20/05/2026
Há imagens no esporte que vão muito além da vitória, do talento ou dos títulos.
Elas revelam humanidade, gratidão e reconhecimento.
No vídeo que irei compartilhado, após receber a notícia de sua convocação para a Seleção Brasileira, em meio a tantas pessoas, o Neymar Jr. escolhe caminhar em direção ao abraço do seu fisioterapeuta, o colega Dr. Rafael Martini. Um gesto espontâneo, mas carregado de significado. Um reconhecimento silencioso por tudo o que foi vivido durante o processo de reabilitação.
Isso me fez voltar no tempo.
Em meados dos anos 2000, tive a honra de iniciar minha trajetória profissional no Santos Futebol Clube, integrando a equipe chefiada pelo médico ortopedista Dr. Carlos Braga. Naquele período, participei da recuperação e do acompanhamento de inúmeros atletas do elenco profissional e das categorias de base, entre eles Edmundo, Carlos Germano, Freddy Rincón, Dodô além de jovens talentos que despontavam naquele momento, como Diego Ribas e Robinho.
E existe algo que o tempo nunca muda:
a relação construída entre fisioterapeuta e paciente.
Porque a fisioterapia não trata apenas músculos, articulações ou lesões. Ela acolhe dores, reconstrói confiança, devolve movimentos e, muitas vezes, devolve esperança.
No esporte de alto rendimento, ela ajuda atletas a voltarem a fazer aquilo que amam.
Na vida, ajuda pessoas comuns a retomarem sua independência, sua saúde e sua qualidade de vida.
Talvez por isso aquele abraço tenha dito tanto, sem precisar de nenhuma palavra.
A fisioterapia transforma.
E quem vive esse processo nunca esquece quem esteve ao seu lado no caminho da recuperação.