Estela Maris Fonoaudióloga Infantil

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Informações sobre desenvolvimento infantil:

Qual a importância da Estimulação Precoce
Desenvolvimento da Fala e Comunicação Infantil
Apraxia de fala na Infância
Seletividade Alimentar
Alfabetização

Segue Fga. Estela Maris “Meu filho só tá atrasado, vai acompanhar” é a frase mais repetida sobre atraso de fala. Às veze...
04/09/2026

Segue Fga. Estela Maris “Meu filho só tá atrasado, vai acompanhar” é a frase mais repetida sobre atraso de fala. Às vezes é exatamente isso. Às vezes não.

Atraso de fala é um sintoma, não um diagnóstico fechado. Ele pode aparecer isolado, sem nenhuma outra alteração, e resolver com estímulo simples. Mas também pode ser a primeira pista visível de outras condições: transtorno do espectro autista, apraxia de fala infantil, perda auditiva não identif**ada, ou um transtorno de linguagem mais amplo. Em todos esses cenários, o que os pais notam primeiro costuma ser o mesmo: “ele não fala como as outras crianças da idade dele”.

A diferença entre esses cenários não aparece observando só a fala isolada. Aparece observando o conjunto: a criança aponta pra pedir coisas? Olha nos olhos quando é chamada? Entende comandos simples mesmo sem responder com palavra? Br**ca de faz-de-conta? Reage a som baixo, tipo o nome chamado de outro cômodo? Cada uma dessas perguntas ajuda a mapear se o caso é um atraso isolado ou parte de um quadro maior — e só avaliação profissional junta essas peças com segurança.
Isso não é motivo pra pânico. É motivo pra investigar cedo, porque cada um desses cenários responde melhor quanto antes o estímulo certo começa. Esperar pra ver “se ela alcança sozinha” funciona numa fatia dos casos e atrasa terapia essencial na outra fatia — e não tem como saber de qual lado seu filho está sem avaliação.

Salva esse post pra reler quando a dúvida bater, e leva essas perguntas pra próxima consulta se seu filho ainda não foi avaliado.

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Segue Fga. Estela Maris Aquela cena: fila enorme, criança impaciente, celular resolvendo tudo em segundos. Você já viveu...
31/08/2026

Segue Fga. Estela Maris

Aquela cena: fila enorme, criança impaciente, celular resolvendo tudo em segundos. Você já viveu isso um milhão de vezes.

Não tem nada de errado em usar a tela pra sobreviver um momento difícil. O que vale entender é que, sem querer, ela também substitui um dos maiores motores da fala: o tédio. Quando a criança não tem entretenimento pronto, ela apela pra outros recursos pra se fazer entender, palavra nova incluída.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda nada de tela antes dos 2 anos e até 1 hora por dia dos 2 aos 5. O ponto de atenção real é passar de 2 horas diárias sem supervisão, associado a atraso de fala em revisões recentes.

Vale deixar sobrar tédio de vez em quando, mesmo com a tela continuando no repertório da família.

Manda esse carrossel pra quem também usa tela pra sobreviver o dia às vezes. Aqui ninguém tá julgando.

Segue Fga. Estela Maris Você já ouviu alguém citar um gênio famoso que “também demorou pra falar” quando comentou que se...
26/08/2026

Segue Fga. Estela Maris
Você já ouviu alguém citar um gênio famoso que “também demorou pra falar” quando comentou que seu filho ainda não fala?

Essa frase quase sempre vem de carinho, de alguém tentando aliviar a preocupação dos pais. Só que carinho sozinho não decide se dá pra esperar mais.

A conta real: a maioria das crianças com atraso de fala pega o ritmo sozinha até a pré-escola. Uma parte não pega, e sem avaliação não dá pra saber de qual grupo seu filho faz parte.
Quanto mais cedo isso é observado, mais tempo sobra pra usar os anos em que o cérebro responde melhor à intervenção.
Comenta a idade do seu filho e o que te preocupa agora.

Eu leio e oriento por aqui.

