Dra. Letícia da Matta Mazzali

Dra. Letícia da Matta Mazzali Informações sobre saúde e qualidade de vida

Às vezes, o que parece falta de disciplina é apenas uma estratégia que não cabe na vida real.Uma orientação pode funcion...
24/08/2026

Às vezes, o que parece falta de disciplina é apenas uma estratégia que não cabe na vida real.
Uma orientação pode funcionar muito bem no papel e ainda assim não funcionar para aquela pessoa,
naquele momento e naquela rotina.
Por isso, antes de pensar no que precisa ser mudado, é importante compreender quem está tentando
mudar.
Cuidar da saúde não é fazer tudo perfeitamente. É construir escolhas que possam ser repetidas mesmo quando a semana não acontece como o planejado.
Qual é a maior dificuldade que você encontra para cuidar da sua saúde hoje?

20/08/2026

POV: você é de Virgem e acha que perfeccionismo, memória seletivamente impecável, intolerância à incompetência e overthinking são apenas “traços de personalidade”. 😂♍️
A temporada está chegando e, aparentemente, chegou a nossa hora de sermos julgadas por querer tudo minimamente BEM FEITO.

Desculpa, mundo. A gente tenta relaxar.
Mas alguém precisa perceber o detalhe que ninguém percebe🤣
Virginianas, apresentem-se 🙋🏻‍♀️

Nem todo ultraprocessado é igual — e talvez esteja na hora de discutir esse tema com mais nuance.O consumo elevado de ul...
18/08/2026

Nem todo ultraprocessado é igual — e talvez esteja na hora de discutir esse tema com mais nuance.
O consumo elevado de ultraprocessados continua associado a maior risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros desfechos adversos à saúde.
Mas a discussão científica atual vai além da classificação: quanto desses efeitos está relacionado ao processamento em si e quanto às características que frequentemente acompanham esses alimentos, como alta densidade energética, pouca fibra, hiperpalatabilidade, excesso de açúcar, gorduras e sódio?
Isso ajuda a entender por que alimentos nutricionalmente muito diferentes podem estar dentro da mesma categoria. Refrigerante, biscoito recheado, pão integral industrializado e alguns iogurtes proteicos podem ser classificados como ultraprocessados — mas não têm a mesma composição nutricional nem necessariamente o mesmo impacto dentro da dieta.
Isso não significa “liberar” ultraprocessados. Alimentos in natura e minimamente processados continuam devendo formar a base da alimentação.
O ponto é evitar transformar ciência nutricional em uma lista de proibições.
Mais do que contar ingredientes, precisamos avaliar composição, quantidade, frequência e contexto alimentar.
Nem todo ultraprocessado é igual. Mas fazer deles a base da alimentação continua sendo uma má ideia.
📩 Salve este post e 📤 compartilhe com alguém que ainda enxerga a nutrição apenas em preto e branco..

“A OMS classificou alguns alimentos como cancerígenos.”A frase assusta — mas precisa de contexto.Quando falamos em carne...
14/08/2026

“A OMS classificou alguns alimentos como cancerígenos.”
A frase assusta — mas precisa de contexto.
Quando falamos em carnes processadas, como bacon, salsicha, linguiça, salame, presunto e mortadela, existe evidência suficiente de associação com câncer, principalmente colorretal.
Mas aqui está um ponto fundamental: estar no Grupo 1 não significa ter o mesmo risco do cigarro.
Essa classificação fala sobre a força da evidência científica de que determinado agente pode causar câncer. Ela não compara, por si só, o tamanho do risco entre diferentes exposições.
No caso das carnes processadas, o consumo de aproximadamente 50 g por dia foi associado a cerca de 18% de aumento relativo no risco de câncer colorretal.
Isso não significa que comer 50g vai causar câncer. Significa que, em nível populacional, o risco aumenta com o consumo frequente e ao longo do tempo.
E a carne vermelha? Ela é classificada como provavelmente carcinogênica para humanos, com evidência menos robusta do que a observada para carnes processadas.
O preparo também importa: temperaturas muito elevadas, alimentos muito tostados ou carbonizados e alguns processos de cura e defumação podem favorecer a formação de compostos potencialmente carcinogênicos.
E atenção: “ultraprocessado” não é, por si só, uma classificação de carcinogenicidade. Existem associações importantes em estudos, mas isso é diferente de dizer que todo ultraprocessado está formalmente classificado como cancerígeno.
A mensagem NÃO é ter medo da comida.
É entender que frequência, quantidade, padrão alimentar e exposição ao longo da vida importam.
Priorize alimentos in natura ou minimamente processados, reduza carnes processadas, modere o consumo de carne vermelha e evite transformar alimentos carbonizados em rotina.
Prevenção não é proibição. É reduzir exposições evitáveis ao longo da vida 😉.
📩 Salve este post e 📤 compartilhe com quem precisa entender esse assunto sem terrorismo nutricional.

