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21/10/2026

Parecia que o carro estava tomando uma chuva de pedradas. Mas eram moscas. Exatamente, moscas…muitas moscas!!!

Foi o maior ataque que já enfrentamos na fazenda.

A mosca dos estábulos (Stomoxys calcitrans) atacava a gente, a boiada, os cães, os suínos, a tropa e até os cavalos já arriados para trabalhar. Quando passávamos de carro entre as remangas e as praças de alimentação, elas batiam na lataria numa quantidade impressionante e assustadora.

Os animais não tinham paz para comer, beber, deitar ou ruminar. Caminhavam sem parar tentando fugir das picadas e começaram a perder peso consideravelmente.

Os brincos mosquicidas, as pulverizações, os repelentes, nada resolvia aquele ataque!!!

Essa mosca pode se multiplicar rapidamente em matéria orgânica úmida em decomposição, inclusive em resíduos da atividade canavieira. Por isso, surtos nas proximidades de usinas exigem atenção aos possíveis criadouros.

Na nossa experiência, a mudança positiva veio quando voltamos a atenção para a captura. Armadilhas com atrativos de odor foram as que trouxeram resultados de fato efetivos e ajudou a reduzir a pressão sobre o rebanho.

Foi um período difícil. Quem já enfrentou um ataque dessa proporção sabe: o sofrimento é constante e o prejuízo aparece na produção de forma considerável. Nós vencemos, mas foi uma verdadeira guerra!!!👊🏻🪰🚨

Você já passou por isso na sua propriedade???

20/10/2026

TEMOS ÁREA CIRÚRGICA???
Me conta se esse conteúdo for relevante pra vc de alguma forma…

Na correção cirúrgica de Acropostite Fimose, essa resposta começa no exame clínico, muito antes da primeira incisão.

O valor agregado do touro e o objetivo do proprietário também importam. Afinal, buscamos recuperar um reprodutor para que ele retorne à atividade. Mas a viabilidade da intervenção depende de uma avaliação criteriosa do paciente.

Com o animal contido em segurança, especialmente para a integridade física de quem examina, precisamos inspecionar e palpar o prepúcio, avaliar o grau de inflamação, investigar infecção e identif**ar a presença e a extensão da fibrose.

Essa avaliação ajuda a definir a indicação cirúrgica e o preparo do protocolo necessário de pré-operatório.

A pergunta decisiva é: após remover a região comprometida, teremos área prepucial saudável e comprimento suficiente para evitar a exposição permanente do p***s?

E o planejamento não termina aí. Durante a cirurgia, podemos encontrar uma diferença entre as circunferências da mucosa e da pele prepucial, dificultando a união e a reaproximação dessas estruturas. Como mostro no vídeo, ao ajustar de um lado, falta margem do outro.

É nesse momento que a técnica das “pétalas” tem um papel importante: compatibilizar essas margens, permitindo distribuir melhor os tecidos e realizar a coaptação da mucosa com a pele sem tensão excessiva na sutura.

Esse cuidado é fundamental para reduzir o risco de deiscência da ferida e de estenose do óstio prepucial no pós-operatório.

Não basta retirar a lesão. Precisamos planejar a reconstrução e avaliar as possibilidades de preservar a função e devolver esse touro para o trabalho.

Para mim, essa é uma das cirurgias mais importantes da esfera reprodutiva dos machos bovinos. E sua importância exige critério na indicação e na execução.

Temos área cirúrgica? É viável operar? Qual é o prognóstico?

Às vezes, recuar é a decisão mais inteligente. O médico veterinário de campo precisa saber operar e também reconhecer quando não deve.

Mais importante que saber operar é saber quando

07/10/2026

Fizemos uma mudança importante no manejo dessa fazenda, nós retiramos o choque da rotina e deixamos seu uso somente para situações de extrema necessidade.
Embarque, desembarque e manejos do dia a dia passaram a ser feitos sem choque, gritaria ou pancadas.

E o que aconteceu?
O serviço continuou fluindo. Animais mais tranquilos, curral silencioso, menos estresse, menos pancadas, menos hematomas e sem comprometimento de desempenho. Até a função do “cara do choque” deixou de existir, liberando um funcionário para outras atividades da propriedade.

