04/07/2026
Falei recentemente aqui de um documento da Sociedade Brasileira de Pediatria chamado "Cosméticos na infância: importância da leitura de rótulos como um hábito", publicado em 2025. Além de várias outras fontes que já citei aqui, como EWG, Safe Cosmetics e TOXNET, o documento também cita sobre o uso de protetores solares químicos contendo, sobretudo, oxibenzona, octinoxate e octocrileno. Abaixo colocarei exatamente o que está descrito no documento para que vocês relembrem os motivos da minha recomendação ser, predominantemente, o uso de filtro solar físico, sem nanopartículas, especialmente na infância, reservando o uso de protetores químicos, sem nenhuma dessas substâncias citadas, apenas quando o uso for muito eventual.
"Os filtros solares químicos oxibenzona, octinoxato e octocrileno são amplamente utilizados em protetores solares e outros cosméticos com fator de proteção solar (FPS) (para protegê-los de alterações causadas pela radiação ultravioleta (RUV)), inclusive infantis. Embora eficazes na proteção contra a RUV, estes compostos têm gerado preocupações crescentes por serem absorvidos por via cutânea e atingirem concentrações plasmáticas relevantes. Estudos in vitro e in vivo com animais apontam para possíveis efeitos destes filtros no equilíbrio hormonal, no desenvolvimento neurológico, além de dermatite de contato, fotodegradação em metabólicos tóxicos, entre outros. Até o momento, não há evidências relevantes em estudos com humanos confirmando estes riscos. Seu risco para o meio ambiente (especialmente branqueamento de corais) parece relevante, e motivou a proibição da comercialização de protetores solares com octinoxato e oxibenzona no Havaí. Em territórios do Caribe, também foi proibida a comercialização de protetores com octinoxato, oxibenzona e octocrileno. Na União Europeia, há limites estritos para as concentrações permitidas destes compostos em cosméticos. Muitos fabricantes estão agora optando por filtros solares minerais (físicos), como óxido de zinco e dióxido de titânio, em produtos infantis. Embora geralmente considerados mais seguros, estes também têm suas particularidades, especialmente quando usados em nanopartículas."