Dra. Ana Luísa Soares

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Dra. Ana Luísa Soares 🏥Psiquiatra - RQE 57359
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10/10/2026

Hoje temos mais acesso à informação sobre saúde mental. E isso representa um avanço importante.

Reconhecemos sintomas com mais facilidade, falamos sobre diagnósticos que durante muito tempo foram cercados de preconceito e conseguimos nomear experiências que antes eram vividas sem compreensão.

Mas conhecer os termos não garante, por si só, uma vida mentalmente saudável. Existe também uma dimensão cotidiana do cuidado.

A forma como dormimos. O espaço que o trabalho ocupa. A qualidade das nossas relações. O tempo diante das telas. A possibilidade de descansar sem culpa. A maneira como lidamos com frustrações, limites e períodos difíceis. E existem situações em que isso não é suficiente.

Quando o sofrimento persiste, começa a interferir na rotina, nas relações, no trabalho ou na própria capacidade de seguir a vida, ele merece ser avaliado.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, f**a uma pergunta:

Você está realmente cuidando da sua saúde mental ou apenas aprendendo a falar sobre ela?

Reconhecer sinais, respeitar limites e construir uma rotina mais saudável são importantes. E reconhecer quando é hora de buscar ajuda profissional também faz parte do cuidado.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

01/10/2026

Envelhecer envolve mudanças. Algumas são físicas. Outras acontecem nas relações, na rotina, no trabalho e na maneira como a pessoa passa a ocupar seu lugar na família e na sociedade.

E existe uma perda que nem sempre percebemos: a da autonomia.

Muitas famílias começam a decidir pelo idoso movidas por afeto e preocupação. Mas proteger também exige escuta. Sempre que houver condições para isso, continuar escolhendo, opinando, participando e tomando decisões sobre a própria vida é importante para preservar identidade e saúde mental.

Também precisamos abandonar a ideia de que tristeza, isolamento ou perda de interesse são consequências inevitáveis da idade. O envelhecimento pode trazer lutos e adaptações importantes, mas sofrimento psíquico persistente merece atenção e avaliação.

Neste Dia Internacional da Pessoa Idosa, talvez possamos trocar uma pergunta. Em vez de pensar apenas “o que podemos fazer por eles?”, também perguntar:
“O que eles ainda querem fazer por si mesmos?”

Respeitar essa resposta também é uma forma de cuidado.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359

25/09/2026

A mente humana tem uma capacidade impressionante de adaptação. Ela se acostuma a quase tudo, inclusive à preocupação crônica.

Quando passamos muito tempo resolvendo problemas ou vivendo sob alta demanda emocional, nosso sistema nervoso entende que a tensão é o nosso modo padrão de sobrevivência. Por isso, quando a calmaria finalmente chega, o corpo reage com estranheza. A paz soa como uma ameaça. F**a aquela sensação incômoda de que "algo está bom demais para ser verdade" ou de que esquecemos de resolver alguma pendência.

É por isso que tantas pessoas sentem mais facilidade em lidar com o caos do que com a tranquilidade. Não porque gostem do sofrimento, mas porque o estresse constante virou um lugar previsível.

Permitir-se viver as coisas boas sem procurar um problema oculto exige treino. Você precisa ensinar o seu próprio corpo que baixar a guarda, de vez em quando, também é seguro.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

10/09/2026

Quem convive com o TDAH costuma ouvir explicações muito simplif**adas para um funcionamento que é bastante complexo.
"Se você sabe o que precisa fazer, por que simplesmente não faz?"

Essa pergunta parece lógica para quem observa de fora. Mas ela desconsidera justamente o principal desafio do transtorno.

Russell Barkley, um dos pesquisadores mais importantes sobre TDAH, propôs uma mudança de perspectiva: o problema central não está apenas na atenção, mas na dificuldade de transformar intenção em ação. É um prejuízo nas chamadas funções executivas, responsáveis por organizar, iniciar e sustentar comportamentos ao longo do tempo.

Isso ajuda a compreender por que tantas pessoas vivem presas em um ciclo de planejamento, culpa e frustração. Elas não deixam de agir por falta de vontade. Elas enfrentam um cérebro que processa o tempo e as recompensas de uma maneira diferente.

Conhecer esse funcionamento não elimina as dificuldades. Mas muda a forma como olhamos para elas. E, muitas vezes, esse é o primeiro passo para buscar estratégias e tratamentos que realmente façam sentido.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

01/09/2026

O Setembro Amarelo nos lembra da importância de falar sobre saúde mental e de valorizar a vida. Mas essa campanha também nos convida a desenvolver um olhar mais atento.

Nem sempre o sofrimento aparece de forma evidente. Por isso, é importante aprender a reconhecer os sinais em nós mesmos e estar presente para quem está ao nosso lado.

