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SERÁ QUE CONSUMIR ALGAS PODERIA SER A SOLUÇÃO PARA AUMENTAR A INGESTÃO DE IODO NA DIETA DO BRASILEIRO?A baixa ingestão d...
11/05/2026

SERÁ QUE CONSUMIR ALGAS PODERIA SER A SOLUÇÃO PARA AUMENTAR A INGESTÃO DE IODO NA DIETA DO BRASILEIRO?

A baixa ingestão de iodo é comum dentre as mulheres e as gestantes brasileiras e as algas marinhas são uma das fontes mais ricas desse mineral e, embora o seu consumo não seja habitual aqui no Brasil, atualmente, estão cada vez mais disponíveis na nossa dieta. Mas será que as algas marinhas poderiam ser a solução para aumentar a ingestão desse micromineral na dieta do brasileiro?

Não é novidade que as algas marinhas não são plantas, embora realizem fotossíntese. A maioria das algas pertence ao reino Protista, enquanto plantas estão no reino Plantae, diferenciando-se dessas por terem estruturas muito mais simples, sem raízes, caules, folhas ou vasos condutores de seiva verdadeiros.

As algas comestíveis mais comuns são a Nori, a Wakame e a Kombu, as quais são ricas em fibras, polissacarídeos, minerais (iodo, cálcio, magnésio, potássio, ferro, sódio, fósforo), proteínas, ômega 3, flavonoides, carotenoides e vitaminas (A, C, E, K), ideais para melhorar o funcionamento do organismo.

As algas marinhas são a fonte mais concentrada de iodo, com teores variando amplamente de 1.470 microgramas por 100 gramas (nori) a mais de 440.670 mcg/100g (Kombu), dependendo da espécie. Determinar o teor de iodo nas diferentes espécies é um desafio, pois a maioria dos alimentos não inclui esses valores em seus rótulos.

Consumir iodo além dos valores recomendados é prejudicial à saúde, pois pode causar, por exemplo, disfunções na tireoide, por isso, é desaconselhado o consumo de algas marinhas mais que uma vez por semana, especialmente durante a gravidez. Porém, a recomendação para evitar o consumo de algas significaria que muitos de nós estaríamos deixando de ingerir uma fonte concentrada de iodo, especialmente se seguimos uma dieta vegetariana ou não consumimos frutos do mar.

Há variedades de algas que podem exceder em muito os valores recomendados de consumo, mesmo em pequenas quantidades, às vezes mais do que o dobro do limite máximo recomendado. Por isso conhecer o teor de iodo das diferentes variedades de algas e considerar a quantidade e a frequência com que são consumidas pode nos ajuda a evitar a intoxicação.

Os valores médios de iodo para as duas principais variedades de algas marinhas secas comuns aqui no Brasil são:

Nori: 1.470 mcg/100 g;
Wakame: 16.830 mcg/100 g;

A nori (Pyropia/Porphyra): alga vermelha, usada seca em folhas para sushi, conhecida por ser boa fonte de proteínas e ômega 3.

A wakame (Undaria pinnatifida): alga marrom, riquíssima em iodo, magnésio e cálcio. É o tipo comumente usado em missoshiru (sopa de missô).

O teor de iodo nas algas marinhas varia dependendo da origem, do tipo e da forma de preparo, já a sua biodisponibilidade depende da matriz alimentar, dos outros alimentos consumidos em conjunto, da forma de preparo e do estilo de vida do indivíduo. O tabagismo e a disbiose, por exemplo, diminuem a absorção de iodo.

Além disso, há de se considerar que a absorção de iodo disponível a partir de algas marinhas varia de 49% a 82%. Isso significa que consumir alimentos com uma alta concentração de iodo não faz com que o organismo absorva 100% desse mineral. Porém isso não significa que devemos ingerir grandes porções de algas ricas em iodo, pois isso seria consumir além dos valores do UL.

