13/05/2025
O Dia da Caça
Apesar do nome, essa obra não fala de presas.
Fala de presença.
No ombro, repousa o início de tudo, uma casa simples, mas carregada de raízes.
A fazenda onde tudo germinou, onde o tempo corre em outro ritmo e o silêncio tem voz própria.
Logo abaixo, o lobo.
Ele não uiva. Ele observa.
Representa o Igor, firme, atento, já um líder mesmo sendo jovem.
Carrega nas costas a responsabilidade sem nunca deixar de lado a ternura de quem cuida.
A letra que o acompanha não é só trilha sonora, é escolha de vida: “A vida é boa de se viver em qualquer lugar”.
Mas ele escolheu viver onde o mato cresce e os sons vêm da terra.
A frase não está ali por beleza , está ali por convicção.
A matilha se move logo abaixo, mas não como coadjuvante.
É a família, é o círculo de confiança.
É a dança silenciosa de quem caça(literalmente) junto, não só por esporte, mas por conexão.
E então, o urso.
Rugindo na frente da matilha, como quem não precisa provar nada.
Ele é o limite entre o que se ama e o que se defende.
Força contida, paciência selvagem, a alma de quem protege com os dentes, mas ama com o peito aberto.
A floresta que envolve tudo isso não é cenário.
É metáfora.
Ela diz, em silêncio, que a beleza do que te cerca depende do quanto você está disposto a cultivar.
Essa tatuagem não foi feita para ser apenas olhada.
Foi feita para ser lida com e sentida, de olhos fechados.