Nutri Ana Carolina Quireze

Nutri Ana Carolina Quireze Nutricionista clínica

Especializações:
🍋Gastroenterologia e hepatologia
❤Emagrecimento e comorbidades
🤰Gestantes

05/06/2026

Comer no automático é um comportamento silencioso, mas com impacto direto no funcionamento do corpo. Refeições feitas com pressa, distração ou sem atenção ao momento fazem com que o processo alimentar aconteça sem conexão real com os sinais internos.

A digestão começa antes mesmo do alimento chegar ao estômago. O simples ato de ver, cheirar e prestar atenção no que se come já ativa respostas fisiológicas importantes, como a produção de enzimas digestivas. Quando essa etapa é ignorada, o corpo pode ter mais dificuldade para processar o alimento, o que pode gerar desconfortos como inchaço, sensação de peso ou digestão mais lenta.

Além disso, a falta de atenção durante a refeição interfere na percepção de saciedade. O cérebro demora mais para reconhecer que já foi o suficiente, o que pode levar a um consumo maior sem necessariamente trazer mais satisfação.

03/06/2026

A menopausa marca um momento em que o corpo passa a se comunicar de forma mais evidente. Sinais que antes eram sutis, como alterações no sono, na fome, na disposição ou no humor, tendem a ganhar mais intensidade e frequência.

Isso acontece porque há uma reorganização hormonal importante, que impacta diretamente o metabolismo, a regulação da glicose, o sistema nervoso e até a forma como o corpo responde ao estresse.

Nesse contexto, tentar seguir regras rígidas ou ignorar os sinais do corpo costuma gerar mais desgaste do que resultado. A escuta passa a ser uma ferramenta essencial de cuidado.

Perceber como o corpo reage a determinados alimentos, horários, níveis de descanso e estímulos externos permite construir uma rotina mais alinhada com essa nova fase.

30/05/2026

Existe uma diferença importante entre o que seria ideal e o que é possível dentro da rotina real. Quando a alimentação se baseia apenas no ideal, ela tende a se tornar distante, difícil de manter e, muitas vezes, frustrante.

O equilíbrio costuma acontecer no espaço entre esses dois pontos. Não é sobre seguir tudo perfeitamente, mas sobre fazer boas escolhas dentro do que cabe no dia a dia.

Uma refeição simples, feita com atenção e constância, pode ser mais efetiva do que um plano perfeito que não se sustenta. A saúde se constrói na repetição do possível, não na busca ocasional pelo ideal.

28/05/2026

Resultados rápidos costumam ser atraentes porque dão a sensação de progresso imediato. Mas, na maioria das vezes, eles são construídos a partir de estratégias difíceis de manter no longo prazo.

Restrições severas, mudanças bruscas na alimentação ou rotinas muito rígidas podem gerar respostas rápidas do corpo, mas também aumentam as chances de retorno ao padrão anterior.

O organismo busca equilíbrio. Quando passa por um período de privação ou estresse, tende a compensar depois, seja aumentando o apetite, reduzindo o gasto energético ou alterando sinais de fome e saciedade.

Sustentabilidade não está na velocidade do resultado, mas na consistência das escolhas. O que funciona por muito tempo geralmente é mais simples do que parece.

26/05/2026

Muitas pessoas percebem que, após os 40 anos, o corpo começa a responder de forma diferente, e isso não é impressão. Com o passar do tempo, há mudanças naturais na composição corporal, na sensibilidade à insulina, na produção hormonal e no metabolismo energético. A recuperação pode ser mais lenta, o sono pode se tornar mais irregular e a forma como o corpo lida com o estresse também muda.

Isso não significa que o corpo “piorou”, mas que ele está funcionando sob novas condições. O que antes funcionava automaticamente pode precisar de mais intenção agora.

Adaptar a alimentação, respeitar o descanso e ajustar a rotina deixam de ser detalhes e passam a ser parte central do cuidado.