A RDA é o nível de ingestão diária de nutrientes suficiente para atender às necessidades de 97% a 98% da população saudável. A RDA (Ingestão Dietética Recomendada) serve como meta de consumo individual para evitar deficiências nutricionais. As RDAs de iodo por faixa etária são:

90 mcg (crianças de 1 a 3 anos);
90 mcg (crianças de 4 a 8 anos);
120 mcg (crianças de 9 a 13 anos);
150 mcg (para adolescentes: 14 a 18 anos);
150 mcg (para adultos: a partir de 19 anos e idosos: > 65 anos);

Para gestantes e para lactantes as necessidades aumentam para 220 mcg/dia e 290 mcg/dia, respectivamente.

Não há dados, na data atual, sobre o consumo de algas marinhas e sua contribuição para a aquisição de iodo na dieta brasileira. A única recomendação dietética brasileira sobre o consumo de algas, ou, sobre a prevenção da intoxicação por iodo advindo do consumo de algas, é que seja igual ao consumo diário estimado de algas marinhas consumidas por adultos nos países do Leste Asiático que é cerca de 5,2 gramas na China, 8,5 gr. na Coreia do Sul e 7,0 gr. no Japão.

Na dieta do brasileiro, isso seria cerca de 5 gramas de nori seco/dia (2 folhas), o que parece ser uma porção adequada, fornecendo 73,5 mcg de iodo, cerca de 1/2 da RDA de iodo para adultos.

No caso da wakame seca, o cuidado deve ser redobrado, pois em 2 folhas (5 gramas) de alga há cerca de 841,5 mcg, ou seja, 5,6 vezes a RDA de iodo para adultos que é 150 mcg por dia, o que excede o UL para crianças.

Há de se considerar que nos países asiáticos as algas marinhas fazem parte da dieta habitual, por isso essas populações são adaptadas biologicamente a absorver menos iodo das algas, devido ao feedback negativo, o qual equilibra a absorção de nutrientes quando há o seu aumento, acima do normal, no sangue, desencadeia-se uma resposta que diminui a absorção ou captação desse mesmo nutriente para manter a homeostase.

O Limite Superior de Ingestão Tolerável ou UL (Tolerable Upper Intake Level) é o limite diário de ingestão de nutrientes o qual não é meta de consumo a qual não deve ser ultrapassado, pois o excesso de iodo é prejudicial à saúde.

Eis os ULs de iodo por faixa etária:

200 mcg (crianças de 1 a 3 anos);
300 mcg (crianças de 4 a 8 anos);
600 mcg (crianças de 9 a 13 anos);
900 mcg (para adolescentes: 14 a 18 anos);
1.100 mcg (para adultos: a partir de 19 anos e idosos: > 65 anos).

Por ser a mais consumida no Brasil e com o menor teor de iodo, muito menor do que o de muitas outras variedades de algas marinhas secas, a nori é a melhor opção para aumentar a ingestão desse mineral na dieta brasileira.

Não podemos nos esquecer de que na nossa dieta, o iodo é adquirido principalmente de alimentos vegetais e animais. Por isso, é recomendado consumir apenas pequenas porções (de 1g a 2,5g) da wakame ou da nori apenas uma vez por semana, evitando a kombu pois possui iodo demais.

Ass. Dra. Dayla Vieira

AS PRINCIPAIS FONTES ALIMENTARES DE IODO DE ORIGEM VEGETAL NA DIETA DO BRASILEIRO:O iodo é um micromineral essencial par...
11/05/2026

AS PRINCIPAIS FONTES ALIMENTARES DE IODO DE ORIGEM VEGETAL NA DIETA DO BRASILEIRO:

O iodo é um micromineral essencial para a produção dos hormônios tireoidianos T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) os quais participam do crescimento e desenvolvimento físico e neurológico do organismo humano, especialmente na gestação e na infância.

Além de fazer parte dos hormônios tireoidianos os quais orquestram o metabolismo corporal na produção de energia, no uso das calorias, na lipólise subcutânea, no controle da temperatura corporal, do ritmo cardíaco e da função intestinal, o iodo compõe os sistemas de defesas antioxidantes, o que ajuda a preservar a integridade celular e tecidual.

O iodo está naturalmente na crosta terrestre, em maiores concentrações próximo ao oceano. Da mesma forma que para outros micronutrientes, a sua concentração varia muito dependendo das condições ambientais às quais o vegetal foi submetido: composição química do solo, proximidade do oceano, uso de suprimentos, condições de colheita, armazenamento e processamento.

