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Pagu Psicologia Mudando o mundo, uma mulher por vez! Psicologia acessível para mulheres. Pagu psicologia: Mayhumi Kitagawa - CRP: 04/49366

02 de Junho, Dia da Conscientização de Transtornos Alimentares.Tem mulheres que aprenderam a sentir culpa antes mesmo de...
02/06/2026

02 de Junho, Dia da Conscientização de Transtornos Alimentares.

Tem mulheres que aprenderam a sentir culpa antes mesmo de aprender a sentir fome.

Porque durante muito tempo ensinaram que o corpo feminino precisava:
ser controlado,
reduzido,
corrigido,
vigiado.

Tem mulheres que passam a vida inteira tentando entender quem são, sem perceber que aprenderam a se enxergar a partir do...
01/06/2026

Tem mulheres que passam a vida inteira tentando entender quem são, sem perceber que aprenderam a se enxergar a partir do desejo do outro.

Ser bonita o suficiente.
Desejada o suficiente.
Amada o suficiente.

Fomos ensinadas que nossa existência precisava de um selo de validação que só o amor romântico poderia conceder.

Então, desde muito cedo, ser escolhida deixou de ser apenas desejo.

Virou confirmação de valor.

Existe uma violência silenciosa em precisar provar constantemente a própria experiência para ser levada a sério.Principa...
29/05/2026

Existe uma violência silenciosa em precisar provar constantemente a própria experiência para ser levada a sério.

Principalmente quando falamos de mulheres neurodivergentes.

Porque o imaginário social sobre o autismo ainda é extremamente limitado, masculino e estereotipado. E tudo que foge desse roteiro costuma ser tratado como exagero, frescura, ansiedade, sensibilidade demais ou “coisa da personalidade”.

Muitas mulheres chegam à vida adulta exaustas sem entender por quê.

Exaustas de socializar.
Exaustas de performar funcionalidade.
Exaustas de tentar corresponder ao que esperam delas o tempo inteiro.

Mas como conseguem trabalhar, conversar, sorrir e parecer “adaptadas”, raramente são vistas como pessoas que precisam de acolhimento ou investigação clínica.

Nem toda neurodivergência é visível.
Nem todo sofrimento é barulhento.

E nem toda pessoa autista vai corresponder à imagem estereotipada que construíram sobre o autismo.

E talvez esteja na hora de entender que “parecer normal” muitas vezes foi só uma estratégia de sobrevivência.

Por muito tempo, a medicina tratou emoções femininas como doença.Mulheres foram institucionalizadas, medicadas e invalid...
27/05/2026

Por muito tempo, a medicina tratou emoções femininas como doença.

Mulheres foram institucionalizadas, medicadas e invalidadas simplesmente por expressarem dor, raiva ou sofrimento.

A chamada “histeria feminina” serviu durante séculos como ferramenta de controle social.

Porque uma mulher emocionalmente consciente sempre foi mais perigosa do que uma mulher silenciosa.

E talvez a parte mais violenta disso tudo seja perceber que esse discurso nunca desapareceu completamente.

Ele só mudou de nome.

Hoje ela é chamada de:
“emocionada”,
“difícil”,
“maluca”,
“instável”.

Mas a lógica continua parecida:
descredibilizar mulheres para preservar estruturas.

Tem mulheres que passam a vida inteira tentando ser escolhidas.Pelo amor.Pela família.Pelo trabalho.Por relações que exi...
22/05/2026

Tem mulheres que passam a vida inteira tentando ser escolhidas.

Pelo amor.
Pela família.
Pelo trabalho.
Por relações que exigem silêncio, esforço e abandono de si.

E, no meio disso, vão se perdendo em versões pequenas o suficiente para caber no desejo dos outros.

Mas existe um momento em que alguma coisa quebra.

Você percebe que sobreviver não é o mesmo que se amar.
Que insistir nem sempre é cuidado.
Que diminuir a própria dor para permanecer também é uma forma de violência.

E talvez o amor da sua vida não chegue.
Talvez ele comece.

No dia em que você finalmente se escolhe.

Tem mulher vivendo há tanto tempo tentando não incomodar ninguém, que já nem sabe mais o que sente de verdade.Ela suaviz...
15/05/2026

Tem mulher vivendo há tanto tempo tentando não incomodar ninguém, que já nem sabe mais o que sente de verdade.

Ela suaviza.
Ela entende.
Ela releva.
Ela perdoa.
Ela aceita.
Ela silencia.

Até o corpo começar a responder por ela.

Porque passar a vida inteira tentando ser emocionalmente confortável pros outros também adoece.

E talvez uma das maiores violências contra mulheres seja essa exigência constante de serem:
calmas,
agradáveis,
compreensivas
e pequenas.

Mesmo quando estão destruídas por dentro.

💜

Disseram que era demais.Que era difícil.Que era exigente.Mas ninguém fala sobre o momentoem que uma mulher decide não se...
14/05/2026

Disseram que era demais.
Que era difícil.
Que era exigente.

Mas ninguém fala sobre o momento
em que uma mulher decide não se diminuir mais.

Quando ela para de se explicar.
Para de negociar o que sente.
Para de aceitar menos do que merece.

Ela não muda.
Ela se encontra.

E quando isso acontece, incomoda mesmo.
Porque mulher que se posiciona não pede espaço.

Ocupa.

💜 ViolenciaContraMulher

O documentário da Rafa Kalimann abriu uma conversa que muitas mulheres conhecem bem demais:a solidão de estar acompanhad...
13/05/2026

O documentário da Rafa Kalimann abriu uma conversa que muitas mulheres conhecem bem demais:
a solidão de estar acompanhada.

Porque existe um tipo de abandono que não acontece quando o homem vai embora.

Acontece quando ele permanece…
mas emocionalmente desaparece.

E talvez uma das maiores violências contra mulheres na maternidade seja justamente essa:
transformar ausência masculina em algo normal, esperado ou até compreensível.

Enquanto ela gesta,
o corpo muda.
A mente muda.
A rotina muda.
A identidade inteira muda.

Mas ainda esperam que a mulher continue sustentando tudo:
a relação,
a casa,
o emocional,
o bebê
e muitas vezes até o homem.

Depois chamam de “instinto materno”.

Pra não chamar pelo nome real:
sobrecarga.
abandono.
solidão.

A maternidade não deveria ser um lugar de sobrevivência emocional feminina.

Mas para muitas mulheres,
ainda é.

Normalizaram tanto a mulher sustentar tudoque muita gente ainda chama isso de amor.Mas não é.Não é seu papel curar, salv...
08/05/2026

Normalizaram tanto a mulher sustentar tudo
que muita gente ainda chama isso de amor.
Mas não é.

Não é seu papel curar, salvar, sustentar
ou se diminuir pra caber.

Isso não é relacionamento.
É sobrecarga.

Endereço

Florianópolis, SC

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