Além disso, adotamos a famosa escolinha.
Quando os animais chegam, o primeiro contato com a estrutura de manejo acontece sem nenhum procedimento. Eles saem do desembarque, passam pelos corredores, seringa, bretes, tronco, currais e remangas e repetem esse circuito três, quatro, cinco vezes.
Sem choque. Sem grito. Sem pancada. Sem fazer absolutamente nada com eles.
A intenção é simples, apenas fazer com que eles entendam que podem entrar e sair dali sem que algo ruim aconteça.

Os animais são capazes de criar memórias positivas e negativas. Se o primeiro contato com o curral envolve medo, dor e trauma, toda vez que retornarem àquele ambiente essa memória poderá influenciar seu comportamento.
Por isso buscamos fazer exatamente o contrário: construir uma experiência positiva desde o primeiro contato.

E na prática percebemos uma coisa importante, o manejo racional não signif**a serviço mais lento. O trabalho continua acontecendo, mas com animais mais tranquilos, menos acidentes e uma equipe trabalhando melhor. Sem falar no resultado financeiro refletido diretamente no caixa da fazenda.

E acima de qualquer resultado existe o bem estar animal!!!

Nosso sustento vem dos animais. Respeito é o mínimo que devemos a eles!!!

Agora quero ouvir quem realmente vive o campo. É possível reduzir ou até eliminar o choque do manejo de rotina? Ou vc acha que isso é frescura?

Deixe sua experiência e sua opinião nos comentários…

01/10/2026

Esse será meu último vídeo sobre esse assunto. Quem acompanha nosso perfil busca conteúdo sobre Medicina Veterinária de Campo e esse continuará sendo nosso foco.

Meu objetivo aqui não é atacar profissionais, tanto é que não cito nomes, nem instituições e muito menos nossos Conselhos. Reconheço a extrema importância de todos. Estou falando de uma dor da área que vivo e conheço a realidade, a Medicina Veterinária de Campo.

Não é ataque, é um alerta!!! Estamos apontando uma ferida que existe e precisa ser tratada através de propostas, ideias e provocar mudanças que possam melhorar a formação e transformar a vida profissional de muitos estudantes.

Ontem levantei uma voz e logo percebi que ela não estava só…

Foram inúmeras mensagens de médicos veterinários, professores, profissionais e estudantes que também estão incomodados com os rumos da nossa profissão.

Talvez seja hora de transformar indignação em movimento.

Às instituições de ensino: o aluno precisa de prática, estrutura e preparo para a realidade profissional.

Aos Conselhos e órgãos responsáveis: precisamos fortalecer a fiscalização, combater o exercício ilegal da profissão que é algo que fere nossa alma diariamente e prevenir situações que coloquem animais em risco e sofrimento.

Aos profissionais: não podemos normalizar a banalização da Medicina Veterinária, nem mesmo por colegas.

Aos estudantes: lutem pela formação de vocês!!! Cobrem aulas práticas, estrutura, conhecimento e respaldo com a mesma disposição que têm para organizar festas, camisetas e atléticas. Nada contra isso, mas as prioridades estão invertidas.

Amanhã haverá um animal dependendo da sua conduta e uma sociedade esperando que você esteja preparado!!!

Essa responsabilidade é de todos nós!!!

Se você acredita em uma Medicina Veterinária mais preparada, ética e respeitada, participe.

Compartilhe. Se posicione. Cobre!!!

A mudança começa quando paramos de aceitar como normal aquilo que sabemos que precisa mudar!!!

A Medicina Veterinária de Campo está respirando por aparelhos!!!

30/09/2026

ISSO NÃO É SÓ UM DESABAFO. É UM PEDIDO DE SOCORRO!!!

O que mais me assusta não é ver um profissional publicar uma conduta que considero tecnicamente absurda…

O que mais me assusta é abrir os comentários e encontrar uma multidão aplaudindo isso.

E, no meio dela, vários estudantes de Medicina Veterinária e pra piorar, vários profissionais formados.

