Lídgia Martins Fonoaudióloga

Lídgia Martins Fonoaudióloga Fonoaudióloga com especialização em Autismo, fala e Linguagem infantil, Seletividade alimentar e Disfagia

Já achei chique tanta coisa…Hoje, depois de anos trabalhando com desenvolvimento infantil, meu padrão ficou um pouquinho...
21/08/2026

Já achei chique tanta coisa…

Hoje, depois de anos trabalhando com desenvolvimento infantil, meu padrão ficou um pouquinho diferente.

Acho chique adulto que espera.
Que observa antes de concluir.
Que pergunta antes de rotular.
Que adapta sem subestimar.
Que percebe uma tentativa de comunicação onde muita gente enxerga apenas “comportamento”.

E tem uma coisa que eu acho chiquérrima:

gente que não exige que a criança se torne outra pessoa para finalmente pertencer.

Porque inclusão, para mim, começa no olhar do outro.

Agora quero saber se o nosso conceito de chique combina:
qual dessas frases do carrossel você levaria para a vida? ✈️💙

É verdade que a bateria completa do exame de Processamento Auditivo Central costuma ser realizada a partir dos 7 anos, q...
30/07/2026

É verdade que a bateria completa do exame de Processamento Auditivo Central costuma ser realizada a partir dos 7 anos, quando as vias auditivas centrais apresentam maturidade suficiente para a maioria dos te**es comportamentais.

Mas isso não significa que devemos esperar essa idade para investigar sinais de risco.

Uma criança menor pode apresentar dificuldades importantes para compreender o que escuta, seguir instruções, desenvolver a linguagem ou aprender.

Nesses casos, o papel do fonoaudiólogo não é esperar.

É investigar.

Na minha prática clínica, realizo uma avaliação criteriosa, incluindo triagem das habilidades auditivas, análise da linguagem, histórico do desenvolvimento e comportamento auditivo.

Essas informações permitem identificar crianças com maior risco e iniciar estratégias de intervenção quando há indicação clínica.

✨ Quanto mais cedo identificamos as dificuldades, maiores são as oportunidades de favorecer o desenvolvimento da linguagem, da aprendizagem e da comunicação.

Não espere apenas pela idade.
Espere pelos sinais? Também não.

Observe, investigue e intervenha no momento certo.

💬 Você já tinha ouvido que era preciso esperar os 7 anos para investigar o Processamento Auditivo Central? Conta para mim nos comentários.

📌 Salve este post para consultar depois e compartilhe com pais, professores e profissionais da saúde que também precisam conhecer essa informação.

Existe uma diferença entre “atraso simples” e um sinal de alerta que pede avaliação.No atraso simples, a criança segue a...
03/07/2026

Existe uma diferença entre “atraso simples” e um sinal de alerta que pede avaliação.

No atraso simples, a criança segue a mesma ordem de aquisição da linguagem, só que num ritmo mais lento, compatível com uma criança um pouco mais nova. Muitas vezes, com estímulo adequado, ela recupera esse intervalo sozinha.

O problema é quando esse intervalo entre a idade cronológica e a idade de linguagem da criança começa a se alargar de forma expressiva. Aí a explicação de “é só falta de estímulo” já não sustenta o quadro. Porque estímulo ambiental gera atraso, mas gera um atraso mais discreto e não uma defasagem que se acumula mês após mês.

É aqui que entra o raciocínio clínico que pouca gente para pra fazer.

Causa ambiental pura: pouca conversa em casa, pouca exposição, rotina pobre em interação. Costuma gerar um atraso proporcional e recuperável. A criança responde relativamente rápido quando o ambiente muda.

Quando o gap entre o que a criança apresenta e o que se espera pra idade dela é maior e, principalmente quando esse gap não fecha mesmo diante de estímulo adequado, isso deixa de ser só uma questão de ambiente. Passa a ser um sinal de que pode haver um fator intrínseco à criança: uma alteração no processamento da linguagem, uma questão auditiva não identificada, ou outro fator do neurodesenvolvimento.

É exatamente por isso que “vamos estimular mais em casa e esperar” não pode ser a única conduta diante de um atraso significativo. Estimular é importante, sempre. Mas estimular sem investigar, quando o intervalo já é grande, é atrasar um diagnóstico que poderia estar direcionando a criança para o suporte certo.

O tempo, aqui, não é neutro. Cada mês de espera numa janela em que o cérebro está mais plástico pra aprender linguagem é um mês que não volta do mesmo jeito depois.

Todo atraso merece estímulo.
Nem todo atraso se resolve só com estímulo.
Quando o intervalo cresce, a pergunta muda:
não é mais “quanto falta pra ela falar” , mas é “o que está impedindo essa criança de alcançar sua idade”.

