13/12/2025
Dois anos se passaram desde o dia em que minha vida mudou para sempre. Em 04 de janeiro de 2024, meu filho, Edson Davi, desapareceu na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As autoridades encerraram o caso como afogamento, mas nenhuma conclusão trouxe paz… apenas ampliou a dor, a angústia e a sensação de injustiça.
Nestes dois anos, aprendi a viver com um vazio que nunca diminui. É como se parte de mim tivesse sido arrancada e deixada para trás. A saudade é diária, a revolta é constante, e o silêncio pesa como uma ferida aberta que não cicatriza.
Ainda assim, eu continuo. Porque mãe nenhuma vira as costas para um filho. Mãe enfrenta o impossível, permanece de pé quando todos já caíram, e luta até o último instante por respostas e por dignidade.
Carreguei o Davi por 42 semanas. Enfrentei um parto difícil. Cuidei, amei e acompanhei cada passo da sua infância. Ele viveu do meu colo, do meu peito, da minha força. Todos os dias, ele me dizia que eu era a melhor mãe do mundo… e é essa memória que mantém meu coração pulsando, mesmo partido.
Eu sei que, onde quer que esteja, o choro dele ainda me chama. E eu jamais vou abandonar essa busca. Jamais.
No dia 05 de janeiro, a partir das 10h da manhã, estaremos em frente ao Ministério Público do Rio de Janeiro, pedindo respostas e cobrando justiça pelo pequeno Edson Davi.
Porque nas praias, desaparecimento não pode ser tratado como simples afogamento.