16/05/2026
Nas pautas mais sensíveis, como falsificação de medicamentos para emagrecer, trabalho com resoluções oficiais da Anvisa de 2025 e 2026. As 65 mortes em investigação por uso de semaglutida e tirzepatida não são alarmismo, são dado da agência reguladora. Tudo aqui passa por verificação de fonte primária antes de virar conteúdo.
Acredito profundamente na utilização de medicamentos, suplementos e qualquer tecnologia que carregue solução real para a vida humana. A semaglutida, a tirzepatida, os análogos de GLP-1, as vitaminas, os aminoácidos isolados, os fitoterápicos padronizados, todos têm lugar legítimo na clínica quando bem indicados. Como profissional, defendo o avanço científico que coloca recursos antes inacessíveis nas mãos do paciente. O problema nunca foi a molécula. Sempre foi outro.
O grande problema é o valor comercial agregado sobre cada um desses recursos, que distorce decisão clínica e empurra prescrição motivada por margem em vez de necessidade. Quando o critério passa a ser o que vende mais, e não o que cura melhor, surgem os falsificados, os “naturais” com nome de medicamento, os suplementos prometendo o que não entregam e os pacientes pagando caro por algo que poderia ser barato e seguro. A ciência continua boa. Quem corrompe o sistema é o mercado.
Da neurociência aplicada à comida, do impulso por comer ao gatilho da dor que leva à obesidade, tudo é discutido com referências reais como Sapolsky, Lisa Feldman Barrett e literatura sobre eixo neuroendócrino. Quem segue esse perfil sabe que sai daqui sabendo mais, não acreditando mais.
Jayme Assunção
Pós-graduado em Neurociência, Nutrição Ortomolecular e Esportiva
CRN: 11090
SeuNutricionista
www.seunutricionista.com
Telefone: 75 3022.1510