Lídgia Martins
Fonoaudióloga

“Ele fala muito… então está tudo bem?”Não é bem assim…Muita gente associa dificuldade de linguagem apenas à criança que ...
02/07/2026

“Ele fala muito… então está tudo bem?”

Não é bem assim…

Muita gente associa dificuldade de linguagem apenas à criança que “fala pouco” ou demora para começar a falar. Mas a linguagem vai muito além da quantidade de palavras.

Uma criança pode conversar bastante, falar sem parar… e ainda assim ter dificuldade para compreender, organizar ideias e construir frases adequadas para a idade.

Por isso, olhar só para o quanto ela fala pode esconder sinais importantes.

O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) afeta a forma como a criança desenvolve a linguagem ao longo do crescimento.

Isso pode aparecer na fala, na compreensão, na leitura ou na escrita.

É uma dificuldade no desenvolvimento da linguagem que pode impactar escola, relações sociais e aprendizagem.

“Mas ele fala tanto…”

Essa é uma das frases que mais ouvimos no consultório.

E ela faz sentido… porque realmente algumas crianças com TDL falam bastante.

O ponto não é apenas falar.
É como a linguagem está organizada.

Vocabulário não garante compreensão, estrutura de frases ou capacidade de sustentar uma conversa de forma madura.

Falar muito não é sinônimo de linguagem bem desenvolvida.

Na escola, muitas vezes o sinal aparece antes do diagnóstico.

A criança parece desatenta, dispersa ou “no mundo dela”.

Mas, em alguns casos, o problema não é atenção.

É compreensão.

Ela não executa o que foi pedido porque não conseguiu processar a instrução.

Por isso, nem toda desatenção significa TDAH.

Quando uma dificuldade de linguagem persiste por anos, a defasagem tende a aumentar junto com as demandas da idade.

Quanto mais a escola exige compreensão, leitura e escrita, mais o impacto aparece.

O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) é mais comum do que muita gente imagina e, ainda assim, continua send...
01/07/2026

O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) é mais comum do que muita gente imagina e, ainda assim, continua sendo subdiagnosticado.

Muitas crianças chegam ao consultório com queixas de comportamento, aprendizagem ou atenção… sem que a linguagem tenha sido investigada de forma adequada.

O problema?
Quando a base não é avaliada, a intervenção pode tratar apenas os sintomas e não a causa.

Desatenção, agitação, rigidez e dificuldade social não pertencem exclusivamente a um único diagnóstico.

Esses sinais podem aparecer em crianças com TDAH, TPAC, TEA… e também em crianças com alterações importantes de linguagem.

Por isso, olhar apenas para o comportamento pode ser insuficiente.

A pergunta clínica mais importante nem sempre é:
“Qual o diagnóstico?”
Muitas vezes, é:
“O que está causando esses sintomas?”

Quando uma criança não compreende bem o que ouve, ela entra em sobrecarga.

Ela pode:

* parecer desatenta porque perdeu partes da informação;
* parecer agitada porque não acompanha o ritmo das demandas;
* parecer socialmente imatura porque não consegue organizar pensamento em linguagem.

Isso muda completamente o olhar clínico.

É necessário investigar, com profundidade:

• compreensão verbal
• processamento auditivo linguístico
• organização discursiva
• memória verbal de trabalho
• pragmática e linguagem social

Sem isso, há risco de rotular e não compreender.

Na prática clínica, um bom diagnóstico não responde apenas “o que a criança tem”.

Ele responde, principalmente:
“Por que essa criança funciona dessa forma?”

✨ E essa resposta, muitas vezes, começa pela linguagem.

As férias de julho parecem uma pausa na rotina.Mas, clinicamente, elas costumam funcionar como um amplificador.Sem a cor...
22/06/2026

As férias de julho parecem uma pausa na rotina.
Mas, clinicamente, elas costumam funcionar como um amplificador.

Sem a correria da escola, muitos sinais ficam mais visíveis.

É nas férias que alguns pais percebem, pela primeira vez:

• que o filho fala menos do que crianças da mesma idade
• que a comunicação depende demais de gestos ou ecolalias
• que há dificuldade para brincar, interagir ou sustentar conversas
• que crises, rigidez ou seletividade ficam mais evidentes em casa

Julho não cria dificuldades.
Julho apenas revela o que a rotina acelerada escondia.

Muita gente acredita que “é melhor esperar mais um pouco”.

Na prática clínica, esse é um dos atrasos que mais custam caro ao desenvolvimento.

Existe um motivo biológico para a intervenção precoce funcionar melhor: neuroplasticidade.

Nos primeiros anos de vida, o cérebro está formando e reorganizando conexões em alta velocidade.
É justamente nesse período que linguagem, comunicação, regulação e aprendizagem respondem melhor à estimulação direcionada.

