Marina Martins Terapeuta

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Dos muitos ritos que uma mulher pode atravessar ao longo da vida, a maternidade talvez seja um dos mais profundos e tamb...
11/05/2026

Dos muitos ritos que uma mulher pode atravessar ao longo da vida, a maternidade talvez seja um dos mais profundos e também um dos mais subestimados.

Porque, durante muito tempo, ela foi apresentada apenas como uma etapa esperada da vida feminina. Quase um destino ou um papel a ser cumprido no checklist silencioso da vida adulta.

A maternidade não transforma apenas a rotina.
Ela transforma a identidade da mulher.

Ela muda a forma como a mulher sente, ama, percebe o tempo, ocupa o próprio corpo e se relaciona consigo mesma.

E talvez a grande intensidade da maternidade esteja justamente nisso: não existe atravessar esse portal sem ser profundamente modif**ada por ele.

Porque enquanto uma vida chega, outra versão da mulher começa enquanto a antiga deixa de existir.

Como coexistir com todos os papéis que continuam vivos?
A mulher.
A profissional.
A parceira.
A filha.
A amiga.

Como reconhecer a si mesma dentro de uma realidade interna completamente nova?

Talvez seja por isso que tantas mulheres sintam que se perderam de si depois da maternidade, quando, na verdade, estão tentando compreender quem estão se tornando agora.

E não há nada de errado nisso.

A maternidade não foi feita para deixar uma mulher intacta. Ela foi feita para transformá-la.

Talvez o que tenha faltado, culturalmente, não tenha sido ensinar mulheres a serem mães, mas ampará-las na mulher que surge depois desse atravessamento.

Porque toda grande transformação precisa de tempo, de espaço e de acolhimento.

Existe um novo território interno que nasce junto com a maternidade e, cada mulher precisará descobrir, no próprio ritmo, como habitar esse lugar.

E hoje, desejo um Feliz Dia das Mães para todas as mulheres que atravessaram essa experiência transformadora seja pela gestação, pelo vínculo, pelo encontro, pelo amor construído no cuidado cotidiano.

(Essa sou eu quando atravessei o meu portal e quando também fui portal para que meu filho chegasse ao mundo)

O que todo mundo chama de aniversário, na Astrologia, chamamos de Revolução Solar. O Sol revoluciona a cada vez que volt...
06/05/2026

O que todo mundo chama de aniversário, na Astrologia, chamamos de Revolução Solar.

O Sol revoluciona a cada vez que volta ao mesmo ponto que ele estava quando você nasceu.

É como se a vida dissesse: "você tem um novo ano todinho para fazer uma revolução na sua vida".

Nesse meu aniversário, eu olho mais para frente do que para trás e não tem nada mais que eu deseje fazer nesse momento na minha vida do que revolucioná-la.

Agradeço demais todas as mensagens lindas e cheias de amor que recebi e me sinto privilegiada de vivenciar tanto amor nessa existência! Muito, muito obrigada!

Talvez você já tenha percebido que limites não é só dizer “não”. Passa também por aprender a sustentar o que você diz.Po...
21/04/2026

Talvez você já tenha percebido que limites não é só dizer “não”. Passa também por aprender a sustentar o que você diz.

Porque existem momentos na vida em que você faz o que precisa para sobreviver. Você cede, se adapta, engole, silencia porque naquele momento, aquilo é o possível. Mas existe uma diferença profunda entre sobreviver e sustentar uma vida.

E é aqui que a energia taurina nos chama: não basta manter — é preciso que aquilo que você sustenta também te sustente.

Só que, na prática, muitas vezes não é isso que acontece.

Você sente que ultrapassaram o seu limite, mas releva por medo de desagradar, de ser rejeitada, de incomodar, de causar um conflito, de ser chata ou exagerada.

E, aos poucos, vai se afastando de si para manter relações, papéis, expectativas.

