04/06/2026
A família chegou com uma pasta cheia de laudos, receitas e relatórios de cinco especialistas diferentes.
Quando a Dra. Alice começou a organizar tudo, percebeu que nenhum desses médicos sabia o que o outro estava fazendo. Medicamentos interagindo. Doses ajustadas sem comunicação. E o paciente no meio — tentando ser o fio que conecta profissionais que nunca falaram entre si.
Isso não é culpa dos especialistas. É uma falha estrutural do sistema — construído por especialidades, não por pessoas.
A Dra. Alice Pasquali, médica clínica e paliativista da Anthurium, faz o que quase desapareceu da medicina moderna: olha para o conjunto. Sabe o que cada medicamento faz no contexto de tudo que está acontecendo. Percebe quando um sintoma novo é efeito colateral — não progressão da doença. Pergunta ao paciente o que qualidade de vida significa para ele.
Esse médico não substitui os especialistas. Ele existe para que os especialistas façam mais sentido juntos.
Esse é o primeiro de seis episódios sobre medicina que olha a pessoa inteira. Acompanha pelo destaque aqui no perfil e compartilha com quem está se sentindo perdido no meio de muitos médicos e pouca coordenação.
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