Milane Caroline Valdek

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Milane Caroline Valdek Sou Dra. Milane Valdek, Psiquiatra em João Pessoa. Atendimento presencial e online com olhar integrativo. PSIQUIATRIA do ESTILO de VIDA.

Onde saúde mental e estilo de vida caminham lado a lado!

11/10/2026

Aos 39, ela percebeu o humor variando, começou a esquecer coisas simples e a chorar até com comida boa.

Achou que era só a depressão voltando, até descobrir que estava na perimenopausa.

Nessa fase os hormônios oscilam sem padrão, e isso afeta o humor, a memória, a atenção e o sono.

Uma revisão de 2024, com mais de 9 mil mulheres, mostrou que o risco de depressão na perimenopausa f**a cerca de 40% maior do que antes dela.

Vi um comentário dizendo que, em mulheres neurodivergentes, a perimenopausa pode chegar até 10 anos antes.

O dado vem de um estudo feito na Islândia com 5.392 mulheres, e ele fala especif**amente de TDAH: entre as que têm TDAH, a faixa de idade com mais sintomas fortes foi dos 35 aos 39 anos, e entre as demais, dos 45 aos 49.

Os autores sugerem um início até 10 anos mais cedo. Ainda é um estudo só, mas já é motivo pra essas mulheres prestarem atenção nos sintomas antes dos 40.

Se você se reconheceu, anota o que sente e em que época do ciclo, e leva isso pra consulta.

Você já sentiu algum desses sintomas e achou que era outra coisa? Me conta aqui embaixo 👇🏻
E manda pra aquela amiga de 30 e tantos que anda dizendo que está f**ando louca.

Vídeo sensacional da Ana Chiyo

*Referências:
BADAWY, Y. et al. The risk of depression in the menopausal stages: a systematic review and meta-analysis. Journal of Affective Disorders, v. 357, p. 126-133, 2024. DOI: 10.1016/j.jad.2024.04.041. Disponível em: https://discovery.ucl.ac.uk/id/eprint/10192213/.

JAKOBSDÓTTIR SMÁRI, U. et al. Perimenopausal symptoms in women with and without ADHD: a population-based cohort study. European Psychiatry, v. 68, n. 1, e133, 2025. DOI: 10.1192/j.eurpsy.2025.10101. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/journals/european-psychiatry/article/perimenopausal-symptoms-in-women-with-and-without-adhd-a-populationbased-cohort-study/7C584E5C4363EBCADFC485D3F0892A62.

GREENDALE, G. A. et al. Effects of the menopause transition and hormone use on cognitive performance in midlife women. Neurology, v. 72, n. 21, p. 1850-1857, 2009. DOI: 10.1212/WNL.0b013e3181a71193. Disponível em: https://www.neurology.org/doi/10.1212/WNL.0b013e31

A ordem dessas cinco não é aleatória: as três primeiras tiram estímulo e as duas últimas devolvem prazer ao que é mais l...
10/10/2026

A ordem dessas cinco não é aleatória: as três primeiras tiram estímulo e as duas últimas devolvem prazer ao que é mais lento. Começar pelas últimas, sem tirar nada antes, costuma não funcionar.

Se for escolher uma para hoje, escolha o celular em outro cômodo na primeira hora do dia. É a hora em que o hábito está mais automático e, por isso, a que mais muda o resto.

E vale repetir o penúltimo slide: se nada te dá prazer há semanas, inclusive o que sempre deu, isso não se resolve com mudança de hábito. Marque uma avaliação.

Siga o perfil para mais conversas sobre saúde mental da mulher. 🤍

*Referências:
LEMBKE, A. Dopamine nation: finding balance in the age of indulgence. New York: Dutton, 2021.

WARD, A. F.; DUKE, K.; GNEEZY, A.; BOS, M. W. Brain drain: the mere presence of one’s own smartphone reduces available cognitive capacity. Journal of the Association for Consumer Research, v. 2, n. 2, p. 140-154, 2017. DOI: 10.1086/691462.