Então quando você diz que o outro não respeitou seu limite, talvez valha uma pergunta mais profunda: você está respeitando o limite que você mesma criou?

Porque os outros podem ou não respeitar. Isso foge do seu controle, mas existe algo que não pode ser negociado: o quanto você se escuta e se sustenta.

Sem isso, o limite não se firma. Ele vira tentativa. Ele vira intenção. Mas não vira realidade.

E o preço disso é silencioso.

Relações que drenam, escolhas que não fazem sentido, um corpo que acumula cansaço e uma vida que até funciona, mas não nutre.

Sustentar limites não é se fechar para o mundo.
Também não é endurecer ou afastar pessoas.

Sustentar limites é criar um espaço interno saudável o suficiente para você existir na sua vida.

É entender que limite não é limitação.

Limite organiza o que te faz bem e o que não faz.
Limite protege sua energia, sua verdade, seu tempo.
Limite não te encolhe — ele te posiciona.

E quando você começa a sustentar isso, algo muda.

Porque viver não é só dar conta.
É também sentir que a vida faz sentido enquanto acontece.

Sob essa energia do Sol em Touro que nos convida à presença, ao valor e à construção de uma vida com signif**ado, talvez esteja na hora de você escolher sustentar aquilo que também sustenta você.

Salva para revisitar quando sentir que está cedendo além do que deveria e vamos juntas em vida com mais signif**ado.

Quando você finalmente começa a perceber o que sente, o que precisa e até onde pode ir sem se abandonar, aparece o passo...
17/04/2026

Quando você finalmente começa a perceber o que sente, o que precisa e até onde pode ir sem se abandonar, aparece o passo seguinte: comunicar isso para o outro.

Porque não basta só ter clareza interna. Se isso não ganha forma na relação, é como se esse limite não existisse.

E é aqui que muitas mulheres travam. Não por falta de consciência, mas pelo medo do que pode acontecer quando essa verdade sai de dentro e encontra o outro.

Medo de desagradar.
Medo de ser vista como difícil, egoísta, exagerada.
Medo de mudar o lugar que ocupa nas relações.
Medo, principalmente, de arriscar vínculos importantes.

Então você suaviza, adapta a forma, diminui o que sente e, muitas vezes, escolhe o silêncio mesmo já sabendo, dentro de si, que aquilo ultrapassou um limite.

O problema é que relações não se sustentam só na sensibilidade de uma das partes. Uma relação saudável precisa ter espaço para conversas desconfortáveis, ter espaço para verdade.

Quando não existe abertura para comunicar limites — nem de um lado, nem do outro — o que se instala não é harmonia é desequilíbrio.

E esse desequilíbrio tem um custo silencioso: você começa a se sentir cada vez mais distante de si, mais cansada, mais ressentida, mais sozinha dentro de relações que, teoricamente, deveriam ser lugar de encontro.

Agora, quando você começa a sustentar seus limites com clareza, algo muda de lugar. Você deixa de se moldar para caber e começa a construir vínculos onde pode existir. Você se posiciona, mesmo com medo… e descobre que relações saudáveis não se rompem com verdade — elas se organizam a partir dela. E, quando não se organizam, isso também revela algo que antes estava sendo evitado.

Comunicar limites não é sobre confronto. É sobre se incluir na relação.

É preciso se perguntar: "eu tenho me permitido ser vista de verdade ou ainda está mantendo vínculos onde só uma parte minha pode existir?"

Quando alguém te pergunta até onde você pode ir, parece uma pergunta simples. Mas, para muitas mulheres, ela exige algo ...
15/04/2026

Quando alguém te pergunta até onde você pode ir, parece uma pergunta simples. Mas, para muitas mulheres, ela exige algo que quase nunca foi cultivado: olhar para dentro e se perceber com honestidade.

Porque limite não é só sobre o outro. É sobre o quanto você se conhece a ponto de saber até onde consegue ir sem se abandonar.

