Dra. Patrícia Arent - oncologia clínica

Dra. Patrícia Arent - oncologia clínica CRM-SC 13963 | RQE 12386
Oncologista clínica em Florianópolis

Um dos maiores desafios no tratamento do câncer colorretal é encontrar o equilíbrio entre a eficácia do tratamento e a q...
05/06/2026

Um dos maiores desafios no tratamento do câncer colorretal é encontrar o equilíbrio entre a eficácia do tratamento e a qualidade de vida do paciente. Nosso objetivo não é apenas tratar a doença, mas também reduzir os impactos desnecessários da terapia sempre que isso puder ser feito com segurança.

Nesse contexto, a biópsia líquida vem ganhando destaque. Por meio de um exame de sangue, é possível detectar o DNA tumoral circulante (ctDNA), um marcador que ajuda a identificar sinais de doença residual após a cirurgia.

Um dos estudos mais importantes nessa área, o DYNAMIC-III, avaliou pacientes com câncer de cólon estádio III submetidos à cirurgia. O estudo demonstrou que uma estratégia guiada pelo ctDNA permitiu reduzir significativamente a exposição à oxaliplatina e diminuir a ocorrência de eventos adversos graves, evidenciando o potencial da medicina de precisão para reduzir toxicidades relacionadas ao tratamento.

No entanto, embora os resultados tenham sido animadores do ponto de vista da segurança, a estratégia guiada pelo ctDNA não atingiu o critério pré-estabelecido de não inferioridade para sobrevida livre de recidiva. Dessa forma, os dados atuais sugerem que o ctDNA é uma ferramenta prognóstica extremamente promissora, mas que ainda não deve ser utilizada isoladamente para orientar a desintensificação da quimioterapia adjuvante em pacientes com câncer de cólon estádio III.

Mesmo assim, o estudo representa um passo importante na evolução da oncologia personalizada. À medida que novas evidências surgem, caminhamos para tratamentos cada vez mais individualizados, buscando oferecer o máximo benefício possível com o menor impacto na qualidade de vida dos pacientes.

A medicina de precisão está transformando o cuidado oncológico e nos aproximando cada vez mais de terapias personalizadas, menos invasivas e mais alinhadas à qualidade de vida dos nossos pacientes. 💜

Salve esta postagem para conversar com seu médico sobre as melhores opções e novidades para o seu caso.



Aproveitando que estamos na Semana do Meio Ambiente, vamos conversar sobre como os espaços ao nosso redor impactam diret...
02/06/2026

Aproveitando que estamos na Semana do Meio Ambiente, vamos conversar sobre como os espaços ao nosso redor impactam diretamente a recuperação e a saúde mental no período pós-câncer 🌳.

Para quem finalizou a terapia oncológica, retomar a rotina exige paciência – e uma dose de autocuidado. E a ciência tem comprovado o quanto o ambiente importa nesse processo: um estudo muito interessante, publicado agora em 2026 na revista científica Environmental Research, avaliou o impacto da exposição a espaços verdes na saúde mental de sobreviventes de câncer. A pesquisa confirmou que o contato frequente com a natureza atua como um forte fator protetor para a mente, reduzindo significativamente o risco de depressão pós-tratamento. E um detalhe que me chamou muita atenção nesse levantamento: a associação protetora mais forte foi observada justamente entre as sobreviventes de câncer de mama.

Eu sei que o fim do tratamento traz um alívio enorme, mas a readaptação muitas vezes pode gerar novas angústias. O simples fato de caminhar em uma praia ou parque, respirar ar puro, sentir o sol (sempre com proteção!) e ter contato direto com a natureza ajuda a reduzir o estresse, além de melhorar o humor e o bem-estar geral.

Não pense que você precisa de grandes viagens ou aventuras complexas para ter esses benefícios: qualquer momento ao ar livre conta muito. O mais importante é encontrar uma forma de se reconectar com a vida lá fora no seu próprio ritmo e tornar isso um hábito. Mexer o corpo e respirar ao ar livre sempre faz bem ☀️.