O sal iodado, as algas, os peixes, frutos do mar, os laticínios e os ovos são as principais fontes de iodo na alimentação humana. Ao passo que, as carnes, os cereais e as leguminosas são fontes secundárias. Os vegetais (verduras, legumes e frutas) não são ricos em iodo, pois dependem do teor do micromineral no solo no qual foi cultivado, porém contribuem para o consumo diário.

É ideal que haja o consumo MODERADO de algas e de alimentos de origem animal, pois neles há mais sódio. O mesmo vale para o sal de cozinha (Cloreto de sódio), pois além de ser boa fonte de iodo, possui sódio, o qual em excesso eleva a pressão arterial.

A exemplo: em 5 gramas (gr) de sal (1 colher de chá rasa) há cerca de 175 microgramas (mcg) de iodo e 2 gramas ou 2.000 miligramas de sódio, valores que são recomendados como teto de ingestão para pessoas saudáveis, ou seja, sem disfunções da tireoide, não hipertensas, não cardiopatas e que não tenham problemas renais e/ou hepáticos.

Nem sempre a dieta humana é rica das principais fontes alimentares de iodo, dessa forma, o ideal é que a dieta seja variada para que os alimentos de origem vegetal e animal complementem-se.

Para determinar dietas, nós consideramos o limite diário de ingestão ou UL que não é meta de consumo e, por isso, não é ultrapassado, pois o excesso de iodo é prejudicial à saúde. Eis os ULs de iodo por faixa etária:

200 mcg (crianças de 1 a 3 anos);
300 mcg (crianças de 4 a 8 anos);
600 mcg (crianças de 9 a 13 anos);
900 mcg (para adolescentes: 14 a 18 anos);
1.100 mcg (para adultos: a partir de 19 anos e idosos: > 65 anos).

O Limite Superior de Ingestão Tolerável ou UL (Tolerable Upper Intake Level) é o maior valor de ingestão diária crônica de um nutriente que provavelmente não causa riscos à saúde para quase toda a população, representando o limite máximo seguro, prevenindo efeitos adversos do excesso.

Já a RDA (Recommended Dietary Allowance ou Ingestão Dietética Recomendada) é o nível de ingestão diária de nutrientes suficiente para atender às necessidades de 97% a 98% da população saudável a qual serve como meta de consumo individual para evitar deficiências nutricionais. As RDAs de iodo por faixa etária são:

90 mcg (crianças de 1 a 3 anos);
90 mcg (crianças de 4 a 8 anos);
120 mcg (crianças de 9 a 13 anos);
150 mcg (para adolescentes: 14 a 18 anos);
150 (para adultos: a partir de 19 anos e idosos: > 65 anos)

Para gestantes e para lactantes as necessidades aumentam para 220 mcg/dia e 290 mcg/dia, respectivamente.

A seguir, uma pequena lista de alimentos vegetais mais conhecidos no Brasil com suas quantidades de iodo em microgramas por 100 gramas de alimento:

Berinjela cozida: 98,0 mcg;
Maçã com casca: 62,2 mcg;
Couve-flor cozida: 60,4 mcg;
Banana prata: 47,7 mcg;
Cenoura cozida: 38,4 mcg;
Alface: 21,3 mcg;
Feijão cozido: 14,2 mcg;
Tomate vermelho: 13,3 mcg;
Arroz branco cozido: 13,2 mcg;
Batata inglesa cozida: 11,4 mcg;
Rúcula: 11,3 mcg;
Tangerina: 10,3 mcg;
Vagem cozida: 9,6 mcg;
Almeirão: 6,4 mcg;
Abobrinha: 5,7 mcg;
Pera: 5,2 mcg.

Ass. Dra. Dayla Vieira

AS PRINCIPAIS FONTES ALIMENTARES DE IODO DE ORIGEM ANIMAL NA DIETA DO BRASILEIRO:O iodo é um micromineral essencial para...
07/05/2026

AS PRINCIPAIS FONTES ALIMENTARES DE IODO DE ORIGEM ANIMAL NA DIETA DO BRASILEIRO:

O iodo é um micromineral essencial para a produção dos hormônios tireoidianos T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) os quais participam do crescimento e desenvolvimento físico e neurológico do organismo humano, especialmente na gestação e na infância.