Se um estudante não consegue mais discernir uma conduta minimamente responsável de uma prática que coloca em risco o paciente, alguma coisa está MUITO ERRADA.

Esse vídeo não é apenas sobre uma castração absurda…
Não é sobre um ou outro profissional maluco…
É sobre FORMAÇÃO de uma classe importante!!!

É um alerta para faculdades públicas e privadas, professores, coordenadores e para todos nós que, de alguma forma, participamos da formação dos futuros médicos veterinários.

O aluno está pedindo socorro!!! ACORDEM!!!

Porque diploma nenhum pode substituir conhecimento.
Improviso não pode ser confundido com Medicina Veterinária de campo.
Falta de estrutura não pode virar desculpa para falta de critério.
E curtida, comentário e aplauso não transformam uma conduta errada em correta.

A Medicina Veterinária de campo exige adaptação, sim.
Exige improvisação diante do inesperado, sim.
Mas exige, acima de tudo, CONHECIMENTO, RESPONSABILIDADE, PLANEJAMENTO E RESPEITO PELO PACIENTE!!!

Quando o absurdo começa a parecer normal, o problema já deixou de ser individual.

Se você é veterinário, professor, estudante ou simplesmente se preocupa com o futuro da nossa profissão, REPASSE ESTE VÍDEO!!!

Não para atacar ninguém.

Mas para fazer essa discussão chegar onde precisa chegar.

Porque quem ama a Medicina Veterinária não pode assistir à banalização da profissão em silêncio!!!

30/09/2026

É muito fácil julgar o agro de longe…cai pra dentro!!!

É fácil criticar a pecuária enquanto espera o Big Mac duplo com duas carninhas que foi pago com o cartão do papai. É fácil falar mal da pecuária tomando leite de caixinha com Todd light e comendo sua tapioquinha fit. É fácil apontar o dedo sentado no ar condicionado, sem nunca ter colocado uma botina no pé.

Mas aqui a realidade é outra…
Não tem sol forte, calor, chuva, frio, noite, madrugada, domingo ou feriado. Quando aparece uma intercorrência, alguém precisa estar lá. A pecuária não para. O animal não deixa de parir pq sextou. O gado não deixa de comer porque chegou o fim de semana. A vaca não deixa de produzir leite só porque é semana santa. O animal não escolhe horário para precisar de atendimento.

Por trás da carne, do leite e de tantos alimentos que chegam todos os dias à mesa, existem produtores, funcionários, vaqueiros, veterinários, zootecnistas, agrônomos e famílias inteiras trabalhando enquanto muita gente nem acordou.

É uma rotina pesada. Tem barro, poeira, suor, cansaço, imprevistos e muito, mas muito trabalho. Tem gente sacrif**ando finais de semana, noites e momentos com a família para manter uma atividade que não pode simplesmente apertar o botão de pausa.

Você pode até dizer que não come carne e não bebe leite. Mas veste algodão, toma café, come pão, usa açúcar, abastece com etanol, usa papel, calça sapato, passa produtos na pele e cabelo, senta no banco de couro do carro que foi presente do papai só pq o Enzo entrou na faculdade ou pq a Valentina fez 18. O agro está muito mais perto de você do que vocês imaginam seus frescos!!!

Então, antes de julgar o agro pela tela do celular, talvez seja interessante conhecer um pouco mais sobre quem está do outro lado!!!

Criticar de longe é fácil. Difícil é calçar a botina e viver a realidade do campo!!!

E você, o que pensa sobre??? Quero ler sua opinião nos comentários…

21/09/2026

PRODUTIVIDADE E BEM ESTAR ANIMAL: OS DOIS ANDAM JUNTOS???

Essa é uma discussão que precisa ir além de simplesmente ter ou não ter sombra no confinamento.

Quando o sombreamento f**a próximo ao cocho, é comum vermos animais que comem e permanecem deitados ali, dificultando o acesso dos demais e até reduzindo o aproveitamento daquele espaço de cocho.

Quando levamos a sombra para o fundo do confinamento, surge outro ponto, em períodos de maior calor, os animais podem permanecer mais tempo na sombra e reduzir as idas ao cocho. Além disso, a concentração dos animais em uma mesma área favorece formação de buracos, acúmulo de umidade e lama.

