08/06/2026
Hoje essa charge me fez refletir, sobre o quanto temos falado sobre podermos ser nós mesmos e expressar nossa autenticidade, mas o quanto ainda carecemos em buscar o nosso verdadeiro eu.
Desde que nascemos somos condicionados pelo ambiente e campo relacional, inconscientemente, percebemos a nós mesmos como um reflexo desse campo, e a menos que nos afastemos o suficiente, para que nossos referenciais parem de nos influenciar, dificilmente temos consciência de quem somos de fato.
Lembro de toda a pressão que eu sentia no auge dos meus 23 anos, para expressar essa falsa autenticidade. Até que uma crise interna, me levou a tirar 2 anos sabáticos com o fim de me reconstruir.
Ao ser anônima e desconhecida, pude descobrir em mim qual era a verdadeira expressão de mim mesma. Como eu me sentia mais confortável? Qual eu me trazia mais expansão interior? Quem eu era? Quem eu poderia ser?
Isso me fez ver que passamos a vida nos posicionando como o inteligente, o esforçado, o engraçado, a coitadinha. E confundimos nossa autenticidade com a expressão máxima desses papéis condicionados.
Também limitamos nosso potencial de conquista e felicidade ao que é esperado em cada um desses papéis. Uma verdadeira lástima, pois com certeza podemos contribuir muito mais no mundo quando estamos alinhados ao nosso eu.
É por isso que sou uma forte defensora de se criar o hábito de viajar sozinho, mesmo que por um final de semana, a fim de conhecer a si mesmo. A fim de experimentar ser novas versões. Versões que se revelem mais compatíveis com sua alma do que com a sua mente condicionada.