Além de fazer parte dos hormônios tireoidianos os quais orquestram o metabolismo corporal na produção de energia, no uso das calorias, na lipólise subcutânea, no controle da temperatura corporal, do ritmo cardíaco e da função intestinal, o iodo compõe os sistemas de defesas antioxidantes, o que ajuda a preservar a integridade celular e tecidual.

O iodo está naturalmente na crosta terrestre, em maiores concentrações próximo ao oceano. Da mesma forma que para outros micronutrientes, a sua concentração nos alimentos varia muito dependendo das condições ambientais às quais foi submetido.

O sal iodado, as algas, os peixes, frutos do mar, os laticínios e os ovos são as principais fontes de iodo na alimentação humana. Ao passo que, as carnes, os cereais e as leguminosas são fontes secundárias. Os vegetais (verduras, legumes e frutas) não são ricos em iodo, pois dependem do teor do micromineral no solo no qual foi cultivado, porém contribuem para o consumo diário.

Dessa forma, o ideal é que a dieta seja variada e composta de fontes alimentares de iodo de origem vegetal e animal, complementando-se, pois as algas e os peixes marinhos acumulam altos níveis de mercúrio (metilmercúrio) e de outros metais pesados devido à contaminação ambiental. Espécies como cação, peixe-espada e atum, possuem maior risco de contaminação por metais pesados. Consumir esses peixes com muita frequência pode causar riscos à saúde, sendo recomendado moderar o seu consumo.

É ideal que haja o consumo MODERADO de algas e alimentos de origem animal, também, pelo fato deles possuirem mais sódio que os vegetais. O mesmo vale para o sal de cozinha (Cloreto de sódio), pois além de ser boa fonte de iodo, possui sódio, o qual em excesso eleva a pressão arterial.

A exemplo: em 5 gramas (gr) de sal (1 colher de chá rasa) há cerca de 175 microgramas (mcg) de iodo e 2 gramas ou 2.000 miligramas de sódio, valores que são recomendados como teto de ingestão para pessoas saudáveis, ou seja, sem disfunções da tireoide, não hipertensas, não cardiopatas e que não tenham problemas renais e/ou hepáticos.

Para formular dietas, nós usamos a RDA (Recommended Dietary Allowance) ou Ingestão Dietética Recomendada que são os valores recomendados de ingestão diária de nutrientes para população saudável e que serve como meta de consumo individual para evitar deficiências nutricionais. As RDAs de iodo por faixa etária são:

90 mcg (crianças de 1 a 3 anos);
90 mcg (crianças de 4 a 8 anos);
120 mcg (crianças de 9 a 13 anos);
150 mcg (para adolescentes: 14 a 18 anos);
150 mcg (para adultos: a partir de 19 anos e idosos: > 65 anos);

Para gestantes e para lactantes as necessidades aumentam para 220 mcg/dia e 290 mcg/dia, respectivamente.

Já o limite diário de ingestão ou UL não é meta de consumo e não deve ser ultrapassado, pois o excesso de iodo é prejudicial à saúde. Eis os ULs de iodo por faixa etária:

200 mcg (crianças de 1 a 3 anos);
300 mcg (crianças de 4 a 8 anos);
600 mcg (crianças de 9 a 13 anos);
900 mcg (para adolescentes: 14 a 18 anos);
1.100 mcg (para adultos: a partir de 19 anos e idosos).

Ass. Dra. Dayla Vieira

A palavra “bociogênico” significa algo que causa “Bócio”, doença que se caracteriza pelo aumento de volume da glândula t...
07/05/2026

A palavra “bociogênico” significa algo que causa “Bócio”, doença que se caracteriza pelo aumento de volume da glândula tireoide e que pode ser causada pela diminuição da captação de iodo da dieta, podendo estar associada ao hipotireoidismo (funcionamento lento da glândula) e com menos frequência ao hipertireoidismo (atividade acelerada).