Gordura saturada precisa ser cortada da alimentação?Não necessariamente.Ela está presente naturalmente em diversos alime...
13/08/2026

Gordura saturada precisa ser cortada da alimentação?
Não necessariamente.
Ela está presente naturalmente em diversos alimentos e pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O problema começa quando o consumo é excessivo, quando a dieta passa a concentrar fontes menos interessantes ou quando as gorduras saturadas ocupam o lugar das gorduras mono e poli-insaturadas.
E aqui existe um detalhe importante: não basta olhar apenas para o nutriente isoladamente.
O alimento que carrega essa gordura também importa.
Não é a mesma coisa consumir gordura saturada através de ovos, iogurte natural, queijo em quantidades adequadas ou uma carne in natura e obtê-la predominantemente de embutidos, frituras, biscoitos recheados e outros ultraprocessados.
Outro ponto que gera muita confusão é a ideia de que manteiga, banha e óleo de coco seriam escolhas superiores por serem “naturais”.
Eles podem fazer parte da alimentação, mas continuam sendo fontes concentradas de gordura saturada. Para o uso habitual, as principais diretrizes cardiovasculares recomendam que a maior parte da gordura da dieta venha de fontes insaturadas, como azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes e peixes.
De maneira geral, a OMS recomenda que as gorduras saturadas representem menos de 10% do valor energético total, preferencialmente substituídas por gorduras insaturadas.
Em pessoas com dislipidemia ou maior risco cardiovascular, a estratégia pode ser ainda mais rigorosa. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025, por exemplo, propõe gordura saturada

11/08/2026

Hoje completamos 2 anos de nós ❤️
Dois anos de história, de parceria, de aprendizados, de risadas, de desafios, de momentos incríveis e também daqueles dias em que amar significou ter paciência, conversar, compreender e escolher continuar caminhando lado a lado.
E talvez seja exatamente isso que eu mais valorize na nossa história: ela é real. Não é feita apenas dos momentos perfeitos, mas de duas pessoas que, com suas diferenças, seus defeitos e suas particularidades, continuam escolhendo uma à outra.
Sou muito grata por tudo o que já vivemos, por cada memória que construímos e por ter você dividindo comigo a vida, os planos, a rotina, os sonhos, os perrengues e as loucuras do caminho.
Que a gente continue crescendo juntos, amadurecendo, aprendendo um com o outro e construindo uma relação cada vez mais forte, leve, cúmplice e verdadeira.
Que Deus continue abençoando nossa história, protegendo nosso caminho e nos dando sabedoria para cuidarmos sempre daquilo que estamos construindo.
Feliz 2 anos para nós, meu amor ❤️
Que venham muitos outros capítulos, muitas histórias, muitos sonhos realizados e uma vida inteira de motivos para continuarmos escolhendo um ao outro.
Te love you muito Roberto Rios ❤️

Ao longo da série Nutrição sem Mitos, falamos sobre os macronutrientes, suas funções e a importância de cada um deles pa...
10/08/2026

Ao longo da série Nutrição sem Mitos, falamos sobre os macronutrientes, suas funções e a importância de cada um deles para o organismo.
Mas depois de entender o papel das proteínas, dos carboidratos e das gorduras, surge outra pergunta:
Como distribuí-los ao longo do dia? 🤔
A primeira coisa que você precisa saber é que não existe uma distribuição perfeita e universal.
🥩 Proteínas: além de atingir uma ingestão proteica diária adequada, distribuir a proteína entre as refeições pode ser uma estratégia interessante para estimular a síntese proteica muscular ao longo do dia e contribuir para a manutenção e o ganho de massa muscular.
🍚 Carboidratos: não existe motivo para bani-los depois das 18h. Sua distribuição deve considerar a ingestão energética total, a rotina, a demanda energética e o treinamento. Em torno do exercício, a disponibilidade adequada de carboidratos pode contribuir para o desempenho e a recuperação.
🥑 Gorduras: também fazem parte de uma alimentação equilibrada e exercem funções importantes no organismo. Próximo ao treino, porém, refeições muito ricas em gordura podem retardar o esvaziamento gástrico e causar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas.
E aqui está o ponto principal: o horário importa, mas o contexto importa ainda mais.
Antes de tentar encontrar o “momento perfeito” para consumir cada nutriente, precisamos considerar a alimentação como um todo: quantidade, qualidade, rotina, treinamento, objetivo e necessidades individuais.
E assim chegamos ao último post da série Nutrição sem Mitos. 🤍
A proposta, desde o início, foi mostrar que alimentação não precisa ser guiada por regras rígidas, proibições ou medo.
Nutrição precisa de ciência, equilíbrio e individualização.
Mais ciência.
Menos terrorismo nutricional.
Salve este post e compartilhe com alguém que ainda acha que carboidrato depois das 18h vira gordura automaticamente😉.

A diminuição da libido é uma das queixas mais frequentes no consultório feminino e, infelizmente, também uma das mais ce...
06/08/2026

A diminuição da libido é uma das queixas mais frequentes no consultório feminino e, infelizmente, também uma das mais cercadas por mitos.
É comum acreditar que tudo se resolve com reposição de testosterona. Na prática, a situação é muito mais complexa.
O desejo sexual feminino é influenciado por fatores hormonais, emocionais, psicológicos, relacionais, metabólicos e pelo estilo de vida.
Antes de qualquer tratamento, é fundamental entender por que a libido diminuiu.
Em muitas mulheres, melhorar o sono, reduzir o estresse, tratar ansiedade ou depressão, corrigir deficiências nutricionais, controlar doenças como hipotireoidismo e diabetes, aliviar a dor durante a relação ou ajustar medicamentos pode trazer resultados significativos.
Quando existe indicação, a terapia hormonal também pode fazer parte do tratamento, mas ela deve ser individualizada e baseada nas melhores evidências científicas.
Cada mulher merece uma avaliação completa e um plano terapêutico personalizado.

📚Referências científicas:

• ISSWSH Clinical Practice Guideline for the Use of Systemic Testosterone for Hypoactive S*xual Desire Disorder in Women. J S*x Med. 2021.
• North American Menopause Society (NAMS). The 2022 Hormone Therapy Position Statement. Menopause. 2022.
• ACOG Practice Bulletin – Female S*xual Dysfunction. Obstetrics & Gynecology.
• International Society for the Study of Women’s S*xual Health (ISSWSH). Consensus Statements on Female S*xual Dysfunction.

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Avenida Nove De Julho, 3575/Salas 2113/2114/Maxime Office Tower/Anhangabaú
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13208-056

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