WILSON, T. D. et al. Just think: the challenges of the disengaged mind. Science, v. 345, n. 6192, p. 75-77, 2014. DOI: 10.1126/science.1250830.

08/10/2026

“Eu tomo café de tarde e durmo super bem.”

Essa é uma das frases que eu mais escuto quando o assunto é cafeína.

Uma revisão de estudos publicada em 2023 mostrou que a cafeína tira, em média, 45 minutos do sono da noite e 11 minutos de sono profundo, além de aumentar o tempo acordado durante a madrugada.

Num outro estudo, quem tomou uma dose alta de cafeína seis horas antes de deitar dormiu mais de uma hora a menos, e não percebeu.

Pelos cálculos da revisão, uma xícara de café deveria f**ar pelo menos 8,8 horas antes da hora de deitar.

E pra quem usa anticoncepcional com estrogênio: a cafeína demora mais pra sair do corpo. Num estudo, o tempo pra ela cair pela metade passou de cerca de 5 horas e meia pra quase 8.

Até que horas você toma café? Me conta aqui embaixo 👇🏻

E manda pra aquele amigo que também acha que o sono anda exigente demais.😅

*Referências:

GARDINER, C. et al. The effect of caffeine on subsequent sleep: a systematic review and meta-analysis. Sleep Medicine Reviews, v. 69, 101764, 2023. DOI: 10.1016/j.smrv.2023.101764.

DRAKE, C. et al. Caffeine effects on sleep taken 0, 3, or 6 hours before going to bed. Journal of Clinical Sleep Medicine, v. 9, n. 11, p. 1195-1200, 2013. DOI: 10.5664/jcsm.3170

ABERNETHY, D. R.; TODD, E. L. Impairment of caffeine clearance by chronic use of low-dose oestrogen-containing oral contraceptives. European Journal of Clinical Pharmacology, v. 28, p. 425-428, 1985. DOI: 10.1007/BF00544361.

06/10/2026

Ela convive há 10 anos com depressão e ansiedade e criou regras a partir do que já viveu. Três delas têm explicação científ**a.

Cortar vodka com energético. Numa revisão de estudos sobre transtorno de pânico, uma dose de cafeína equivalente a uns cinco cafés provocou crise em 54% dos pacientes, contra menos de 2% das pessoas sem o transtorno.

E o álcool junto traz outro problema: a cafeína tira a sonolência que avisaria que você já bebeu demais, e a pessoa acaba bebendo mais.

Saber que as crises pioram antes da menstruação.

Na piora pré-menstrual, a depressão ou a ansiedade estão ali o mês inteiro e f**am mais fortes nessa fase. Anotar sintomas e ciclo por pelo menos dois meses ajuda muito na consulta.

Se afastar de relações em que ninguém procura ajuda. Conversa que f**a só no problema, dia após dia, tem até nome na pesquisa: co-ruminação, e ela está ligada a mais sintomas de depressão.

Já manda pra amiga que não tem energia pra nada quando está naqueles dias. ❤️

Vídeo da Julia Alvarenga

*Referências:

KLEVEBRANT, L.; FRICK, A. Effects of caffeine on anxiety and panic attacks in patients with panic disorder: a systematic review and meta-analysis. General Hospital Psychiatry, v. 74, p. 22-31, 2022. DOI: 10.1016/j.genhosppsych.2021.11.005.

KORNSTEIN, S. G. et al. Self-reported premenstrual exacerbation of depressive symptoms in patients seeking treatment for major depression. Psychological Medicine, v. 35, n. 5, p. 683-692, 2005. DOI: 10.1017/S0033291704004106.

04/10/2026

“Mas eu te vi sorrindo ontem.”

Quem tem depressão já ouviu alguma versão dessa frase, e ela machuca porque quem fala acha que depressão é chorar o dia inteiro num quarto escuro.

Uma criadora contou o que aprendeu na última crise depressiva, e três pontos do relato dela eu faço questão de reforçar.

