, inclusive nos dias em que não houver treino. Alguns preferem fazer uso de 5g de creatina 4 vezes por dia por 5 dias ao mês.

Antes de iniciar creatina, é importante passar por uma avaliação profissional individualizada, especialmente para verificar histórico clínico, função renal, medicamentos em uso, alimentação, treinamento e possíveis situações em que o uso precise ser adaptado ou evitado.

Suplemento não substitui alimentação, exercício ou sono.

E creatina não é mágica.

Se você está pensando em começar a usar creatina, converse com um profissional habilitado antes.

Beijos da Maia ❤️

Dra. Maiara Conzatti
CRM/RS 42668 • RQE 35456

Como muitos de vocês acompanharam, eu fiquei 30 dias sem comer doce. E, sinceramente, achei que ia sentir muito mais fal...
22/09/2026

Como muitos de vocês acompanharam, eu fiquei 30 dias sem comer doce. E, sinceramente, achei que ia sentir muito mais falta.

Foram apenas 30 dias, mas eu aprendi mais sobre o meu comportamento alimentar do que imaginava.

Eu não fiz isso porque acredito que açúcar seja um veneno ou porque acho que nunca mais devemos comer doce.

Fiz porque queria entender qual era a relação que eu tinha com ele.

E descobri que:

✔️ A vontade diminui com o tempo.
✔️ Muitos doces eram apenas hábito, não desejo de verdade.
✔️ Passei a escolher melhor quando vale a pena comer.
✔️ Comer menos doce ficou muito mais fácil do que eu imaginava.
✔️ Senti redução do inchaço abdominal e da retenção hídrica.

O mais interessante é que o objetivo nunca foi viver sem doce para sempre.

Foi voltar a ser eu quem decide quando comer, e não deixar que o doce decida por mim.

Essa é uma diferença enorme.

Porque liberdade alimentar não é comer tudo o tempo todo. É poder escolher.

Me conta uma curiosidade: você conseguiria ficar 30 dias sem comer doces?

Beijos da Maia ❤️

Dra. Maiara Conzatti
CREMERS 42668 - RQE 35456

“Eu não me reconheço mais no espelho. Nada me serve. Estou enorme.”Foi assim que ela chegou.91,5 kg.Mas o peso que ela c...
18/09/2026

“Eu não me reconheço mais no espelho. Nada me serve. Estou enorme.”

Foi assim que ela chegou.

91,5 kg.

Mas o peso que ela carregava não estava apenas na balança.

Ela era a única pessoa com obesidade dentro de casa. E isso tornava tudo ainda mais difícil de explicar.

Como explicar para quem nunca viveu isso o que é sentir fome o tempo todo?

Como explicar a sensação de terminar uma refeição e continuar pensando em comida?

De nunca se sentir realmente satisfeita.

De abrir a geladeira sem nem saber exatamente o que está procurando.

De pensar em comida várias vezes ao dia, enquanto as pessoas ao seu redor simplesmente… não entendem.

E então vem a frase que machuca ainda mais:

“É só ter força de vontade.”

Mas ela não precisava de mais cobrança.

Ela precisava de tratamento, de acolhimento.

Precisava entender o que estava acontecendo com seu corpo, sua fome, sua saciedade e sua relação com a comida.

E, principalmente, precisava voltar a acreditar que era possível.

A evolução fala por si. De 91,5kg em fevereiro para 62,85 kg em setembro. Quase 30kg a menos em pouco mais de 6 meses.

Mas sabe o que mais me emociona nessa história?

Não são os 28,65 kg.

É a mulher que existe hoje por trás desse número.

É ela voltar a se olhar no espelho e se reconhecer.

É descobrir que aquela força que ela achava ter perdido ainda estava lá.

É não passar o dia inteiro pensando em comida.

É conseguir sentir saciedade.

É perceber que o tratamento não precisa ser uma guerra contra o próprio corpo.

E é entender uma coisa que eu gostaria que toda pessoa com obesidade pudesse ouvir:

Você não fracassou porque não conseguiu emagrecer sozinha.

Talvez você só tenha passado tempo demais tentando tratar uma doença como se ela fosse falta de disciplina.

E essa história ainda não terminou.

Porque emagrecer é uma parte do tratamento.

Aprender a viver bem depois dele é o que transforma o resultado em vida. ❤️

E aí, você ou alguém que você conhece seria transformada por uma história assim?

Beijos da Maia ♥️

Dra. Maiara Conzatti
CREMERS 42668 - RQE 35456

10/09/2026

Obesidade não se trata com força de vontade, mas com seriedade e ciência.

As medicações injetáveis mudaram a forma como conseguimos tratar a obesidade e, para muitas pessoas, representam uma oportunidade de finalmente controlar a fome, melhorar a saciedade e sustentar mudanças que antes pareciam impossíveis.

Mas existe uma diferença enorme entre usar uma medicação para emagrecer e fazer um tratamento para obesidade.

Tratamento de verdade não começa na caneta. Começa entendendo a pessoa que está diante dela: sua história de peso, fome, sono, alimentação, atividade física, saúde mental, doenças associadas, expectativas e, principalmente, seus objetivos.

A medicação pode ser uma ferramenta extremamente potente, mas ela precisa estar inserida em um cuidado individualizado, com acompanhamento e estratégia.

Porque o objetivo não é simplesmente fazer a balança baixar.

É tratar uma doença, recuperar saúde e construir uma vida em que você se reconheça novamente.

E talvez essa seja a parte do tratamento da obesidade que mais me encanta: quando o foco deixa de ser apenas o peso e passa a ser a vida que a pessoa consegue viver depois que começa a se sentir melhor.

Caneta não substitui cuidado: ela fazer parte dele.

Beijos da Maia ❤️

Dra. Maiara Conzatti
CREMERS 42668 | RQE 35456

04/09/2026

Tem uma nova caneta de Semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy, nas farmácias brasileiras e ela chegou trazendo muuuitas transformações. Sabe porque?

Por que o $$$ dela é bem abaixo do que o dos medicamento semelhantes (e isso fez com que os medicamentos semelhantes também reduzissem seu preço na farmácia).

No lançamento, o valor partia de aproximadamente R$ 450 por caneta (que geralmente dura um mês), mas a EMS criou programas de desconto por um valor menor do que este (mas, não se engane, essa postagem NÃO é publicidade, pois eu não ganho absolutamente nada falando sobre isso, quem ganham são os pacientes: com informações de qualidade).

Isso é significativamente mais barato do que algumas das opções de semaglutida disponíveis até então e pode mudar bastante o cenário de acesso a esses medicamentos no Brasil.

O Ozivy chegou ao Brasil, mas ele não é, neste momento, um medicamento aprovado pela Anvisa para tratamento da obesidade. Em bula, ele segue aprovado apenas para o tratamento do diabetes tipo 2.

Mas eu quero deixar uma coisa muito clara: mais barato não significa que seja indicado para todo mundo.

A escolha de uma medicação para tratar obesidade precisa considerar diagnóstico, indicação, dose, resposta, efeitos adversos, contraindicações, comorbidades e, claro, o custo de manter o tratamento.

Porque tratamento de obesidade não é escolher uma caneta: é escolher a estratégia certa para aquela pessoa.

Você já tinha ouvido falar do Ozivy?

Beijos da Maia ❤️

Dra. Maiara Conzatti
CREMERS 42668 | RQE 35456

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