05/08/2026
Nos últimos dias apareceram matérias dizendo que comer menos proteína pode fazer bem e até prolongar a vida, e antes de comentar aqui achei importante ler o material original, porque títulos de jornal costumam simplif**ar demais aquilo que a ciência constrói com muito mais cautela.
O que existe, de fato, é uma revisão que reuniu mais de 350 pesquisas, a maior parte delas conduzida em animais de laboratório, investigando o que acontece no metabolismo quando a quantidade de proteína na dieta é reduzida sem chegar a faltar o essencial. Os resultados são: menos processos inflamatórios, melhora em alguns marcadores metabólicos e, em certos modelos animais, aumento da longevidade.
Autores do estudo reconhecem que esses benefícios aparecem com mais clareza em pessoas sedentárias, e que quem treina continua precisando de uma quantidade adequada de proteína para construir e preservar massa muscular. Não devemos comer menos proteína de forma generalizada, devemos ajustar a quantidade ao quanto o corpo se movimenta no dia a dia.
Por isso vale sempre desconfiar um pouco quando a ciência chega até a gente já traduzida em frase de efeito, porque entre a pesquisa original e a manchete existe um caminho longo, e nesse caminho os detalhes que fazem diferença na prática costumam se perder.
Vou deixar a recomendação de proteína preconizada, talvez possa ajudar.
📍Sedentários jovens : 0,8 a 1,2 g/kg.
📍Sedentários idosos: 1.0 a 1,2g/kg
📍Pessoas ativas: 1,4 a 2,0g/kg
Saiba que o ideal é você buscar um profissional para auxiliar em seu planejamento alimentar e adequar à sua rotina, estado de saúde e objetivos.