Depressão se avalia pelo conjunto: os sintomas, o tempo que eles duram e o quanto atrapalham a vida. Dá pra ir ao cinema e continuar com depressão.

O combinado dos cinco minutos também tem base: começar pela ação possível, sem esperar a vontade aparecer, é o princípio da ativação comportamental, uma abordagem com boa evidência no tratamento da depressão.

E manter o acompanhamento depois de melhorar faz diferença. Numa revisão publicada na revista The Lancet, com mais de 4 mil pacientes que tinham melhorado com antidepressivo, 18% dos que continuaram o tratamento tiveram recaída, contra 41% dos que pararam.

O tempo de tratamento muda de pessoa pra pessoa, e é na consulta que isso se decide.

Se você sumiu e está com vergonha de voltar, marca a consulta. A sua psiquiatra vai querer saber como você está.

Qual desses três você mais precisava ouvir hoje? Me conta aqui embaixo 👇🏻

E manda pra alguém que já ouviu um “mas eu te vi sorrindo ontem”.

*Referência:

GEDDES, John R. et al. Relapse prevention with antidepressant drug treatment in depressive disorders: a systematic review. The Lancet, London, v. 361, n. 9358, p. 653-661, 2003. DOI: 10.1016/S0140-6736(03)12599-8. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12606176/.

Vídeo maravilhoso da Valeska Bruzzi

Toda vez que a gente foge de uma situação difícil, o alívio chega em segundos. É por isso que esses quatro hábitos são t...
02/10/2026

Toda vez que a gente foge de uma situação difícil, o alívio chega em segundos. É por isso que esses quatro hábitos são tão fáceis de manter.

O problema aparece depois: o cérebro entende que aquilo era mesmo perigoso, e a ansiedade sobe um pouco na próxima vez.

Com a tela funciona parecido: depois do atentado na Maratona de Boston, quem passou seis horas ou mais por dia vendo a cobertura teve nove vezes mais chance de estresse agudo alto do que quem viu menos de uma hora.

E o café entra nessa conta porque os sinais que ele provoca no corpo são quase os mesmos da ansiedade.

Se você se reconheceu nos quatro, escolhe um pra ajustar essa semana.

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*Referências:

HOLMAN, E. A.; GARFIN, D. R.; SILVER, R. C. Media’s role in broadcasting acute stress following the Boston Marathon bombings. PNAS, v. 111, n. 1, p. 93-98, 2014. DOI: 10.1073/pnas.1316265110.

KLEVEBRANT, L.; FRICK, A. Effects of caffeine on anxiety and panic attacks in patients with panic disorder: a systematic review and meta-analysis. General Hospital Psychiatry, v. 74, p. 22-31, 2022. DOI: 10.1016/j.genhosppsych.2021.11.005.

A Adele contou que, depois do divórcio, treinava de manhã, à tarde e à noite, e que nunca foi sobre emagrecer: era o mom...
01/10/2026

A Adele contou que, depois do divórcio, treinava de manhã, à tarde e à noite, e que nunca foi sobre emagrecer: era o momento em que ela se sentia melhor.

O mesmo mecanismo leva muita mulher pra cozinha no fim de um dia pesado: o cérebro registra o que alivia e oferece esse atalho na próxima vez.

Só que, nos estudos que acompanham as pessoas no momento exato do episódio, o mal-estar costuma aumentar depois, e aí entra a culpa.

Por isso o primeiro passo é olhar pro que vem antes da vontade: o cansaço, a briga, a cobrança do dia.

E se os episódios se repetem e vêm com sensação de perder o controle, vale procurar ajuda: isso tem tratamento.

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*Referências:
ADELE. Entrevista a Giles Hattersley. British Vogue, nov. 2021.

DINGEMANS, A.; DANNER, U.; PARKS, M. Emotion regulation in binge eating disorder: a review. Nutrients, v. 9, n. 11, 1274, 2017. DOI: 10.3390/nu9111274.

