Dr Marcel Mainardes

Dr Marcel Mainardes Dr Marcel Calixto Mainardes
Pediatra
CRM | SC 16112

Recentemente estive no 1º Congresso de Pediatria HC-UFPR em Curitiba e claro que o tema: Telas também esteve presente.Eu...
02/09/2026

Recentemente estive no 1º Congresso de Pediatria HC-UFPR em Curitiba e claro que o tema: Telas também esteve presente.

Eu como pediatra, e também como pai, trago este tema tão importante.

Tela em excesso é como fast food para o cérebro da criança (diga-se de passagem, não só para as crianças, para nós adultos também!): oferece estímulo rápido e prazer imediato, mas não entrega aquilo que o cérebro em desenvolvimento realmente precisa para crescer bem.

Mas para as crianças, isso é muito mais impactante, pois nos primeiros anos de vida, o cérebro aprende principalmente por meio da experiência: é olhando para o rosto de alguém, ouvindo uma conversa, tocando diferentes objetos, correndo, caindo, levantando, br**cando de faz de conta, esperando sua vez e tentando resolver pequenos problemas.

É assim que se desenvolvem linguagem, atenção, coordenação motora, memória, criatividade e habilidades sociais.
O problema do excesso de telas não está em um desenho ocasional ou em alguns minutos de entretenimento. A preocupação aparece quando a tela começa a ocupar o espaço que deveria ser preenchido por sono, movimento, br**cadeira, conversa e convivência.

Uma criança que passa muitas horas diante de estímulos rápidos pode ter mais dificuldade para se interessar por atividades que exigem tempo, espera e participação ativa. Também pode dormir pior, movimentar-se menos e ter menos oportunidades de interação com outras pessoas.

Na tela, a criança recebe estímulos prontos, já na br**cadeira, ela precisa imaginar, criar, decidir, negociar e experimentar.

Porque cérebro infantil não se desenvolve apenas recebendo estímulos, ele precisa viver experiências.
E nenhuma tecnologia substitui aquilo que uma criança aprende quando br**ca, conversa, se movimenta e descobre o mundo com as próprias mãos.

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Meu amor, parabéns pelo seu aniversário! E, como você gosta, comemorando com uma viagem muito especial! Você é uma mulhe...
24/08/2026

Meu amor, parabéns pelo seu aniversário! E, como você gosta, comemorando com uma viagem muito especial! Você é uma mulher virtuosa, cheia de qualidades: linda, amorosa, sensível a Deus, determinada, guerreira, sábia, uma excelente esposa, mãe e profissional.
Desejo que Deus te abençoe com muita saúde, alegria, realizações, muitas viagens e momentos especiais ao lado da nossa família. E principalmente, que a presença de Deus esteja sempre com você.
Te amo, gatinha! ❤️🙏🏼

Sarampo volta a acender alerta no Brasil: quem precisa se vacinar?Até o dia 10 de Agosto já haviam sido registrados 24 c...
24/08/2026

Sarampo volta a acender alerta no Brasil: quem precisa se vacinar?
Até o dia 10 de Agosto já haviam sido registrados 24 casos, a maioria em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O sarampo é uma infecção viral extremamente contagiosa e segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão acontece pelo ar, quando alguém contaminado tosse, espirra, fala ou mesmo respira.

O resultado é previsível: quando a cobertura vacinal cai, o vírus encontra espaço para voltar.

O sarampo não é “doença leve”, pode causar: pneumonia, cegueira, surdez, inflamação no cérebro e até mesmo levar a óbito (especialmente crianças e pessoas não vacinadas).

A vacina contra o sarampo é segura, eficaz e amplamente estudada. Ela protege não apenas quem recebe a dose, mas também aqueles que não podem ser vacinados por condições médicas, como bebês pequenos e pessoas imunocomprometidas.

Por isso, vacinação não é apenas uma decisão individual. Quando o risco é coletivo, a responsabilidade também é coletiva.

Manter a caderneta de vacinação atualizada é um ato de cuidado, consciência e compromisso com a saúde pública.

Se essas informações foram úteis para você, compartilhe com outras mamães para que mais famílias possam cuidar bem da saúde dos pequenos!

