20/04/2026
Sonho realizado e satisfação resumem este show. Em vários momentos, tive que parar e agradecer a Deus por nunca ter colocado no meu coração um sonho que eu não pudesse realizar. O garotinho que jogou Guitar Hero III: Legends of Rock e ficou encantado com aquele guitarrista de cartola na capa e com os “n-n-n-n knees” jamais imaginaria que, ao assistir a um show do Rock in Rio 2011, se encantaria por uma banda e por um gênero musical que serviria de trilha sonora para sua vida.
Se falassem para esse garotinho, que passava tardes e noites assistindo a uma versão pirafa do Live in Tokyo, que o Axl voltaria a falar com o Slash e o Duff e que ele, posteriormente, teria a oportunidade de assistir a um show do Guns no Castelão, ele com certeza diria que era um sonho impossível e inimaginável. Mas ele realizou, embora a ficha ainda não tenha caído.
A única banda com a qual eu realmente me identifiquei, quem me conhece sabe que não sou fanático por nada nesta vida, é essa exceção. Eu amo todas as fases do Guns N’ Roses e de seus membros: desde o show do Live in the Ritz, de 1988, até o tributo do Ozzy em Back to the Beginning; passando pelo Rock in Rio II, em 1991, com Gilby Clarke e Matt Sorum; por 2001, com Buckethead e Finck; pelo Velvet Revolver, com os clássicos “Slither” e “Fall to Pieces”, com Scott nos vocais; por 2011, com DJ Ashba e Frank Ferrer, na era Chinese Democracy; pela participação icônica de Axl Rose com o AC/DC; pelas trilhas sonoras de O Exterminador do Futuro e Thor: Amor e Trovão; pelos álbuns solo de Slash com Myles Kennedy; além das inúmeras participações com Michael Jackson, Aerosmith, Ozzy, na homenagem ao Queen, entre outros.
Quem vê o hype das redes sociais e escuta músicas gravadas em 1980, estranhando a banda não ser exatamente a mesma, não entende o privilégio que é ter envelhecido junto com esses caras. Olhar para o palco e reconhecer todos os trejeitos do Axl, do Slash & Cia. é para poucos.
Who isn’t a gunner will never understand… and doesn’t even need to, just feel it.