25/05/2026
Há lugares que não cabem apenas na memória. Eles permanecem vivos dentro de nós, como parte daquilo que nos construiu.
Depois de 23 anos, voltei à minha querida Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. E confesso: foi impossível não me emocionar.
Foram oito anos da minha vida em Ribeirão Preto. Entrei em 1996 para realizar o sonho de estudar Medicina na USP. Me formei em 2001, fiz residência em Cirurgia Geral até 2003 e, depois, segui para São Paulo para a Cirurgia Plástica na Escola Paulista de Medicina.
Mas voltar agora teve um significado diferente.
Alguns lugares guardam versões nossas que o tempo nunca consegue apagar.
Caminhar novamente por aquela faculdade foi como reencontrar parte da minha própria história. O casarão histórico, o hospital, os corredores, a atlética, o diretório acadêmico… tudo carregado de memória, aprendizado e transformação.
E ficou muito claro para mim que a grandeza da Medicina não está apenas na técnica ou nos títulos.
Ela também está nas raízes.
Nas pessoas que encontramos.
Nos sonhos que começamos a construir.
E nos lugares que ajudaram a moldar quem nos tornamos.
Foi um dia de profunda gratidão e felicidade.
Voltar ali não foi apenas revisitar uma faculdade.
Foi revisitar um capítulo essencial da minha vida.