Segue Fga. Estela Maris Termina a frase pelo seu filho antes dele conseguir? Corrige cada palavra errada na hora? Só faz...
24/08/2026

Segue Fga. Estela Maris

Termina a frase pelo seu filho antes dele conseguir? Corrige cada palavra errada na hora? Só faz pergunta de sim ou não? Se você se identificou com pelo menos um desses, bem-vindo ao clube — é o padrão mais comum entre pais que amam demais e têm pressa no dia corrido.

O problema é que cada um desses hábitos, feito com toda boa intenção, tira da criança justamente o momento em que ela precisaria se esforçar pra se comunicar. É esse esforço — pensar a palavra, tentar formar a frase, errar e tentar de novo — que treina a fala. Quando o adulto sempre completa, corrige ou facilita antes da hora, a criança aprende que não precisa tentar, porque alguém sempre resolve por ela.

Na fonoaudiologia isso tem nome: tempo de espera. Simplesmente contar até cinco segundos, em silêncio, antes de ajudar. Parece pouco, mas muda o comportamento da criança rápido — ela passa a preencher esse silêncio tentando se comunicar, em vez de esperar a resposta pronta.

A correção também muda de forma: em vez de “não é assim, fala certo”, o adulto repete a frase certa naturalmente, dentro da conversa. Se a criança diz “quero uba”, o adulto responde “ah, você quer uva! Que gostosa”. A criança ouve o modelo certo sem se sentir corrigida, e sem parar de tentar.

E no lugar de pergunta fechada (“quer suco?”), vale oferecer escolha (“quer suco ou água?”) — isso obriga a criança a formular uma resposta em vez de só confirmar com um aceno.
Comenta aqui qual desses três hábitos você reconheceu em você. Sem julgamento nenhum, é o padrão da imensa maioria dos pais — o primeiro passo é só perceber.

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Segue Fga. Estela Maris Quantas famílias você conhece esperando “a hora certa” pra buscar ajuda com a comunicação do fil...
20/08/2026

Segue Fga. Estela Maris

Quantas famílias você conhece esperando “a hora certa” pra buscar ajuda com a comunicação do filho?
Essa espera não é só um tempo perdido da criança. Ela passa pros avós, pra escola, pra todo mundo que convive com ela sem entender por que ela se frustra tanto.
CAA é qualquer recurso que dá pra criança um jeito de se comunicar enquanto a fala se desenvolve: cartão de figura, gesto combinado, aplicativo no tablet. Não é aparelho de última geração, e não é sinal de que a fala não vai vir.
Quem acompanha isso todo dia vê o mesmo padrão se repetir: criança que ganha um jeito de se comunicar f**a visivelmente mais calma, com menos crise motivada por não conseguir se fazer entender.
Se seu filho já está em terapia e ninguém te falou sobre isso ainda, vale perguntar. E se você conhece uma família adiando essa conversa achando que ainda não é hora, manda esse carrossel pra ela.

O autismo não é uma régua que começa no “leve” e termina no “grave”.O termo espectro representa a diversidade de caracte...
12/08/2026

O autismo não é uma régua que começa no “leve” e termina no “grave”.

O termo espectro representa a diversidade de características, habilidades e necessidades encontradas entre pessoas autistas. Uma mesma pessoa pode apresentar mais autonomia em algumas áreas e precisar de suporte signif**ativo em outras.

Os níveis descritos nos manuais diagnósticos são referências clínicas sobre a necessidade de suporte. Eles não resumem toda a pessoa e não determinam sua inteligência, seu valor ou tudo o que ela poderá desenvolver.

Por isso, mais importante do que perguntar “qual é o grau?” é compreender:

Quais são as necessidades dessa pessoa?
Quais barreiras ela enfrenta?
Que suporte favorece sua comunicação, participação e autonomia?
Informação também é uma forma de acolhimento.
Salve e compartilhe este conteúdo para que mais pessoas compreendam o espectro com respeito.

A narrativa foi estruturada com quebra de estereótipo, explicação progressiva e resolução educativa, favorecendo identif**ação e retenção.

