25/06/2026
A menina que aprendeu cedo a não confiar, não se mostrar vulnerável, a não pedir ajuda, a acreditar que dá conta de tudo só.
Contexto que me fez confundir migalhas com amor, silêncio com paz e sobrevivência com força.
Por muito tempo eu achei que me reconstruir era suficiente.
Mas a maternidade me mostrou outra coisa.
Ela me fez perceber que a forma como eu cuido da minha filha nasce da forma como eu escolho cuidar de mim.
Hoje, enquanto Maria Luiza cresce dentro de mim, existe uma outra menina sendo acolhida aqui dentro também: a Rafaela que passou anos tentando ser escolhida, aceita e amada.
Eu não quero que minha filha herde as dores que eu precisei carregar.
Quero que ela herde uma mãe que teve coragem de interromper padrões.
Uma mãe que aprendeu que amor não é sofrimento.
Que vínculo não precisa machucar.
Que uma mulher pode ser forte sem endurecer o coração.
Talvez esse seja o maior presente que eu possa dar à minha filha.
Não uma vida perfeita.
Mas uma mãe que teve coragem de renascer antes de ensiná-la a viver.
E, pela primeira vez, sinto que não estou apenas gerando uma menina.
Estou gerando uma nova história para a nossa família. 🤍
Muito se fala sobre educar a nova geração de homens. Mas não posse os esquecer, do quão precisamos ensinar a nova geração de mulheres a voltar a sentir.
Bateu aí?🩷 já salva pra não esquecer.