Mas retirar o conforto térmico também não pode ser simplesmente a solução. Bem estar animal precisa fazer parte da conta, inclusive porque desempenho, consumo e conforto estão diretamente relacionados.

Então f**a a discussão…

Onde está o equilíbrio entre sombreamento, acesso ao cocho, desempenho e bem estar animal???

Na prática do confinamento, qual solução tem funcionado melhor para vocês??? Qual a realidade aí na sua região???

Me conta nos comentários!!!

17/09/2026

Me conta nos comentários qual o seu maior desafio quando o assunto é Pós Operatório no campo???

Uma cirurgia não termina no último ponto. Um Pós Operatório criterioso é tão decisivo que podemos até ter um pré operatório com falhas, enfrentar intercorrências no transcirúrgico e, ainda assim, com o pós bem conduzido termos grandes chances de uma boa evolução clínica.

Em contrapartida, podemos realizar um pré operatório impecável, executar uma técnica cirúrgica precisa, respeitar os princípios de assepsia e antissepsia, hemostasia, manipulação tecidual e síntese, atravessar todo o transoperatório sem intercorrências e colocar tudo a perder por uma pequena falha no pós operatório.

Porque o sucesso cirúrgico não depende apenas da técnica empregada durante o procedimento. Depende também da capacidade de acompanhar e conduzir aquilo que acontece depois.

Controle da dor e da inflamação, antibioticoterapia quando indicada, manejo da ferida, prevenção de contaminação, avaliação de edema, secreção, deiscência, hemorragia, infecção, alterações sistêmicas, alimentação, hidratação, movimentação e acompanhamento da evolução clínica fazem parte do tratamento cirúrgico.

No campo, essa responsabilidade se torna ainda maior. Muitas vezes o paciente permanece distante do médico veterinário, em ambientes com maior desafio de contaminação e sob os cuidados do proprietário ou da equipe da fazenda. Por isso, orientar, estabelecer protocolos, acompanhar e reconhecer precocemente qualquer alteração não são detalhes. São parte da cirurgia.

Talvez uma das maiores falhas da cirurgia a campo seja acreditar que o procedimento termina quando fechamos a pele.

O pós operatório também é cirurgia. E tão importante quanto dominar a técnica é ter planejamento, bom relacionamento com a equipe da propriedade, acompanhamento diário e claro, bons produtos à disposição para conduzir cada etapa com segurança.

Nesse cuidado, contamos com a qualidade e a eficiência dos medicamentos da JA Saúde Animal!!!

16/09/2026

HÉRNIA VERDADEIRA OU HÉRNIA FALSA???

No campo, nem todo aumento de volume com presença de estruturas sob a pele é necessariamente uma hérnia verdadeira. Saber diferenciar essas condições é fundamental para definir diagnóstico e conduta.

Uma hérnia verdadeira ocorre através de uma abertura anatômica preexistente, ou seja, um orifício natural e apresenta seus componentes clássicos: anel herniário, s**o herniário e conteúdo herniário. Um exemplo frequente na rotina do campo são as hérnias umbilicais.

Já as chamadas hérnias falsas são principalmente as eventrações. Elas não dependem de uma abertura anatômica preexistente e podem ocorrer após traumas como coices, chifradas, pancadas contra porteiras ou acidentes de manejo.

Nesses casos, ocorre ruptura da parede muscular, permitindo que estruturas da cavidade, como uma alça intestinal, se desloquem através dessa falha.

No paciente deste vídeo temos uma eventração traumática com a pele íntegra. Portanto, não houve evisceração, que ocorre quando existe também ruptura da pele e exteriorização de conteúdo oriundo da cavidade.

Diferenciar essas condições é apenas o primeiro passo. A clínica no campo não serve apenas para dar nome à alteração. Ela define a conduta. Saber operar é importante mas saber quando não operar é crucial!!!
Você sabia a diferença entre uma hérnia verdadeira e uma hérnia falsa???

Endereço

Jataí, GO
75800000

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