Por isso, quando uma família me procura cedo, ela não está “adiantando terapia”.

Ela está aproveitando uma janela que oferece maior potencial de resposta.

Esperar não torna o problema menor.
Em muitos casos, apenas reduz o tempo de intervenção com melhor prognóstico.

Julho pode ser uma pausa escolar.
Mas também pode ser uma decisão estratégica.

Na prática, sinais de alerta raramente aparecem “gritando”.

Na maioria das vezes, eles chegam disfarçados em frases como:

“Cada hora ele fala de um jeito…”
“Mas ele entende tudo…”
“Uma hora destrava…”
“Cada criança tem seu tempo…”

E é justamente aí que muitos atrasos passam despercebidos.

Em casos de Apraxia de Fala Infantil, por exemplo, alguns padrões costumam chamar atenção:

• a mesma palavra sai diferente em tentativas diferentes
• palavras curtas são mais fáceis do que frases
• os erros parecem imprevisíveis, sem padrão estável
• existe dificuldade para planejar os movimentos da fala

Um detalhe importante: nem toda fala atrasada é apraxia.
Mas toda criança com atraso persistente merece investigação qualificada.

Observar cedo muda decisões.
E decisões precoces mudam prognóstico.

Existe uma diferen

A terapia fonoaudiológica funciona.Mas ela não funciona sozinha.Existe uma condição e ela tem três partes:método clínico...
19/06/2026

A terapia fonoaudiológica funciona.
Mas ela não funciona sozinha.

Existe uma condição e ela tem três partes:
método clínico consistente, constância nas sessões e uma família que entra no processo de verdade.

Quando os três caminham juntos, a evolução deixa de ser esporádica e passa a ser acumulativa.

Porque desenvolvimento não acontece só dentro do consultório.
Ele acontece em casa, na escola, nas pequenas oportunidades do dia a dia e a família é quem está lá nessas horas.
Por isso, a pergunta que eu faço para os pais não é “quanto tempo vai levar?”.
É: você está disposto a ser parte ativa desse processo?

Essa resposta muda tudo.

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Lídgia Martins 💙Fonoaudióloga 📍Eusébio e Fortaleza
18/06/2026

Lídgia Martins
💙Fonoaudióloga
📍Eusébio e Fortaleza

A voz rouca do seu filho não é frescura. É sinal.Rouquidão toda semana, que some e volta, que a família já normalizou, e...
18/06/2026

A voz rouca do seu filho não é frescura. É sinal.
Rouquidão toda semana, que some e volta, que a família já normalizou, essa tem nome clínico. Na maioria das crianças, é o resultado de esforço vocal repetitivo: gritos, choro intenso, fala sem pausa. A laringe vai acumulando o impacto disso sem nenhuma intervenção.
Quando identificada cedo, a rouquidão crônica infantil responde bem à terapia fonoaudiológica. Sem cirurgia, sem procedimento invasivo. Com processo, consistência e a família dentro do tratamento.
O que não responde bem é o tempo.
Fique atenta se o seu filho tem a voz rouca fora de resfriados, força a voz para se comunicar, ou se a rouquidão piora ao longo do dia. Esses sinais pedem avaliação .
A avaliação vocal infantil costuma trazer muito mais clareza do que as famílias esperam. Se a voz do seu filho te preocupa, confie no seu instinto.
👉 Chama no direct ou acessa o link da bio para saber mais sobre avaliação de voz infantil.
Lídgia Martins
Fonoaudióloga de criança e adolescente
(85) 9 94268775

A voz rouca do seu filho não é frescura. É sinal.Rouquidão toda semana, que some e volta, que a família já normalizou — ...
17/06/2026

A voz rouca do seu filho não é frescura. É sinal.
Rouquidão toda semana, que some e volta, que a família já normalizou — essa tem nome clínico. Na maioria das crianças, é o resultado de esforço vocal repetitivo: gritos, choro intenso, fala sem pausa. A laringe vai acumulando o impacto disso sem nenhuma intervenção.
Quando identificada cedo, a rouquidão crônica infantil responde bem à terapia fonoaudiológica. Sem cirurgia, sem procedimento invasivo. Com processo, consistência e a família dentro do tratamento.
O que não responde bem é o tempo.
Fique atenta se o seu filho tem a voz rouca fora de resfriados, força a voz para se comunicar, ou se a rouquidão piora ao longo do dia. Esses sinais pedem avaliação — não em agosto, agora.
A avaliação vocal infantil costuma trazer muito mais clareza do que as famílias esperam. Se a voz do seu filho te preocupa, confie no seu instinto.
👉 Chama no direct ou acessa o link da bio para saber mais sobre avaliação de voz infantil.

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