Nutricionista Luciano Lira

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Se existe uma condição clínica que foi normalizada ao longo dos anos, ela se chama constipação (prisão de ventre).Por se...
09/06/2026

Se existe uma condição clínica que foi normalizada ao longo dos anos, ela se chama constipação (prisão de ventre).

Por ser extremamente comum, especialmente entre as mulheres, muitas pessoas acreditam que ficar dias sem evacuar é algo normal. Mas é importante entender: comum e normal são coisas completamente diferentes.

A constipação é um sintoma e, como todo sintoma, merece investigação. Ela pode indicar alterações mecânicas, hormonais, neurológicas, metabólicas ou problemas relacionados à alimentação, microbiota intestinal e estilo de vida. O mais importante não é apenas fazer o intestino funcionar, mas descobrir por que ele não está funcionando adequadamente.

Embora muitas vezes pareça um problema "simples" ou "inofensivo", a constipação pode trazer diversas consequências. Entre elas estão gases, estufamento abdominal, dor, hemorroidas, fissuras anais e alterações da microbiota intestinal. Estudos também sugerem que o trânsito intestinal lento pode favorecer desequilíbrios intestinais que impactam a saúde digestiva, metabólica e imunológica.

Na prática clínica, pessoas constipadas frequentemente apresentam mais dificuldade para emagrecer, recuperar-se de processos inflamatórios e infecciosos e manter o adequado metabolismo e eliminação de hormônios, como o estradiol.

Por isso, prisão de ventre não deve ser romantizada ou encarada como algo normal apenas porque é frequente. Constipação é um sintoma. E sintomas existem para mostrar que algo precisa de atenção.

Vale lembrar o óbvio que é sempre ignorado!
03/06/2026

Vale lembrar o óbvio que é sempre ignorado!

Tem se tornado cada vez mais comuns pessoas apresentando quadro de virose com sintoma de febre, dor de cabeça, fadiga e ...
02/06/2026

Tem se tornado cada vez mais comuns pessoas apresentando quadro de virose com sintoma de febre, dor de cabeça, fadiga e diarreia, por exemplo, sendo tratadas com uso de antibiótico. Só que o uso de antibiótico não mata vírus!
Tem se tornado cada vez mais comuns pessoas apresentando quadro de virose com sintoma de febre, dor de cabeça, fadiga e diarreia, por exemplo, sendo tratadas com uso de antibiótico. Só que o uso de antibiótico não mata vírus
Por exemplo:
• Gripe (influenza) → antibiótico não trata o vírus.
• COVID-19 → antibiótico não trata o vírus.
• Resfriado comum → antibiótico não trata o vírus
Além disso, você acaba aumentando a chance de desenvolver uma disbiose intestinal, comprometendo sua saúde como um todo, afinal, uma das principais causas de disbiose intestinal é o uso de antibiótico. Então ao invés de resolver um problema, você pode estar arrumando dois problemas: Não eliminar o vírus e desenvolver uma disbiose intestinal.
No entanto, haverá casos de infecções virais onde pode ser complicada por uma infecção bacteriana secundária. Nesses casos o uso de antibiótico será necessário para tratar a bactéria, mas não o vírus.
Alguns pacientes de alto risco (imunossuprimidos, hospitalizados, doenças pulmonares graves, etc.) podem desenvolver infecções bacterianas associadas durante uma infecção viral. Uma gripe seguida de uma infecção bacteriana, por exemplo.
Portanto, o uso de antibióticos não faz sentido para tratar uma infecção viral isolada, pois eles não atuam contra vírus e aumenta o risco de uma disbiose intestinal. Contudo, podem ser necessários quando existe uma infecção bacteriana associada ou secundária.

A anemia ferropriva normalmente é a fase final de um processo que começa muito antes da hemoglobina cair. Antes da anemi...
17/05/2026

A anemia ferropriva normalmente é a fase final de um processo que começa muito antes da hemoglobina cair. Antes da anemia aparecer, o organismo já passa por uma redução gradual dos estoques de ferro, refletida principalmente pela queda da ferritina. Nessa fase, a pessoa pode apresentar sintomas como cansaço, queda de cabelo, unhas fracas, dificuldade de concentração, palpitações, compulsão por gelo ou doces e piora da imunidade, mesmo com hemoglobina ainda “normal”.

Com a progressão da deficiência, o corpo começa a economizar ferro e reduzir sua utilização nos tecidos. A saturação de transferrina pode cair, o transporte de oxigênio se torna menos eficiente e surgem alterações funcionais importantes antes da anemia instalada. Ou seja: esperar a hemoglobina cair para pensar em ferro é como esperar o tanque secar totalmente para perceber que o combustível estava acabando há muito tempo.

07/05/2026

As amígdalas não servem apenas para “inflamar”. Elas fazem parte do sistema de defesa do corpo e funcionam como uma espécie de “porteiro imunológico”, ajudando a reconhecer vírus, bactérias e outras substâncias que entram pela boca e nariz. Quando as amígdalas são removidas através da amigdalectomia, algumas pessoas podem acabar tendo alterações na forma como o sistema imune reage, principalmente no intestino, que também é um dos maiores órgãos imunológicos do corpo.

Além disso, muitas pessoas que retiraram as amígdalas passaram anos utilizando antibióticos por causa de infecções recorrentes. Esse uso frequente pode causar Disbiose intestinal, alterando as bactérias benéficas do intestino. Com isso, o intestino pode ficar mais sensível, inflamado e reativo, favorecendo sintomas como gases, dor abdominal, distensão, diarreia ou constipação — características da Síndrome do Intestino Irritável.

Ou seja: a cirurgia de amígdalas provavelmente não é a única causa da SII, mas pode funcionar como um gatilho dentro de um contexto maior envolvendo imunidade, microbiota e inflamação intestinal.
Estudos:
1- “Mendelian randomization analysis reveals causal relationship between tonsillectomy and IBS”

👉 Publicado em 2025 na revista Frontiers in Surgery.
2- “Impact of tonsillectomy on irritable bowel syndrome: A nationwide population-based cohort study”

👉 Estudo observacional grande publicado na PLOS One.

06/05/2026

A Síndrome do Intestino Irritável não deve ser vista como um problema isolado do intestino, mas como a manifestação de um desequilíbrio mais amplo envolvendo o eixo cérebro-intestino, a imunidade e a microbiota. Condições como fibromialgia, disbiose intestinal, intolerância à histamina, sensibilidade ao glúten não celíaca, cistite intersticial, ansiedade, depressão e até fatores como a remoção das amígdalas podem atuar como gatilhos ou perpetuadores do quadro. Por isso, uma abordagem mais ampla e integrativa é essencial para entender e tratar a SII de forma eficaz.

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