26/09/2026
A notícia sobre o possível uso de canetas emagrecedoras no SUS é importante, mas precisa ser entendida com calma.
Primeiro: é positivo ver a obesidade sendo reconhecida como uma doença de verdade, que precisa de tratamento sério, e não como falta de força de vontade.
Segundo: ainda não está liberado para todo mundo. O que existe é um estudo com pacientes acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e qualquer ampliação para o SUS depende de avaliação técnica, protocolo, aprovação e orçamento. E, como tudo que envolve saúde pública, esse processo costuma ser demorado.
Terceiro: medicamento sozinho não sustenta resultado.
Resultado vem de acompanhamento, estratégia, mudança de rotina, preservação de massa muscular, cuidado com sono, alimentação e saúde metabólica.
A caneta pode ser uma ferramenta importante quando bem indicada.
Mas obesidade é uma doença crônica e complexa. E todo tratamento precisa de critério, segurança e acompanhamento médico.
Dr. Guilherme Rocha
Medicina Metabólica de Precisão