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A convivência com os avós pode criar muitas oportunidades de comunicação.Durante o banho, a refeição, a brincadeira ou u...
11/08/2026

A convivência com os avós pode criar muitas oportunidades de comunicação.

Durante o banho, a refeição, a brincadeira ou um passeio, é possível nomear o que está acontecendo, comentar ações e incluir a criança na conversa.

Também é importante esperar alguns segundos pela resposta. Quando o adulto antecipa todas as necessidades ou responde imediatamente pela criança, ela pode ter menos oportunidades de usar gestos, sons ou palavras.

Músicas, histórias, brincadeiras de imitação e conversas sobre o dia também ajudam a ampliar vocabulário, atenção e troca de turnos.

O objetivo não é pedir que a criança repita palavras o tempo todo.

É oferecer bons modelos de linguagem em momentos naturais e afetivos.

Falar com calma, escutar com interesse e respeitar o tempo da criança já é uma grande ajuda.
Salve este post e envie para os avós que participam da rotina.

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Falar não depende apenas de conhecer palavras.Para participar de uma conversa, a criança também precisa perceber a voz d...
03/08/2026

Falar não depende apenas de conhecer palavras.
Para participar de uma conversa, a criança também precisa perceber a voz do outro, direcionar a atenção, organizar o corpo e permanecer disponível para a interação.

Quando há muitos estímulos ao mesmo tempo — sons, luzes, cheiros, movimentos ou contatos — algumas crianças podem f**ar desconfortáveis, agitadas, distraídas ou sobrecarregadas. Isso pode reduzir temporariamente sua participação nas trocas comunicativas.

Mas atenção: diferenças sensoriais não explicam sozinhas toda dificuldade de fala ou linguagem. A relação não deve ser tratada como causa automática, e cada criança precisa ser avaliada considerando seu desenvolvimento de forma ampla.

Observar o ambiente, reduzir excessos e respeitar o tempo de resposta pode tornar a comunicação mais acessível.
Salve este conteúdo e compartilhe para que mais famílias entendam essa relação com cuidado e sem conclusões precipitadas.

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Durante o desenvolvimento da linguagem, é comum que algumas crianças interrompam a fala, repitam palavras, façam pausas ...
30/07/2026

Durante o desenvolvimento da linguagem, é comum que algumas crianças interrompam a fala, repitam palavras, façam pausas ou mudem uma frase no meio.
Isso pode acontecer porque elas estão organizando muitas ideias ao mesmo tempo.
Mas não é indicado chamar toda dificuldade de “fase” e apenas esperar.
Repetições de sons ou sílabas, prolongamentos, bloqueios, tensão para falar, movimentos associados e sinais de frustração merecem atenção. Também é importante procurar orientação quando as disfluências persistem, aumentam ou começam a interferir na comunicação da criança.
Enquanto observa:

• escute com calma;
• não complete as palavras;
•!não peça para a criança respirar ou falar devagar;
• mantenha contato visual natural;
•demonstre interesse no que ela está dizendo, não apenas em como está falando.

Uma avaliação fonoaudiológica é a melhor forma de diferenciar uma disfluência esperada de um quadro de gagueira e orientar a família de maneira individualizada.

Salve este post e compartilhe com quem já teve essa dúvida.

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Estimular a fala não precisa acontecer apenas em momentos planejados.Na prática, a rotina da criança já oferece muitas o...
27/07/2026

Estimular a fala não precisa acontecer apenas em momentos planejados.
Na prática, a rotina da criança já oferece muitas oportunidades de comunicação — principalmente quando o adulto participa com intenção, presença e linguagem simples.
No banho, a criança ouve palavras ligadas ao corpo e às ações.
Na refeição, aprende a pedir, escolher e nomear.
Na hora de dormir, vive um momento mais calmo, ótimo para escuta, histórias e interação.
O mais importante não é fazer a criança repetir o tempo todo.
É oferecer modelos de linguagem dentro de momentos reais e signif**ativos.
Salve este conteúdo para consultar depois e compartilhe com quem também vai gostar dessa orientação.

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