Dr. Thales Rossatto

Dr. Thales Rossatto Especialista em Endocrinologia,Medicina do esporte e Pediatria

15/05/2026
TEA, NUTRIÇÃO E INTESTINO: POR QUE PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO?Crianças com TEA frequentemente apresentam seletividade a...
01/03/2026

TEA, NUTRIÇÃO E INTESTINO: POR QUE PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO?

Crianças com TEA frequentemente apresentam seletividade alimentar importante. Essa seletividade pode estar relacionada a alterações no processamento sensorial:

– Algumas têm hipersensibilidade: rejeitam alimentos por textura, cheiro, cor ou consistência.
– Outras têm hipossensibilidade: preferem alimentos muito doces, salgados ou altamente palatáveis.

O resultado pode ser uma alimentação pouco variada e desequilibrada.

Entre as alterações nutricionais mais descritas estão:

• Deficiência de ferro (com risco de anemia)
• Baixos níveis de zinco e cálcio
• Deficiência de vitamina D
• Alterações nas vitaminas do complexo B
• Ingestão proteica insuficiente

Além disso, existe um “duplo risco” nutricional no TEA.

Algumas crianças evoluem com baixo peso, outras apresentam sobrepeso ou obesidade, com maior risco para diabetes tipo 2, dislipidemia, esteatose hepática e alterações hormonais. Entre os fatores envolvidos estão seletividade por alimentos calóricos, menor nível de atividade física, uso de antipsicóticos e alterações do sono.

Os problemas gastrointestinais também são muito frequentes. Constipação, diarreia, dor abdominal e refluxo aparecem em grande parte das crianças com TEA. E não é raro que sintomas intestinais intensifiquem irritabilidade, ansiedade e alterações comportamentais.

Outro ponto relevante é a microbiota intestinal. Estudos mostram alterações na composição bacteriana, com possível impacto na inflamação, na permeabilidade intestinal e na produção de neurotransmissores como serotonina e GABA. Ainda não há protocolos padronizados para probióticos, mas essa é uma área em expansão.

O mais importante: não existe abordagem única.

O cuidado nutricional no TEA deve ser individualizado, considerando:

– Perfil sensorial
– Grau de seletividade
– Crescimento e estado nutricional
– Sintomas gastrointestinais
– Contexto familiar

Nutrição não é detalhe no TEA.
É parte estruturante do acompanhamento clínico.

Avaliar crescimento, padrão alimentar e sintomas intestinais precisa fazer parte da rotina.

Um estudo nacional realizado nos Estados Unidos, com mais de 1.500 crianças e adolescentes, trouxe um dado relevante:• 8...
27/02/2026

Um estudo nacional realizado nos Estados Unidos, com mais de 1.500 crianças e adolescentes, trouxe um dado relevante:

• 82% dos pais de crianças com sobrepeso não percebem essa condição
• 44% dos pais de crianças com obesidade também subestimam o peso

Não se trata de descuido. Muitas vezes o padrão ao redor muda a referência do que é considerado “normal”, o que pode atrasar a identificação do excesso de peso.

Um ponto importante do estudo foi a influência da orientação médica:

• Pais que não receberam (ou não se lembravam de ter recebido) feedback do profissional de saúde apresentaram chance quase 10 vezes maior de subestimar o peso do filho
• Quando há comunicação clara, a percepção tende a ser mais adequada.
Quanto mais precoce a identificação, mais simples tende a ser a intervenção.

➡️Se houver dúvida sobre o crescimento ou o peso do seu filho, uma avaliação técnica adequada pode esclarecer e orientar com segurança.

Prevenção começa com informação qualificada e acompanhamento responsável.

HIPOGONADISMO MASCULINODiagnóstico correto. Terapia responsável.Hipogonadismo não é anti-aging.É uma síndrome clínica qu...
25/02/2026

HIPOGONADISMO MASCULINO

Diagnóstico correto. Terapia responsável.

Hipogonadismo não é anti-aging.
É uma síndrome clínica que exige:

✔ Sintomas persistentes
✔ Testosterona baixa confirmada em 2 exames matinais
✔ Exclusão de causas reversíveis
✔ Avaliação etiológica

Não se recomenda rastreamento indiscriminado.



FUNCIONAL OU ORGÂNICO?

🔹 Orgânico → lesão estrutural permanente
🔹 Funcional → potencialmente reversível

Causas comuns do funcional:
• Obesidade (MOSH)
• Diabetes
• Inflamação crônica
• Anabolizantes
• RED-S

⚠ Perda de peso pode normalizar testosterona.
Nem todo paciente precisa de TRT.



FERTILIDADE IMPORTA

Testosterona exógena:

❌ Suprime LH/FSH
❌ Inibe espermatogênese
❌ Pode causar infertilidade

📌 Espermograma basal se houver desejo reprodutivo.
TRT não é indicada para quem deseja engravidar a parceira.



QUANDO INDICAR TRT?

✔ Sintomas + testosterona inequivocamente baixa
✔ Sem contraindicações
✔ Decisão compartilhada

🎯 Alvo: 400–700 ng/dL
Monitorar: hematócrito, PSA, perfil metabólico e sintomas.

TRT não é para envelhecimento fisiológico ou performance.



NO BRASIL

❌ Não há testosterona oral ou pellets aprovados com segurança validada.
Sociedades não recomendam formulações manipuladas.

Opções seguras:

✔ Undecanoato IM (10–14 semanas)
✔ Gel transdérmico diário



PRINCÍPIO CENTRAL

Reposição hormonal exige critério.
Individualização é fundamental.

Endereço

Lages, SC

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