Conhece alguém que passou por um tratamento oncológico e merece esse momento de leveza? Compartilhe este post e convide essa pessoa para aproveitar o feriado que vem aí caminhando por aí!

Neste domingo é o Dia Mundial sem Tabaco 🚭. Quando falamos dos perigos do cigarro, a primeira coisa que vem à mente é o ...
29/05/2026

Neste domingo é o Dia Mundial sem Tabaco 🚭. Quando falamos dos perigos do cigarro, a primeira coisa que vem à mente é o câncer de pulmão, mas o tabagismo é um fator de risco silencioso para, pelo menos, 13 outros tipos de câncer, incluindo tumores de mama, ginecológicos e gastrointestinais.

Mas por que isso acontece? A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas tóxicas que, quando inaladas, entram na nossa corrente sanguínea e viajam por todo o corpo. Esse processo agride diretamente o DNA das nossas células 🧬, criando o cenário propício para que ocorram as mutações celulares que dão origem a um câncer.

No caso da saúde feminina, o cigarro altera o equilíbrio hormonal e enfraquece o sistema imunológico. Isso dificulta, por exemplo, o combate do próprio corpo a infecções como o vírus HPV, o que aumenta as chances de desenvolvimento do câncer de colo do útero. Além disso, o tabagismo prolongado é um fator de risco bem documentado para o câncer de mama.

Quando olhamos para o trato gastrointestinal, o cenário exige a mesma atenção. Tumores de esôfago, estômago, pâncreas e colorretal têm forte ligação com os compostos químicos do tabaco, que agridem diretamente a mucosa e as células desses órgãos ao longo do tempo.

Eu sei que parar de fumar é um desafio imenso, que envolve questões químicas e emocionais. Mas a boa notícia é que o corpo começa a se recuperar quase imediatamente após o último cigarro, reduzindo os processos inflamatórios.

Conhece alguém que você ama muito e que gostaria que parasse de fumar? Envie esta postagem por mensagem 📩. Um toque de cuidado pode ser o primeiro passo para uma grande mudança de vida.

Ouvir que células de um tumor primário migraram e se instalaram no cérebro costuma causar muito medo. Aproveitando que m...
26/05/2026

Ouvir que células de um tumor primário migraram e se instalaram no cérebro costuma causar muito medo. Aproveitando que maio é o mês de conscientização sobre o câncer no cérebro, quero conversar com você sobre as metástases cerebrais de forma clara e, principalmente, com esperança 🧠.

Uma metástase cerebral acontece quando o câncer viaja a partir de outro órgão (como mama, pulmão, intestino ou pele) e chega ao sistema nervoso central. É diferente de um tumor que tem origem diretamente no cérebro. Eu sei que a palavra “metástase” assusta, mas a metástase não é uma sentença sem saída, como muita gente ainda pensa.

A evolução nos tratamentos oncológicos permitem que muitas pessoas com doença avançada hoje consigam ter uma vida longa e com qualidade. O meu foco, junto a uma equipe multidisciplinar, vai muito além de apenas tratar o tumor. Nós trabalhamos para preservar a sua cognição, reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos e garantir o seu bem-estar contínuo 🤝.

Com o uso de terapias modernas, radioterapia de precisão e cirurgias cada vez mais seguras, conseguimos oferecer caminhos terapêuticos altamente eficazes. Nosso objetivo é oferecer ao paciente a possibilidade de conviver com a doença mantendo a sua rotina, o seu trabalho e os seus momentos em família – e, sim, isso é possível! ✨

Portanto, se você ou alguém que você conhece recebeu esse diagnóstico, não se desespere.

Cada dia mais, vemos pacientes que, com tratamento adequado e seguindo as orientações médicas, vivem bem e com qualidade, o que é sempre o mais importante.


O formigamento e a perda de sensibilidade nas extremidades são sintomas comuns em quem faz quimioterapia. Essa condição,...
22/05/2026

O formigamento e a perda de sensibilidade nas extremidades são sintomas comuns em quem faz quimioterapia. Essa condição, conhecida como neuropatia periférica induzida por quimioterapia, é um efeito adverso que pode afetar até 65% dos pacientes e impacta diretamente na qualidade de vida, limitando atividades diárias muito simples, como abotoar uma camisa, segurar um copo ou caminhar com firmeza.

