17/06/2026
E lá se vão 21 anos…
A qualidade das fotos antigas realmente era impressionante . Mas impressionante mesmo era a intensidade da vida que existia dentro delas.
Eu, recém-formado, 24 anos, residente de Cirurgia Geral na emergência do Hospital Miguel Couto, a maior emergência da Zona Sul carioca e uma das maiores da América Latina!
Ali, a gente aprendia muito mais do que técnica. Ali, a gente se tornava médico. E, junto com isso, ia formando caráter, amizades e histórias que o tempo não apaga.
Eu sempre fui meio “rebelde”. Não no sentido de não trabalhar — sempre amei o que faço. Mas era engraçado pensar que, no primeiro ano em que finalmente teria alguma “independência” e dinheiro para aproveitar a vida, eu estava de plantão no natal e no Réveillon. E tudo bem! Os colegas deram um jeito, dividiram os horários e, depois da meia-noite, pude brindar a chegada do novo ano ao lado deles.
Eu era um dos poucos residentes de fora do Rio. Morava a poucas quadras do hospital, num apartamento na selva de pedra carioca que, na época, me parecia enorme. Hoje percebo que ele nem era tão grande assim. Mas sempre cabiam 15 ou 20 pessoas: colegas, amigos, risadas e comemorações depois dos plantões mais difíceis. Ah, como foi bom aquele tempo!
Hoje, olho para aquele menino de 24 anos e penso: acho que consegui! Alguns sonhos aconteceram exatamente como imaginados. Outros foram além!
A saudade f**a. As amizades, sempre que possível, são preservadas. E é bom saber que tivemos uma boa história, não é mesmo?!
Nostalgia, sim. Mas, acima de tudo, gratidão!🙏🙏🙏
Ah, e sim! É a Dercy Gonçalves na última foto! Mais um presentão de uma madrugada qualquer na sala de trauma…