07/05/2026
Como nutricionista, não consigo f**ar calada diante do novo Código de Ética e da forma como isso tem sido interpretado.
Sim, entendo a importância da ética profissional e da proteção ao paciente. O próprio novo Código de Ética e Conduta do Nutricionista, aprovado pela Resolução CFN nº 856/2026, reforça isso e mantém a proibição da divulgação de resultados de pacientes, incluindo fotos de antes e depois, composição corporal e até resultados de exames, mesmo com autorização ou uso de IA (LegisWeb).
Mas aqui f**a minha reflexão…
Quando mostramos evolução real, não estamos vendendo milagre.
Estamos mostrando que existe método, acompanhamento e resultado construído com ciência, estratégia e individualidade.
Um “antes e depois” responsável não deveria ser visto apenas como marketing, mas também como prova de que um profissional capacitado consegue transformar saúde, autoestima e qualidade de vida.
Exames comparativos, bioimpedância, evolução clínica… isso não é sobre estética apenas.
É sobre saúde.
É sobre credibilidade.
É sobre mostrar que o paciente conseguiu sair de um processo inflamatório, melhorar resistência insulínica, regular intestino, reduzir sintomas e recuperar sua saúde.
Enquanto isso, a internet continua cheia de promessas irreais feitas por quem nem nutricionista é.
Silenciar o profissional sério não protege a população.
Educar e valorizar quem trabalha com responsabilidade, sim.
Minha indignação não é contra a ética.
É contra a dificuldade crescente de mostrar resultados reais de um trabalho sério, técnico e individualizado.
Porque Nutrição não é achismo.
Nutrição é ciência.
E resultado bem conduzido também deveria poder ser reconhecido.
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