Sabemos que os medicamentos tradicionais para dor muitas vezes oferecem algum alívio para esse sintoma específico – mas de forma limitada. No entanto, a ciência tem comprovado que o tratamento vai muito além da farmácia. Estudos recentes demonstram que estratégias não farmacológicas, especialmente a prática de exercícios físicos e a fisioterapia, são abordagens seguras e altamente eficazes.

🚶‍♀️ O movimento e o estímulo correto ajudam a melhorar os sintomas sensoriais, resgatam a força muscular e devolvem o equilíbrio, trazendo de volta a autonomia e a segurança para a sua rotina.

Vale lembrar que qualquer intervenção física durante o tratamento oncológico exige orientação médica e o acompanhamento de um profissional qualificado (no caso, fisioterapeuta ou educador físico) para que seja ajustada às necessidades, aos limites e ao momento de cada pessoa. Não existe receita de bolo.

Durante o tratamento, nosso objetivo não é apenas controlar a doença, mas garantir que você consiga conviver com ela mantendo o seu bem-estar.

📌 Salve esta postagem para não esquecer de conversar com o seu oncologista sobre essas possibilidades na sua próxima consulta.


Quem convive com doenças inflamatórias intestinais foca, com toda razão, em controlar as crises e viver bem hoje. Mas ex...
19/05/2026

Quem convive com doenças inflamatórias intestinais foca, com toda razão, em controlar as crises e viver bem hoje. Mas existe um cuidado que protege o seu futuro e não pode ficar para depois: a prevenção do câncer colorretal.

A inflamação crônica na parede do intestino pode causar alterações celulares silenciosas com o passar dos anos. Esse processo eleva o risco de formação de pólipos – pequenas lesões que têm o potencial de evoluir para um tumor se não forem identificadas.

E é aí que o rastreamento ativo pode salvar sua vida! Se você tem doença de Crohn ou retocolite ulcerativa há mais tempo, seu calendário de colonoscopias precisa ser mais rigoroso e frequente do que o da população em geral.

Através da colonoscopia, é possível encontrar e retirar qualquer lesão suspeita precocemente, “cortando o mal pela raiz”. Eu sei que a rotina de preparo pode ser cansativa, mas acompanhar a saúde do seu intestino de perto é o que garante a sua segurança.

Hoje, 19 de maio, é o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal. Por isso, aproveito essa data para lembrar: não adie a colonoscopia! Converse com o seu gastroenterologista e alinhe o seu cronograma de exames para manter seu bem-estar, agora e no futuro 💜.


Você já adiou a sua mamografia porque estava ocupada demais cuidando da rotina da casa e dos outros?Neste Dia da Família...
15/05/2026

Você já adiou a sua mamografia porque estava ocupada demais cuidando da rotina da casa e dos outros?

Neste Dia da Família, preciso lembrar a você: cuidar de si mesma é um dos maiores atos de amor que você pode oferecer à sua família. Nós, mulheres, temos o hábito de nos colocar em segundo plano, mas a verdade é que a mamografia não pode ficar para depois.

E os dados atuais nos mostram o porquê. Segundo as novas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, Santa Catarina deve registrar cerca de 4.460 novos casos de câncer de mama por ano. Isso mantém o nosso estado com uma das maiores taxas de incidência de tumores femininos no país 📈

Como oncologista, eu acompanho diariamente como o diagnóstico precoce muda o rumo da história. A mamografia permite que a gente identifique alterações muito antes de se tornarem palpáveis. Descobrir cedo significa tratamentos mais simples, menos invasivos e a possibilidade real de continuar tendo uma vida longa, ativa e com muita qualidade ao lado de quem a gente ama.

Lembrando aqui mais uma vez: a mamografia deve ser feita anualmente por toda mulher a partir dos 40 anos, independente de sinais ou sintomas.

