08/03/2026
Ser mulher, para mim, nunca foi sobre caber em um molde, mas sobre construir espaço com consistência, coragem e responsabilidade. Ao longo da minha trajetória, entendi que ocupar certos lugares é também abrir caminhos, especialmente sendo uma mulher preta em uma posição de liderança na medicina.
A nossa presença comunica muito além das palavras; ela comunica possibilidade, representatividade e futuro para outras meninas que precisam enxergar referências reais.
Eu sou médica, sou nefrologista pediátrica e fundadora da CAIC, mas antes de qualquer título eu sou mulher.
A caminhada não é simples, porque ser mulher exige resiliência constante, maturidade emocional e a capacidade de crescer mesmo quando o cenário não foi desenhado para nós.
Com o tempo, aprendi que força não é ausência de vulnerabilidade, é permanência. É continuar estudando, trabalhando, liderando e sonhando, mesmo quando o caminho parece mais exigente. Cada fase da minha vida contribuiu para quem eu sou hoje: a estudante cheia de expectativas, a médica em formação, a empreendedora que precisou aprender gestão na prática.
Neste Dia da Mulher, eu celebro todas as versões que precisei ser para chegar até aqui e reforço algo que carrego comigo todos os dias: não fomos feitas para diminuir nossos sonhos para caber na expectativa de ninguém! 🧡