25/04/2026
Na última semana estive em São Paulo participando de um dos maiores congressos de nutrição materno-infantil do país.
Foram discussões importantes sobre a realidade atual da saúde materna e da infância — temas urgentes, que já se apresentam como condições clínicas cada vez mais frequentes. Foi potente ouvir profissionais que acompanho há anos, produzindo ciência séria e comprometida com o cuidado real.
Mas saí de lá também com reflexões importantes…
Falamos sobre alimentação in natura, sobre o impacto da vida moderna, sobre a dificuldade de cozinhar, sobre a sobrecarga materna, sobre microbiota intestinal… e, ao mesmo tempo, estávamos cercados por brindes, amostras e produtos que, dependendo do contexto, são desnecessários — ou até contraindicados. Confesso: em alguns momentos, me senti dentro de uma farmácia ao olhar a sacola de brindes.
A imagem da fruta, inclusive, as únicas presentes no dia,que compartilho aqui veio acompanhada de uma degustação de produto industrializado — algo presente na rotina de muitas crianças, mas que, em muitos casos, sequer seria necessário.
F**a a pergunta: que mensagem estamos, de fato, reforçando?
Entre a teoria e a prática, ainda existe um abismo.
Sigo filtrando, refletindo e trazendo para as famílias aquilo que realmente importa: ciência de qualidade, cuidado possível e escolhas conscientes — sem deixar que a indústria dite nossas práticas.
Porque promover saúde vai muito além do discurso.