28/08/2026
Em uma viagem longa, não é apenas a distância que importa: o tempo que você permanece sem movimentar as pernas também merece atenção.
Ao caminhar e movimentar as panturrilhas, a contração muscular ajuda o sangue a retornar das pernas em direção ao coração. Quando ficamos sentados e imóveis durante muitas horas, esse retorno pode ficar mais lento, favorecendo inchaço e, em pessoas predispostas, aumentando o risco de trombose venosa.
Durante o trajeto:
• movimente os pés e os tornozelos regularmente;
• contraia e relaxe a musculatura das pernas;
• levante-se quando for possível;
• em viagens de carro, programe pausas para caminhar;
• evite roupas muito apertadas e excesso de álcool.
A maioria das pessoas saudáveis apresenta baixo risco de trombose durante viagens. No entanto, quem já teve trombose ou embolia, passou recentemente por cirurgia, está grávida ou no pós-parto, tem câncer em tratamento ou apresenta mobilidade reduzida deve conversar com o médico antes de trajetos prolongados.
Meias de compressão podem ser úteis em situações específicas, mas precisam ter indicação, tamanho e compressão adequados. Não use anticoagulantes por conta própria.
Após a viagem, procure atendimento se surgir inchaço em apenas uma perna, dor, calor ou vermelhidão. Falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue ou desmaio exigem atendimento de urgência.
Compartilhe estas orientações com quem está preparando as malas.
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