Alguns dos sinais e sintomas do Bócio são:

✔️ Alteração de peso (perda de peso no hipertireoidismo ou ganho de peso no hipotireoidismo);
✔️ Dificuldade para deglutir devido à compressão local;
✔️ Aumento do volume do pescoço;
✔️ Nódulos e dor no pescoço;
✔️ Dificuldade para respirar;
✔️ Menstruação irregular;
✔️ Constipação intestinal;
✔️ Tosse persistente;
✔️ Pele ressecada;
✔️ Rouquidão;
✔️ Agitação;

A tireoide é uma glândula endócrina situada na parte anterior e inferior do pescoço, logo abaixo da cartilagem tireoide, anterior à traqueia que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), essenciais ao funcionamento de todo o corpo. Suas principais funções são: controlar as reações químicas nas celulares, controlando a velocidade com a qual o corpo produz energia, consome calorias, regula o ritmo cardíaco, a temperatura corporal e a função intestinal.

Para o funcionamento da tireoide é essencial o consumo de iodo o qual é o oligoelemento (micromineral) que faz parte da síntese dos hormônios tireoidianos (T4 e T3) sendo o componente principal da T4, os quais regulam o metabolismo energético, crescimento físico e desenvolvimento neurológico. A deficiência de iodo causa bócio e disfunções cerebrais, sendo prevenido pelo consumo ADEQUADO dos seguintes alimentos:

✔️ Sal de cozinha iodado;
✔️ Algas Marinhas: Kombu, Wakame e Nori;
✔️ Peixes de água salgada e frutos do mar;
✔️ Laticínios: leite, queijo e iogurte, com a quantidade variando conforme a alimentação do animal;
✔️ Ovos: especialmente a gema;
✔️ Suplementação (recomendada por nutricionista ou médico).

Os compostos bociogênicos ou goitrogênios, por sua vez, são substâncias naturais presentes principalmente em vegetais crucíferos e na soja, os quais podem iniber a enzima tireoperoxidase e a captação de iodeto pela tireoide.

As goitrinas, os isotiocianatos (derivados do glucosinolato) e os flavonoides são os tipos mais comuns de bociogênicos as quais agem inibindo a enzima tireoperoxidase e a captação de iodo pelo organismo, fundamentais para a produção de hormônios tireoidianos.

Já os alimentos bociogênicos são aqueles que contêm compostos goitrogênios. Alguns exemplos são:

✔️ Vegetais crucíferos (as Brássicas): brócolis, couve-flor, repolho, couve, couve-de-bruxelas, acelga, espinafre, nabo, rabanete, rutabaga, rúcula e couve;
✔️ Leguminosa soja e derivados: leite de soja, edamame, tofu, proteína texturizada;
✔️ Tubercúlos e raízes: mandioca, batata-doce;
✔️ Condimentos: mostarda e wasabi;
✔️ Oleaginosas: linhaça e amendoim;
✔️ Cereal: milho;
✔️ Brotos de bambu;

É consenso na Nutrição que pacientes acometidos por hipotireoidismo devem evitar vegetais crucíferos e os demais alimentos goitrogênios devido ao seu potencial bociogênico. Essas recomendações são baseadas em dois fatores:

1) Estudos desatualizados com animais, envolvendo o consumo de sementes desses vegetais, as quais são raramente consumidas por humanos;

2) Observação de que o bócio é endêmico apenas em populações que consomem uma grande quantidade de brássicas cruas em culturas dietéticas de locais nos quais há a deficiência concomitante de iodo na água e no solo.

O relato de caso publicado por Chu, M. e Seltzer, TF, intitulado "Coma mixedematoso induzido pela ingestão de bok choy cru", publicado em 2010, descreve que o consumo excessivo de bok choy (couve chinesa) cru desencadeou hipotireoidismo grave, evoluindo para coma mixedematoso, a forma mais grave e potencialmente fatal de hipotireoidismo na paciente de 88 anos que consumiu cerca de 1,5 kg de couve chinesa crua diariamente por vários meses, pois quando consumida crua os glucosinolatos presentes nessa crucífera produzem compostos que inibem a captação de iodo no organismo.

Esse caso acima mencionado é um alerta sobre o perigo do consumo excessivo de crucíferas cruas na função tireoidiana em pacientes predispostos.