E quando você passou anos se adaptando, atendendo expectativas, sustentando vínculos… esse lugar interno f**a nebuloso.

Na prática, isso não aparece de forma clara. Não vem como um pensamento dizendo: “isso ultrapassou meu limite”.

Vem como um incômodo no corpo. Como uma irritação que você não entende, um cansaço desproporcional, uma raiva silenciosa de pessoas que, racionalmente, você ama.

Você começa a se sentir não vista, explorada, desgastada e tenta justif**ar: “é só a rotina”, “é só uma fase”, “eu estou cansada”.

Mas, muitas vezes, não é só cansaço. É você vivendo além do que consegue sustentar emocionalmente.

E quando não há clareza interna… qualquer coisa acaba sendo aceita. E, nos limites, isso se traduz em dizer “sim” quando o corpo já estava pedindo “não” há muito tempo.

O problema é que ignorar isso cobra um preço alto. Você vai se afastando de si mesma, vai acumulando ressentimento, vai perdendo a própria referência interna até que começa a viver relações onde está presente fisicamente, mas ausente de si.

Respeitar seus limites não começa na comunicação com o outro. Começa na percepção de si.

Na capacidade de reconhecer:
“isso me custa”,
“isso me atravessa”,
“isso, hoje, eu não consigo sustentar”.

E entender também que isso muda. Você não é estática. Existem momentos de mais entrega e momentos de mais recolhimento e tudo bem.

Existe uma sabedoria profunda em ajustar seu nível de doação à sua energia disponível sem culpa, sem autoexigência excessiva.

Porque, no fim, limite não é rigidez. É consciência.

Afinal, você tem respeitado o que sente ou só tem seguido o que esperam de você?

Se esse texto fez sentido, salva para reler quando você começar a se esquecer de si — e deixa ele te lembrar de voltar.

Fortaleza faz 300 anos hoje.E, de alguma forma, eu sinto que essa história também atravessa a minha.Minhas raízes cearen...
13/04/2026

Fortaleza faz 300 anos hoje.

E, de alguma forma, eu sinto que essa história também atravessa a minha.

Minhas raízes cearenses são profundas. Sou bisneta, neta, filha de cearenses e, hoje, mãe de um cearense.

Muito antes de morar aqui, essa terra já vivia dentro da minha casa. No cheiro da tapioca, no gosto do cuscuz, na doçura da rapadura pelas mãos da minha mãe. Talvez por isso, quando cheguei a primeira vez aqui, tinha tanta familiaridade.

Fortaleza é terrade vínculos, de histórias construídas com muito amor. Aqui estão grandes amigos, minha família, pedaços importantes da minha vida.

Somando os tempos, são 17 anos vivendo essa cidade... tempo suficiente para entender que ela faz parte inegociável da minha vida. E, nos últimos anos, principalmente, tem me convidado a crescer.

Sou profundamente grata por tudo o que vivi porque sinto que essa cidade me transformou em alguém melhor.

Fortaleza é feita de força, de gente que não desiste, de resiliência, coragem e uma garra silenciosa que move a vida para frente, mesmo quando não é fácil.

No aniversário de 300 anos dessa cidade que me habita, eu desejo que ela siga crescendo, se expandindo, revelando toda a potência que carrega.

E que o meu filho cresça sentindo esse orgulho que eu sinto de ter em si uma terra que não é só origem, mas também escolha, construção e amor.

Parabéns, Fortaleza.
Você vive em mim.

Ao longo da vida, muitas mulheres aprendem — sem perceber — que ser perfeita é o caminho para ser amada, escolhida e rec...
09/04/2026

Ao longo da vida, muitas mulheres aprendem — sem perceber — que ser perfeita é o caminho para ser amada, escolhida e reconhecida.

E, aos poucos, vão se moldando, se ajustando, se refinando até que tudo parece certo por fora, mas algo dentro começa a silenciar.