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Tenho percebido um aumento importante dos casos de otite no consultório,  e nessa época do ano, isso é esperado, já que ...
13/08/2026

Tenho percebido um aumento importante dos casos de otite no consultório, e nessa época do ano, isso é esperado, já que muitas infecções respiratórias acabam favorecendo a inflamação do ouvido.

O que costuma confundir os pais é que nem toda dor de ouvido significa a mesma coisa.

Há crianças que apresentam uma infecção bacteriana e realmente precisam de antibiótico. Outras têm uma infecção viral, que melhora apenas com controle da dor e acompanhamento. Existe ainda a otite com líquido atrás do tímpano, bastante comum após uma gripe, que pode causar sensação de ouvido tampado e diminuição da audição, mas nem sempre exige medicação.

Por isso, não existe uma receita pronta.

A decisão sobre o tratamento depende da idade da criança, do exame físico, da intensidade dos sintomas e da aparência do tímpano. São essas informações que mostram se há necessidade de antibiótico ou se apenas observar a evolução é a melhor conduta.
Também é comum ouvir dos pais: "Meu filho teve uma otite, agora vai ter sempre?"

Nem sempre. Algumas crianças apresentam episódios isolados, enquanto outras tem fatores que aumentam o risco, como rinite alérgica, aumento das adenoides, exposição frequente a vírus na creche ou contato com fumaça de cigarro. Quando as infecções se repetem, que chamamos de Otites recorrentes, vale investigar a causa em vez de tratar apenas cada episódio.

Dor de ouvido nunca deve ser ignorada, mas também não deve ser tratada automaticamente com antibióticos. O diagnóstico correto é o que permite aliviar o desconforto da criança e evitar tanto o uso desnecessário de medicamentos quanto complicações decorrentes de um tratamento inadequado.

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Se a sua criança já soubesse explicar o que sente, ela te diria:“O que o meu cérebro realmente precisa é de atenção, mov...
10/08/2026

Se a sua criança já soubesse explicar o que sente, ela te diria:

“O que o meu cérebro realmente precisa é de atenção, movimento, limites e momentos juntos. Quando isso acontece, eu consigo me acalmar, focar e br**car sem depender de pixels.”

Arraste e confira!

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Agosto Dourado é um convite para lembrar que amamentar vai muito além de alimentar um bebê, é um processo de aprendizado...
08/08/2026

Agosto Dourado é um convite para lembrar que amamentar vai muito além de alimentar um bebê, é um processo de aprendizado entre mãe e filho, que exige tempo, apoio e informação.

Se você está grávida e deseja amamentar, algumas atitudes ainda durante a gestação podem tornar esse caminho mais tranquilo.

1.Escolha uma maternidade que incentive a primeira ma**da na primeira hora de vida. Esse contato precoce favorece o vínculo e o início da produção de leite.
2.Tenha paciência com você mesma." Amamentar é um aprendizado para a mãe e para o bebê. Os dois estão descobrindo juntos como tudo funciona.
3.Não se compare com outras mães." Cada bebê mama de um jeito e cada mulher vive a amamentação de forma única.
4.Evite oferecer mamadeiras, chupetas e bicos sem orientação. Nos primeiros dias, eles podem dificultar o estabelecimento da amamentação em alguns bebês.
5.Cuide da sua saúde física e emocional. Alimentação equilibrada, hidratação, descanso e acolhimento são importantes para esse período.
6.Lembre-se de que amamentar é muito mais do que alimentar." É acolher, acalmar, criar vínculo e oferecer proteção desde os primeiros dias de vida.

Preparar-se para amamentar começa muito antes do nascimento e esse pode ser um dos presentes mais valiosos que você oferece ao seu bebê.

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As primeiras semanas e até mesmo os meses de vida são o período em que o bebê está mais vulnerável às infecções respirat...
31/07/2026

As primeiras semanas e até mesmo os meses de vida são o período em que o bebê está mais vulnerável às infecções respiratórias. Um vírus que provoca apenas um resfriado leve em um adulto pode causar bronquiolite, pneumonia e até internação em um recém-nascido.

Por isso, alguns cuidados simples fazem toda a diferença.