21/05/2026

Buscar controle glicêmico muitas vezes vem acompanhado da ideia de perfeição. Números estáveis o tempo todo, respostas previsíveis, rotina sem variações. Mas o corpo não funciona assim.

A glicemia é dinâmica. Ela responde não apenas à alimentação, mas ao sono, ao estresse, à atividade física, aos hormônios e até ao estado emocional do dia. Mesmo com planejamento, oscilações fazem parte do processo.

Quando o olhar está focado apenas no “acerto”, qualquer variação pode gerar frustração. Mas quando o foco muda para a compreensão, cada resposta do corpo passa a ser informação. Controlar não é eliminar variações. É aprender com elas, ajustar o que for possível e seguir com mais consciência, não com mais cobrança.

02/05/2026

Mesmo com planejamento e cuidado, existem dias em que a glicemia simplesmente não responde como o esperado. Isso faz parte da realidade de quem convive com variações metabólicas.

O organismo responde a uma série de estímulos internos e externos: estresse, sono, atividade física, mudanças hormonais e até processos inflamatórios podem interferir nesses números. Por isso, um valor fora do padrão não deve ser interpretado imediatamente como erro ou falha. Muitas vezes ele é apenas um sinal de que o corpo está reagindo a fatores que nem sempre são visíveis no momento.

Observar padrões ao longo do tempo costuma trazer mais informação do que focar em um único resultado isolado. O cuidado com a glicemia é um processo contínuo de observação, ajuste e aprendizado.

30/04/2026

Durante muito tempo, a menopausa foi tratada como um momento de perda: perda da juventude, da vitalidade ou do equilíbrio do corpo. Hoje sabemos que essa visão é limitada.

A menopausa representa uma transição biológica importante, marcada por mudanças hormonais que afetam metabolismo, sono, composição corporal e energia. Mas essas transformações não significam que o corpo deixou de funcionar bem. Elas indicam que ele está entrando em uma nova fase, que pede ajustes diferentes na rotina, na alimentação e no autocuidado.

Quando essa etapa é compreendida como um processo de adaptação, ela deixa de ser vista como um problema a ser combatido e passa a ser encarada como um período de reorganização do organismo. O cuidado continua sendo possível. Ele apenas assume novas formas.

28/04/2026

A ideia de que comer menos é sempre melhor, ainda está muito presente quando se fala em alimentação. No entanto, o corpo precisa de energia suficiente para manter seu funcionamento adequado (metabolismo basal).

Quando a ingestão alimentar é constantemente muito baixa, o organismo tende a reduzir o gasto energético como forma de adaptação. Isso pode se manifestar como cansaço frequente, dificuldade de concentração, queda de desempenho físico e maior sensação de fome ao longo do dia.

Além disso, restrições prolongadas podem comprometer a massa muscular e afetar hormônios importantes envolvidos na regulação do metabolismo e do apetite. Em vez de funcionar como solução, o “comer pouco” pode acabar criando um ciclo de instabilidade alimentar.

Nutrir o corpo de forma suficiente e equilibrada costuma ser o caminho mais sustentável para manter o metabolismo funcionando bem.

25/04/2026

Com o avanço da idade e as mudanças hormonais da menopausa, o corpo tende a perder massa muscular de forma gradual. Esse processo pode influenciar a força, o metabolismo e até a forma como o organismo utiliza energia.

A proteína tem um papel importante nesse contexto. Ela contribui para a manutenção da massa muscular, participa da recuperação dos tecidos e ajuda a promover maior saciedade após as refeições.

Além disso, refeições que incluem proteína costumam gerar respostas glicêmicas mais estáveis, o que também favorece níveis de energia mais constantes ao longo do dia.

Distribuir o consumo de proteína entre as refeições pode ser uma estratégia interessante para aproveitar melhor esses benefícios, especialmente quando combinado com atividade física e uma alimentação equilibrada.

Endereço

Goiânia, GO

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