Cuidar é ouvir, acolher, incentivar a busca por ajuda quando necessário e lembrar que ninguém precisa enfrentar o sofrimento sozinho.

Neste mês, faça uma pausa e pergunte, com interesse verdadeiro: "Como você está?"
E reserve um momento para responder a essa mesma pergunta com sinceridade.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

26/08/2026

Nós nos acostumamos com o tempo da tecnologia. Tudo está a um clique de distância, e a espera se tornou quase insuportável para nós. O problema começa quando tentamos aplicar essa mesma lógica de urgência à nossa saúde mental.

Mas a verdade é que algumas experiências humanas não obedecem a cronogramas ou prazos de entrega. O luto, as transições de vida, as decepções e os recomeços exigem um processo de elaboração.

Tentar acelerar um processo emocional doloroso não faz a dor passar mais rápido; apenas a transforma em ansiedade.

Respeite o tempo que a sua mente precisa para digerir o que você está vivendo.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

18/08/2026

Acredito muito no trabalho em equipe. Cada pessoa tem necessidades diferentes ao longo da sua história e, por isso, oferecer diferentes possibilidades de cuidado também faz parte de um atendimento responsável e individualizado.

Por isso, é com muita alegria que damos as boas-vindas à Juliana Moura, psicóloga e neuropsicóloga, que passa a integrar a nossa equipe.

Além da psicoterapia, Juliana atua com avaliação neuropsicológica, um recurso importante para compreender o funcionamento cognitivo e emocional de cada paciente, contribuindo para investigações diagnósticas e para um planejamento terapêutico mais preciso quando indicado.

Sua atuação inclui práticas baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), ampliando as possibilidades de cuidado oferecidas pela clínica.

Seja muito bem-vinda, Juliana. Que essa nova etapa seja marcada por muito aprendizado, parceria e, principalmente, pelo compromisso de cuidar das pessoas com responsabilidade, ciência e humanidade.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

09/08/2026

Existe uma pressão enorme sobre a paternidade.

Todos os dias surgem novos métodos, novos conselhos e novas listas sobre o que um pai deveria fazer. Mas, olhando para a experiência humana e para tudo o que escuto no consultório, tenho a impressão de que os filhos não crescem fazendo uma contabilidade dos acertos e dos erros dos pais.

O que permanece é a qualidade do vínculo.

É a lembrança de alguém que acreditou neles, que ofereceu segurança para enfrentar o mundo e que esteve presente de maneira verdadeira, mesmo com todas as limitações que fazem parte de qualquer relação humana.

Hoje também sou grata pelo meu pai. Não porque ele tenha sido perfeito. Mas porque seu amor, sua confiança e seu exemplo continuam presentes na pessoa que me tornei.

Neste Dia dos Pais, desejo que cada pai se lembre de uma coisa: talvez o seu filho não guarde todas as palavras que você disse, mas dificilmente esquecerá a forma como você o fez se sentir.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

04/08/2026

Temos uma pressa enorme em patologizar qualquer desconforto. Ao primeiro sinal de melancolia ou vontade de f**ar na cama, a palavra "depressão" já surge como diagnóstico próprio.

Especialmente nas mudanças de estação, com dias mais frios e menos luz solar, nosso corpo reduz o ritmo. Sentir-se mais nostálgico, cansado ou com necessidade de isolamento temporário pode ser apenas o seu sistema respondendo ao ambiente. A tristeza reativa e o desânimo pontual fazem parte do espectro saudável das emoções humanas.

A depressão clínica, por outro lado, é um vazio persistente, que paralisa, rouba o prazer das coisas simples e não passa com o fim do inverno ou com um final de semana de descanso.

Conhecer a si mesmo é essencial. Valide os seus dias difíceis, respeite o seu cansaço, mas nunca ignore uma dor que se recusa a ir embora.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

23/07/2026

A lógica da performance saiu do escritório e invadiu a nossa intimidade.

Hoje, cobramos de nós mesmos eficiência na forma como descansamos, nos hobbies que escolhemos e até no tempo que passamos com quem amamos. Tudo precisa gerar um aprendizado, um resultado, uma evolução.

Quando isso acontece, perdemos a espontaneidade. A vida passa a ser avaliada exclusivamente pela sua utilidade.
Mas a clínica psiquiátrica nos mostra todos os dias que nem tudo o que tem valor produz um resultado mensurável. O nosso cérebro e o nosso corpo precisam de momentos de absoluta inutilidade para se regenerar.

Algumas experiências não existem para serem otimizadas. Elas existem apenas para serem vividas.

Dra. Ana Luisa Soares Neves da Costa
CRM-MG 81415 RQE 57359
Médica Psiquiatra

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