O tempo é precioso na nossa saúde. Coloque os seus exames como prioridade na sua agenda. Você precisa estar bem para cuidar de quem ama 💞

Envie este lembrete carinhoso para uma amiga que também ama a família e precisa agendar a mamografia.


Maio é mês de conscientização do câncer de ovário. Quero aproveitar para conversarmos sobre um tema que gera muitas dúvi...
12/05/2026

Maio é mês de conscientização do câncer de ovário. Quero aproveitar para conversarmos sobre um tema que gera muitas dúvidas no consultório: a relação da doença com a nossa genética 🧬.

Muitas pacientes não sabem, mas o câncer de ovário pode estar intimamente ligado ao histórico familiar, especialmente devido a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 – os mesmos frequentemente associados ao câncer de mama. A presença dessas alterações genéticas aumenta a chance de desenvolvimento da doença.

Mas calma! Ter histórico familiar não é motivo para pânico, e sim para ação. Quando há indicação clínica pelo histórico da família, a recomendação é conversar com o oncologista para verificar a necessidade de realizar um teste genético.

Saber dessa informação muda tudo!

Primeiro, porque abre portas para a prevenção. Mulheres com mutações de alto risco podem ter indicação para cirurgias preventivas, como a retirada de ovários e tubas uterinas, sempre após avaliação cuidadosa com a equipe médica, pois o procedimento envolve impactos hormonais.

Segundo, porque transforma o tratamento de quem já tem o diagnóstico. Hoje, a oncologia moderna conta com terapias-alvo específicas, como os inibidores de PARP, que apresentam resultados muito mais eficazes para tumores com essas características genéticas. O nosso grande objetivo com essas medicações mais precisas é garantir não só o controle da neoplasia, mas que a mulher continue tendo qualidade de vida, mantendo a sua rotina e o seu bem-estar.

A genética não é uma sentença, é uma valiosa ferramenta de cuidado a nosso favor.

Se você tem histórico de tumores femininos na família e se viu nessa indicação, salve este post para lembrar de conversar sobre os te**es genéticos na sua próxima consulta.



Ser mãe desses dois meninos é o que eu mais amo na vida!Não me entenda mal: eu amo minha profissão! Cuidar dos meus paci...
08/05/2026

Ser mãe desses dois meninos é o que eu mais amo na vida!

Não me entenda mal: eu amo minha profissão! Cuidar dos meus pacientes, estar presente em momentos tão delicados do tratamento oncológico e vibrar com cada pequena vitória me preenche de um jeito único. Mas é no fim do dia, no meio da bagunça e dos abraços apertados deles, que eu encontro o meu verdadeiro porto seguro.

A rotina no consultório nos ensina diariamente sobre a fragilidade e a beleza da vida. E viver a maternidade ao lado desses dois me faz experimentar essa beleza da forma mais intensa possível. Eles são a minha energia para enfrentar as batalhas difíceis e o motivo pelo qual repito tantas vezes aqui: cuidar da nossa saúde é, acima de tudo, garantir que teremos mais tempo ao lado de quem a gente ama.

Com o domingo chegando, já quero deixar meu abraço mais carinhoso a todas as mães que me acompanham. Às que estão em tratamento, às que cuidam, às que são apoio incondicional de suas famílias. Que o amor seja sempre a nossa maior força, a nossa coragem diária e o nosso maior refúgio.

Um Feliz Dia das Mães a todas nós! 💖


05/05/2026

Chegamos ao último trecho da série de vídeos com os destaques da minha entrevista no programa Show da Tarde, do canal Primer TV, veiculado no dia 27/02/2026. E para encerrar esse nosso bate-papo, abordamos uma dúvida que ainda surpreende muita gente: homem também pode ter câncer de mama?

▶ Aperte o play para entender por que a conscientização precisa alcançar a todos, independentemente do gênero.

Aproveito para agradecer imensamente à equipe da Primer TV pelo espaço e pela oportunidade de levar conhecimento seguro sobre um tema tão necessário para a saúde da nossa população.

Compartilhe este Reel com os homens da sua família para que eles também saibam que o câncer de mama não é um assunto exclusivamente feminino.


Endereço

Florianópolis, SC

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