Juliana Fonseca Psiquiatra

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Juliana Fonseca Psiquiatra 👩🏻‍⚕️| Psiquiatria - CRM SP 193588
🧠| Psicoterapia (Terapia Cognitivo Comportamental)
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20/10/2026

Parabéns pela coragem Felipe Bressanim .

Mulheres defendendo que mulheres abram mão do próprio direito ao voto e deleguem essa decisão aos homens.😩Parece absurdo...
07/10/2026

Mulheres defendendo que mulheres abram mão do próprio direito ao voto e deleguem essa decisão aos homens.😩

Parece absurdo o suficiente para pertencer ao passado, mas está acontecendo agora nos Estados Unidos.

Um movimento ultraconservador vem defendendo a ideia de “uma família, um voto”, com o chefe da família responsável pela decisão. Entre suas vozes está a influenciadora Savannah Stone, que afirma que abriria mão do próprio voto e defende a revogação da 19ª Emenda, responsável por garantir constitucionalmente o direito de voto às mulheres nos EUA.

É importante dizer que essa ainda é uma posição marginal. Mas ideias não precisam ser majoritárias para merecer atenção, principalmente quando começam a ganhar audiência, organização e espaço político.

Uma mulher pode escolher aquilo que é considerado um estilo de vida mais tradicional, como cuidar da casa, priorizar a família, seguir valores religiosos ou construir uma relação com papéis mais definidos. Essas também são escolhas legítimas.

O problema começa quando uma escolha pessoal se transforma em projeto político para retirar das outras mulheres o direito de escolher.

O direito ao voto garante que cada mulher possa pensar, decidir e participar politicamente por si mesma.

Defender que mulheres sejam privadas desse direito e tenham sua voz política subordinada à decisão de um homem é inadmissível. E ver essa ideia sendo defendida pelas próprias mulheres a torna ainda mais absurda, mais grave e mais revoltante.

Já fomos Sandy & Junior aos 7 anos, estudamos juntos do jardim ao ensino médio, fizemos aula de canto, aula de tênis e a...
07/10/2026

Já fomos Sandy & Junior aos 7 anos, estudamos juntos do jardim ao ensino médio, fizemos aula de canto, aula de tênis e atravessamos tantas fases da vida juntos.

E, em todas elas, uma coisa nunca mudou: eu sempre amei a companhia do Daniel. Sempre pude falar qualquer coisa, sem medo de julgamento, sabendo que ele estaria ali para me ouvir, ajudar e estar junto.

Eu recomendo que todo mundo tenha boas relações na vida. E a minha amizade com o Daniel é meu maior exemplo de uma amizade de infância que dura a vida inteira. Porque o Daniel é apaixonante em todas as fases: espontâneo, verdadeiro, parceiro e uma das melhores pessoas para se ter por perto.

Aproveite muito seu dia e suas férias. Que venham mais 70 anos de vida e de amizade, porque a vida é melhor por ter você nela.

Te amo. Feliz aniversário ! 🤍

05/10/2026

Uma coisa que eu escuto com frequência no consultório é: “Eu deveria ter procurado ajuda antes”.

Muita gente adia a ida ao psicólogo ou ao psiquiatra por anos. Às vezes pelo custo, às vezes pelo estigma de que psiquiatra é “médico de louco”, pelo medo de precisar de medicação ou simplesmente por acreditar que deveria conseguir resolver tudo sozinho.

Só que saúde mental interfere em praticamente todas as áreas da vida.

Quando um transtorno é adequadamente tratado, a melhora pode aparecer na qualidade de vida, nos relacionamentos, na capacidade de trabalhar, de se organizar, de tomar decisões e de sustentar uma rotina.

E, para algumas pessoas, essa melhora funcional também acaba tendo reflexos profissionais e financeiros. Não porque terapia ou tratamento psiquiátrico sejam uma fórmula para ganhar dinheiro, mas porque estar bem tratado pode permitir que a pessoa funcione melhor em áreas que antes estavam sendo prejudicadas pelos sintomas.

Por isso, cuidar da saúde mental pode ser um dos investimentos mais importantes que alguém faz em si mesmo.

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05/10/2026

Às vezes, o paciente chega à consulta já convencido de um diagnóstico e esperando uma medicação específ**a.

E quando eu digo que preciso investigar melhor antes de prescrever, isso pode ser interpretado como se eu estivesse duvidando dele ou não querendo fazer o diagnóstico.

Mas não é isso.

Meu trabalho é justamente investigar.

Eu preciso entender os sintomas, quando começaram, o prejuízo que causam, outras condições que podem explicar aquele quadro e, quando necessário e com autorização do paciente, obter informações de familiares ou de pessoas que convivem com ele.

Porque usar uma medicação sem indicação também pode trazer consequências. Às vezes, começa-se um estimulante para conseguir funcionar durante o dia, depois um hipnótico para conseguir dormir à noite e outras medicações para manejar efeitos que surgiram no caminho.

O tratamento vai se transformando em uma tentativa de corrigir farmacologicamente um efeito com outro medicamento, sem que a origem do problema tenha sido adequadamente investigada.

