08/12/2025
Em um passado não muito recente, acreditava-se que o tecido adiposo era simplesmente um reservatório de energia, assim, um indivíduo com sobrepeso ou obesidade teria energia acumulada.
No entanto, hoje temos um entendimento que nesse tecido, há uma produção de uma série de substâncias denominadas adipocinas.
As adipocinas (leptina, apelina, TNF-Alfa, IL-6 entre inúmeras outras), podem ter um caráter inflamatório ou anti-inflamatório, modulando ativamente nosso apetite, influenciando na sua glicemia sanguínea, processos vasculares, regulando nosso metabolismo energético, crescimento celular etc.
Através de uma desregulação das adipocinas (entre outros fatores), a obesidade influencia no surgimento de problemas cardiovasculares, respiratórios, gastrointestinais, metabólicas, neurológicos, renais, ortopédicos, uterinos, urologicos, dermatológicos e endócrino. Por exemplo, a leptina e a angiotensina II participam do processo de hipertensão arterial sistêmica na obesidade
Emagrecer é muito mais que uma atitude estética (até se fosse, não há nada de errado em querer estar melhor), mas sim (também), uma atitude de auto cuidado.