16/08/2026
Tem horas que parece que Deus virou moeda de troca.
Os discursos são quase sempre os mesmos:
“Deus mandou te dizer…”
“Tem algo grande chegando…”
“Você vai prosperar…”
“Uma porta financeira vai se abrir…”
“Receba!”
Muda o púlpito.
Muda o pregador.
Muda a igreja.
Mas o roteiro parece o mesmo.
E eu fico me perguntando: em que momento o Evangelho passou a ser apresentado como uma negociação?
Eu entrego algo a Deus. Deus me entrega algo maior.
Eu planto. Deus multiplica.
Eu faço. Deus me recompensa.
Deus não é moeda de troca.
Fé não é investimento.
Evangelho não é estratégia para enriquecer.
Claro que Deus abençoa. Deus prospera. Deus abre portas. Deus honra.
Mas Cristo não morreu numa cruz para se tornar uma fórmula de sucesso financeiro.
Talvez esteja na hora de voltarmos a falar também sobre arrependimento, renúncia, caráter, santidade, serviço, perdão e cruz.
Porque nem sempre a mensagem de Deus será:
“Você vai receber.”
Às vezes será simplesmente:
“Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” — Lucas 9:23
Menos fórmulas.
Menos comércio da fé.
Mais Evangelho. Mais Bíblia. Mais Cristo.