O perfeccionismo não nasce do nada.
Ele se constrói em histórias onde ser “demais” foi arriscado, onde errar teve um custo alto, onde ser quem você é não parecia suficiente para sustentar amor ou pertencimento.

Então você aprende a fazer melhor, a prever tudo, a controlar, a não falhar. Aprende a agradar, a dar conta, a não decepcionar. Aprende a sustentar tudo… menos a si mesma.

E isso aparece no seu dia a dia de formas tão sutis que quase passam despercebidas:
quando você diz “sim” querendo dizer “não”, quando se cobra por não dar conta de tudo, quando adia um desejo porque “agora não é o momento”, quando se observa mais preocupada com como está sendo vista do que com como está se sentindo.

Aos poucos, você vai se organizando para caber e vai se deixando de lado para manter.

Mas existe um preço — e ele é alto.

A vida começa a f**ar pesada. As relações, cansativas. O corpo dá sinais que você tenta ignorar.A mente não descansa, porque está sempre antecipando, corrigindo, evitando.

Você vive em estado de alerta como se qualquer erro pudesse colocar tudo a perder.

E, no meio disso tudo, surge um vazio difícil de nomear porque, no fundo, você sabe que está fazendo tudo “certo”, mas não está vivendo de verdade.

A perfeição promete proteção, mas entrega aprisionamento.

E talvez a virada não esteja em fazer mais, nem melhor, mas em permitir-se viver diferente.

Porque quando você solta a exigência de ser perfeita, algo começa a respirar dentro de você.

Surge espaço.

Espaço para errar e aprender.
Para testar sem saber o resultado.
Para reconhecer seus limites sem culpa.
Para ouvir sua verdade antes de responder ao mundo.

Surge espaço para ser real.

E existe beleza nisso.

(Continua nos comentários)

As mulheres aprendem resolver a vida muito cedo.Elas aprenderam a ser responsáveis.A cuidar.A resolver.A manter as coisa...
01/04/2026

As mulheres aprendem resolver a vida muito cedo.

Elas aprenderam a ser responsáveis.
A cuidar.
A resolver.
A manter as coisas funcionando.

E fazem isso muito bem.

O problema é que, às vezes, nessa dedicação constante, algo vai f**ando para depois.

Elas continuam presentes para todo mundo, mas deixam de estar presentes para si mesmas.

A vida continua acontecendo, mas elas começam a sentir que estão sempre em segundo plano.

E esse não é um problema de capacidade.

É um problema de espaço.

Porque uma vida saudável não é apenas uma vida que funciona.

É uma vida onde você também existe dentro dela.

Existe um lugar muito comum que muitas mulheres ocupam nas relações.Elas se tornam a pessoa que sustenta tudo.A que reso...
28/03/2026

Existe um lugar muito comum que muitas mulheres ocupam nas relações.

Elas se tornam a pessoa que sustenta tudo.
A que resolve.
A que ajuda.
A que organiza.
A que mantém as coisas funcionando.

Mas o que quase ninguém olha é:
pra que você foi ocupando esse lugar?

Porque isso não acontece por acaso. Em algum momento, isso teve uma função.

Talvez tenha sido uma forma de manter os vínculos.
De evitar conflitos.
De garantir que tudo continuasse “bem”.

Talvez tenha sido uma forma de se sentir necessária.
Importante.
Amada.

Ou até uma forma de criar um tipo de segurança.
Como se, sustentando tudo,
nada fosse desmoronar.

Só que, com o tempo esse lugar começa a cobrar um preço. Porque enquanto você sustenta tudo, alguém vai f**ando sem sustentação: você.

E talvez a pergunta não seja só:
“por que eu cheguei nesse ponto?”

Mas também:
“o que em mim ainda acredita
que eu preciso carregar tudo sozinha?”

Porque, muitas vezes, o que te prende nesse lugar não é falta de força para sair.
É o sentido que isso ainda tem.
E perceber isso não é o fim.

É o começo de voltar para si.

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Fortaleza, CE

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