06/04/2026
PARTES I: EDUCAÇÃO FÍSICA - O início de tudo!
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Quase ninguém sabe, mas minha primeira graduação foi em Educação Física.Sou formada pela Universidade Federal do Ceará há 23 anos! Acreditem!
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A Educação Física me abriu portas que eu nem imaginava que existiam e muitas delas me conduziram exatamente até onde estou hoje. Tive habilitação em Psicomotricidade e Cinesiologia, e minha primeira experiência profissional aconteceu no SESC Fortaleza – Centro, onde atuei como psicomotricista com crianças de 2 a 7 anos, na escola-creche da instituição.
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Foi um tempo precioso.O convívio com as crianças me permitiu ver, na prática, aquilo que antes estava apenas nos livros: o corpo como linguagem,
o movimento como expressão da alma,
o brincar como forma legítima de existir no mundo.Ali, o aprendizado era vivo.
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Também fui professora de natação para bebês, trabalhei com alongamento consciente, estagiei em escolas públicas com Ginástica Rítmica com a supervisão da prof Esther Vieira e em determinado momento, criei uma academia chamada Corpus Vitae. Um nome que já dizia muito do que eu buscava: um corpo vivo, habitado, integrado.Nesse espaço conviviam diferentes práticas : Tai Chi Chuan, dança contemporânea, yoga e alongamento consciente — e foi ali que tive um contato mais profundo com o Qigong e com as práticas orientais, que silenciosamente foram redesenhando minha forma de olhar o corpo e a vida.
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Pratiquei Karatê Shotokan e cheguei à faixa marrom. A disciplina, o silêncio e o respeito ao tempo do corpo me atravessaram profundamente. Foi a Educação Física que me conduziu às filosofias orientais, e esse período se tornou um terreno fértil que mais tarde desembocaria na minha profissionalização na dança e na Acupuntura , que fiz paralelamente a faculdade e durou três anos(mas isso f**a para outro momento). Ainda na UFC, fui bolsista do CNPq e atuei em espaços profundamente humanos e desafiadores, como asilos e hospitais psiquiátricos, entre eles o Hospital Psiquiátrico Mira y López.
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Lembro de estudar História da Loucura e Vigiar e Punir de Michel Foucault e reconhecer, na prática, tudo aquilo que os livros anunciavam.
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