Esses quatro hábitos não substituem tratamento, e nenhum deles resolve sozinho um quadro de depressão.O que eles fazem é...
29/09/2026

Esses quatro hábitos não substituem tratamento, e nenhum deles resolve sozinho um quadro de depressão.

O que eles fazem é dar ao cérebro condições melhores de funcionar: a luz da manhã ajusta o relógio biológico, o treino de força mexe com o humor, começar pelo mais fácil devolve a sensação de concluir, e a luz baixa à noite prepara o sono.

Se quiser começar por um, comece pela luz da manhã, porque é o mais rápido de testar: dez minutos lá fora, antes de abrir o celular.

Vale olhar daqui a duas semanas pra ver o que mudou no seu sono e no seu ânimo.

E se o humor seguir baixo, procura ajuda. Hábito é apoio, tratamento é outra coisa.

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*Referências:

BURNS, A. C. et al. Time spent in outdoor light is associated with mood, sleep, and circadian rhythm-related outcomes: a cross-sectional and longitudinal study in over 400,000 UK Biobank participants. Journal of Affective Disorders, 2021. DOI: 10.1016/j.jad.2021.08.056.

GORDON, B. R. et al. Association of eff**acy of resistance exercise training with depressive symptoms: meta-analysis and meta-regression analysis of randomized clinical trials. JAMA Psychiatry, v. 75, n. 6, p. 566-576, 2018. DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2018.0572

BURNS, A. C. et al. Day and night light exposure are associated with psychiatric disorders: an objective light study in >85,000 people. Nature Mental Health, v. 1, p. 853-862, 2023. DOI: 10.1038/s44220-023-00135-8.

27/09/2026

Aqui está o que quase ninguém sabe sobre parar antidepressivo:

Uma pesquisa publicada na Lancet Psychiatry mediu, com exame de imagem, quanto do transportador de serotonina cada dose ocupa no cérebro.

A relação entre dose e efeito não é uma linha reta, e sim uma curva. Nas doses altas, cortar muito muda pouco.

Nas doses mais baixas, cortar um ou dois miligramas derruba uma fatia grande do efeito de uma vez.

Traduzindo: os últimos miligramas são os mais difíceis de todos. E quem toma há décadas pode precisar de anos para chegar ao zero, com redução lenta, proporcional e acompanhada.

A história do Cameron LaBar não é um argumento contra antidepressivo. É um argumento a favor da consulta de revisão que quase nunca acontece.

Se você toma há anos e nunca conversou sobre isso, leva essa pergunta na próxima consulta. E jamais reduza sozinho, principalmente benzodiazepínico.

Você já teve essa conversa com o seu médico? Me conta aqui embaixo 👇

Referência: HOROWITZ, M. A.; TAYLOR, D. Tapering of SSRI treatment to mitigate withdrawal symptoms. The Lancet Psychiatry, v. 6, n. 6, p. 538-546, 2019.

Você termina o almoço em cinco minutos mesmo tendo uma hora livre?Quando fazer tudo correndo vira hábito, o corpo passa ...
26/09/2026

Você termina o almoço em cinco minutos mesmo tendo uma hora livre?

Quando fazer tudo correndo vira hábito, o corpo passa o dia em alerta, mesmo sem nada urgente acontecendo. E o celular ajuda a manter esse estado, porque cada notif**ação dá a sensação de que tem alguma coisa importante pra resolver agora.

Num estudo com 124 adultos, quem passou uma semana checando o e-mail só três vezes por dia teve menos estresse no dia a dia do que na semana em que checou quantas vezes quis.

Os três treinos do vídeo seguem a mesma lógica: você age pelo que a situação pede, e com a repetição o corpo vai aprendendo que aquilo não era emergência.

Qual desses três é o mais difícil pra você? Me conta aqui embaixo 👇🏻

E manda pra alguém que responde mensagem em três segundos.

*Referência:
KUSHLEV, K.; DUNN, E. W. Checking email less frequently reduces stress. Computers in Human Behavior, v. 43, p. 220-228, 2015. DOI: 10.1016/j.chb.2014.11.005.

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