⏩O primeiro deles é controlar as visitas, na medida do possível e principalmente em épocas de picos de doenças respiratórias como acontece aqui na nossa região. É natural que familiares e amigos queiram conhecer o bebê, mas esse contato deve acontecer com bom senso: lembre-se seu bebê ainda não tem recebeu a maioria das vacinas que o protege de doenças muito sérias.

⏩Outro cuidado indispensável é lavar as mãos antes de pegar o bebê. Essa continua sendo uma das formas mais eficazes de evitar a transmissão de vírus.

⏩Quem tem filhos mais velhos em casa também precisa redobrar a atenção. Crianças que frequentam escola ou creche entram em contato com muitos vírus e podem levá-los para dentro de casa antes mesmo de apresentar sintomas. Uma dica bem especial que passo para os papais e mamães é que assim que a criança chegar da escola ou creche, lave bem as mãos e rosto, troque toda a roupa da criança antes de ter contato com o recém-nascido, e se por ventura já estiver gripada ou resfriada, vale evitar beijos no bebê e reforçar os cuidados com a higiene.

⏩E não é só a vacinação do bebê que o protege! Da família também! Pais, avós e cuidadores com as vacinas em dia diminuem a circulação de vírus dentro de casa e ajudam a criar uma rede de proteção ao redor do bebê.

⏩Sempre que possível, prefira ambientes ventilados e evite levar o recém-nascido para locais fechados e com grande circulação de pessoas, principalmente nos meses de maior incidência de doenças respiratórias.

🤍Proteger o seu bebê significa muitas vezes mudar alguns hábitos da família e esse cuidado faz diferença hoje e pode evitar situações muito mais difíceis amanhã.

Gostou destas dicas? Aproveita já compartilha com papais e mamães que tem bebês recém-nascidos ou ainda pequenos!

Com a chegada dos dias frios, é comum as crianças passarem menos tempo ao ar livre e terem menor exposição ao sol. Essa ...
23/07/2026

Com a chegada dos dias frios, é comum as crianças passarem menos tempo ao ar livre e terem menor exposição ao sol.

Essa mudança faz muitos pais acreditarem que é preciso aumentar a dose da vitamina D durante o inverno. Mas será que isso é verdade?

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a suplementação de vitamina D desde os primeiros dias de vida até a adolescência (18 anos), respeitando as doses indicadas para cada faixa etária e condição clínica.

Ou seja, na maioria das vezes, o inverno não significa que a dose deva ser aumentada. A suplementação deve seguir a recomendação do pediatra, que considera a idade da criança, seu estado de saúde e possíveis fatores de risco para deficiência.

A vitamina D é indispensável para a formação dos ossos, para a absorção adequada de cálcio e também desempenha um papel importante no funcionamento do sistema imunológico. Porém, assim como a falta pode trazer prejuízos, o excesso também pode causar problemas. Por isso, nunca aumente a dose por conta própria.

Se o seu filho já faz suplementação, mantenha a dose prescrita e converse com o pediatra caso tenha dúvidas, mas nunca aumente ou suspenda sem orientação médica!

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Uma dúvida é muito comum no consultório: "Doutor, não seria melhor começar um antibiótico?" Na maioria das vezes, a resp...
20/07/2026

Uma dúvida é muito comum no consultório: "Doutor, não seria melhor começar um antibiótico?" Na maioria das vezes, a resposta é NÃO.

Grande parte das infecções respiratórias dessa época do ano é causada por vírus e antibióticos são medicamentos que combatem bactérias, não vírus. Isso significa que eles não reduzem a duração de um resfriado, não aliviam os sintomas e não aceleram a recuperação.

Além de não trazer benefícios nesses casos, o uso desnecessário de antibióticos pode provocar efeitos colaterais, como diarreia, reações alérgicas e alteração da flora intestinal. Outro problema importante é favorecer a resistência bacteriana, tornando as bactérias mais difíceis de tratar quando o antibiótico realmente for necessário.

Por isso, a decisão de prescrever um antibiótico deve ser baseada na avaliação médica, após exame clínico e, quando indicado, exames complementares.

O melhor tratamento começa com um diagnóstico correto!

Você já teve dúvidas sobre quando um antibiótico é realmente necessário?

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