Por isso, quando eu digo “preciso avaliar melhor antes de prescrever”, eu não estou contra o paciente. Também não signif**a que eu acho que ele está inventando seus sintomas.

Signif**a que levar o sofrimento dele a sério também exige não prescrever simplesmente aquilo que ele chegou esperando receber.

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04/10/2026

Será que todo mundo deveria passar primeiro pelo psicólogo antes de chegar ao psiquiatra?

Psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico têm funções diferentes e podem ser complementares.

O psicólogo geralmente acompanha o paciente com maior frequência e tem a oportunidade de observar, ao longo das sessões, padrões de comportamento, relações, mudanças de humor e dificuldades que nem sempre aparecem em uma única consulta.

Além disso, muitos quadros leves podem ser tratados inicialmente com psicoterapia, sem que uma medicação seja necessariamente indicada.

Em outros casos, porém, faz sentido procurar diretamente um psiquiatra. Dependendo dos sintomas, da gravidade, do prejuízo funcional, dos riscos envolvidos e da própria história clínica, uma avaliação médica pode ser necessária desde o início.

Por isso, eu não colocaria o psicólogo como uma etapa obrigatória antes do psiquiatra. O mais importante é que exista uma avaliação adequada e, quando necessário, comunicação entre os profissionais.

Quando psicólogo e psiquiatra trabalham de forma integrada, cada um consegue contribuir com informações diferentes para compreender melhor aquele paciente e definir o tratamento.

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04/10/2026

Nem sempre uma consulta superficial acontece porque falta conhecimento técnico ao profissional.

Eu mesma já trabalhei em uma realidade em que chegava a atender cerca de 40 pacientes em um único dia. Hoje, atendo em média seis.

Tecnicamente, eu não era uma médica pior naquela época. Mas as condições que eu tinha para fazer um bom trabalho eram muito diferentes.

Quando existe uma sequência enorme de atendimentos, pouco tempo para cada paciente e uma pressão constante para chamar o próximo, f**a muito mais difícil investigar uma história clínica com profundidade, discutir hipóteses, avaliar riscos e explicar adequadamente o tratamento.

E existe também o desgaste do próprio profissional. Trabalhar durante muito tempo nessas condições pode favorecer atendimentos cada vez mais automáticos e uma relação terapêutica mais distante.

Na psiquiatria, isso é especialmente delicado. Uma prescrição não deveria acontecer simplesmente porque o paciente chegou pedindo determinada medicação. É preciso entender o que está acontecendo, avaliar se existe indicação, discutir riscos e benefícios e acompanhar a resposta ao tratamento.

Qualidade de atendimento depende da formação do profissional, mas também das condições que ele tem para exercer o seu trabalho.

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03/10/2026

Existem quadros em que a história clínica traz elementos muito característicos e o diagnóstico pode f**ar mais evidente. Em outros, a avaliação exige muito mais investigação.

E uma das dificuldades aparece quando a pessoa chega à consulta já convencida de que tem determinado transtorno e passa a responder às perguntas buscando confirmar essa hipótese.

Durante uma avaliação, eu preciso investigar critérios diagnósticos. Vou perguntar sobre os mesmos fenômenos de formas diferentes, entender quando começaram, em quais situações aparecem, com que frequência e qual prejuízo provocam.

Se a pessoa já conhece todos os critérios e responde pensando no diagnóstico que deseja confirmar, isso pode enviesar a avaliação.

E pode prejudicar também o vínculo terapêutico.

Porque o profissional passa a ser visto apenas como o caminho para conseguir aquilo que a pessoa acredita que precisa, seja um diagnóstico, um laudo ou uma medicação, quando deveria ser também alguém com espaço para investigar, questionar hipóteses e, inclusive, chegar a uma conclusão diferente daquela imaginada inicialmente.

Entrar em uma consulta com uma hipótese é absolutamente possível. O importante é permitir que ela continue sendo uma hipótese durante a avaliação.

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03/10/2026

Autodiagnóstico não substitui uma avaliação clínica, mesmo quando a própria pessoa é profissional de saúde mental.

Quando estamos dentro do nosso próprio sofrimento, existem pontos cegos. Conseguimos perceber parte dos sintomas, mas nem sempre enxergamos com clareza nosso comportamento, o impacto dele em diferentes contextos ou outras explicações possíveis para aquilo que estamos vivendo.

Por isso, precisamos do olhar de outro profissional.

Agora, existe uma diferença importante entre se autodiagnosticar e se identif**ar com sintomas.

É muito comum alguém chegar ao consultório dizendo: “Vi seu vídeo sobre TDAH, me identifiquei com várias coisas e acho que posso ter”.

E isso pode ser útil. A informação pode ajudar a pessoa a reconhecer dificuldades que antes não conseguia nomear e motivá-la a procurar ajuda.

A partir daí, a gente investiga: quando esses sintomas começaram, em quais contextos aparecem, quanto prejudicam a vida e se podem ser explicados por outras condições.

O problema começa quando a hipótese vira uma certeza antes da avaliação e a pessoa chega ao profissional buscando apenas a confirmação de um diagnóstico que já decidiu que tem.

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Ilha Do Campeche
Florianópolis, SC

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