11/05/2026
Carta aberta de uma mãe que lutou e ainda luta pelo seu amado filho ✨😍
Dia das Mães… e o que dizer de uma mãe que hoje vive longe do seu filho?
Uma dor silenciosa que poucos conseguem compreender.
Por mais de 12 anos lutei pela guarda do meu filho Matheus, hoje com 17 anos. Foram inúmeros processos judiciais, sempre enfrentados com amor, fé e esperança. Mas a vida tomou caminhos que eu nunca imaginei viver. Há mais de dois anos ele foi morar com o pai e, em meio às decisões da justiça, fui perdendo aos poucos o direito de conviver e cuidar.
Depois de tantas buscas, avaliações médicas, psicológicas, psiquiátricas, neurológicas e terapêuticas, veio o diagnóstico dentro do espectro autista. Tudo aquilo que carreguei no coração por tantos anos finalmente teve uma resposta. Mesmo assim, a dor permaneceu… porque nenhuma mãe está preparada para viver distante de um filho, ainda mais sabendo que ele precisa de cuidados e sem ter a certeza de como tudo está sendo conduzido. Hoje, a justiça não me concedeu nem mesmo o direito de visita, apenas a responsabilidade da pensão alimentícia.
A casa ficou silenciosa.
O colo vazio.
E, além da minha dor, existe também a ausência entre irmãos… Matheus está crescendo distante dos irmãos Guilherme e Helena, que seguem sentindo falta da presença, do carinho e da convivência com ele.
Mas o amor de mãe nunca deixa de existir.
Mesmo com tantas cicatrizes, eu não posso desistir. Preciso seguir pelo propósito que Deus confiou a mim e pela família linda que caminha ao meu lado. Pelo meu esposo, Enoque Alcides, o homem que me levantou em meio às dores, me fez sentir amada, forte e nunca soltou minha mão. E pelos meus filhos Guilherme e Helena, que amo infinitamente e que me dão forças para continuar todos os dias.
Hoje entendo que o deserto não é lugar de morada, é lugar de passagem. E enquanto Deus cura minhas feridas, transformo minha dor em propósito para alcançar outras mulheres e mostrar que, mesmo quebradas, ainda podemos florescer.✨😍❤️