04/02/2026
A síndrome do esgotamento profissional, cresceu de forma acelerada nos últimos anos e passaram a impactar diretamente os gastos da Previdência Social. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os auxílios-doença concedidos por esgotamento no trabalho e falta de lazer aumentaram 493% entre 2021 e 2024, saltando de 823 para 4.880 casos.
A tendência de alta segue em 2025, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Apenas no primeiro semestre, foram registrados 3.494 afastamentos, o equivalente a 71,6% de todo o volume observado no ano anterior, indicando que o número total deve superar novamente o recorde histórico.
Especialistas e autoridades ouvidos pela reportagem alertam, porém, que os dados podem estar subnotificados. O burnout é de difícil diagnóstico e muitas vezes aparece associado a outras doenças, como depressão ou transtornos de ansiedade. Além disso, trabalhadores informais não contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ficam fora das estatísticas oficiais.
Saúde mental pesa cada vez mais no INSS
Em 2024, o INSS concedeu 472,3 mil auxílios-doença relacionados à saúde mental, categoria que inclui depressão, ansiedade e outras síndromes, dentro de um total de 3,6 milhões de afastamentos. No ano anterior, esse número havia sido de 283,5 mil.
Em 2025, de janeiro a junho, os transtornos mentais já provocaram 271.076 afastamentos, de um universo superior a 2 milhões de auxílios concedidos. Na prática, esses casos já representam cerca de um em cada sete afastamentos no país, aproximando-se das concessões por doenças ósseas e musculares, tradicionalmente líderes nas estatísticas do INSS.
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