21/10/2026
Se Deus é amor, em que momento a gente se perde?
Por que, quando alguém diz que devemos colocar Deus, família e pátria acima de tudo, raramente paramos para questionar o que existe por trás desse discurso? Por que projetamos em Deus uma figura soberana, dona de uma única verdade, como se o sagrado precisasse da nossa defesa contra quem pensa diferente?
Se existem tantas religiões, tantas cores, tantos povos e saberes, por que insistimos em uma única linguagem para falar do divino?
Talvez o problema não esteja em acreditar em Deus, mas em usar o nome dele para justificar nossos medos, preconceitos e desejos de poder.
E quando a frustração aperta, por que escolhemos o ódio como resposta? Por que é tão difícil reconhecer a humanidade até naqueles de quem discordamos?
Amar não significa concordar com tudo, aceitar injustiças ou abandonar princípios. Significa não permitir que nossas diferenças nos roubem a capacidade de reconhecer o outro como humano.
Se Deus é amor, quando foi que começamos a acreditar que odiar em nome dele seria uma forma de amar?