Os ensaios clínicos para avaliar o impacto de intervenções dietéticas na função tireoidiana sugerem que as quantidades seguras de consumo de crucíferas cruas para pessoas com ingestão suficiente de iodo seja cerca de 100 gramas por dia, nas quais há cerca de 28 a 330 mg de compostos bociogênicos nas crucíferas raízes e de 10 a 110 mg nas crucíferas folhosas.

As quantidades de compostos bociogênicos em vegetais crucíferos comestíveis variam dependendo da espécie, da parte do vegetal e do modo de preparo. O cozimento, a fervura ou a v***rização desses vegetais inativa a maior parte dos compostos bociogênicos e desativa a enzima mirosinase, permitindo que os glucosinolatos cheguem intactos ao cólon, onde são quebrados por bactérias intestinais não causando bloqueio da captação do iodo.

A soja é um dos alimentos goitrogênios. Há relatos de casos na literatura médica de bócio observado em bebês alimentados com fórmula infantil à base de soja, o qual foi revertido com a troca para leite materno.

O Bócio e o hipotireoidismo foram relatados em casos nos quais houve o consumo excessivo e concentrado de soja associado à deficiência de iodo. Ao passo que, o consumo moderado de soja e derivados não representou risco significativo quando acompanhado da ingestão adequada de iodo.

O uso moderado de soja cozida é cerca de 30 gramas/dia, o que é considerado seguro para a maioria das pessoas. Os casos documentados de Bócio vinculados ao consumo de soja e derivados derivam do consumo além do habitual, ou seja, > de 30 gr. por vários meses consecutivos.

O principal fator de proteção contra o Bócio é o consumo diário adequado de iodo. A ingestão diária de iodo para adultos, segundo as DRIs (Dietary Reference Intakes) é de 150 µg/dia. O excesso, também, é prejudicial, pois pode desencadear processos inflamatórios e disfunções autoimunes na tireoide.

O consumo de crucíferas é seguro e não causa Bócio, pois não são bociogênicas quando consumidas moderadamente e acompanhadas de uma ingestão adequada de iodo, não causando efeitos adversos à função tireoidiana, por isso não é necessário excluí-las da dieta da população geral.

Logo, apenas pessoas com hipotireoidismo, com baixo consumo de iodo ou com iodopenia (deficiência de iodo) devem ter maior atenção ao consumo excessivo de vegetais ricos em compostos bociogênicos. O principal fator para que os vegetais crucíferos ofereça risco à saúde da tireoide é a ingestão insuficiente de iodo.

Conclui-se que a grande maioria dos artigos questiona as suposições de que as Brássicas possuem efeito bociogênico em humanos quando o consumo de iodo é adequado. Em vez disso, indicam que a inclusão desses vegetais oferece benefícios à saúde, pois há associação significativa entre o maior consumo desses vegetais e a redução do risco de desenvolvimento de câncer devido à presença de sulforafano e indol-3-carbinol cujos potenciais quimiopreventivos já foram comprovados.

Ass.: Dra. Dayla Vieira
CRN-5.: 18.227 NUTRICIONISTA

SULFORAFANO: OS BENEFÍCIOS À SAÚDE E COMO ATIVÁ-LO AO PREPARAR AS CRUCÍFERAS O sulforafano é um tipo de isotiocianato ou...
07/05/2026

SULFORAFANO: OS BENEFÍCIOS À SAÚDE E COMO ATIVÁ-LO AO PREPARAR AS CRUCÍFERAS

O sulforafano é um tipo de isotiocianato ou composto químico metabólito secundário derivado de aminoácidos e da glicose que compõe e oferece proteção aos vegetais, o qual é responsável pelo sabor picante das crucíferas e que oferece potenciais benefícios à saúde humana, quando consumido da forma certa.

Resumidamente, os isotiocianatos são fitoquímicos bioativos produzidos a partir da hidrólise de compostos precursores chamados glucosinolatos ativados quando as crucíferas são seccionadas (mastigada, picada, cortada, triturada).

Já as Crucíferas são vegetais da família Brassicaceae conhecidas por suas propriedades nutricionais e anticancerígenas cujo nome deriva do formato de suas flores que possuem quatro pétalas dispostas em forma de cruz, as quais incluem o brócolis, os repolhos, rúcula, acelga, agrião, bok choy, mostarda, todas as couves e os vegetais aipo, rabanete e kohlrabi. São ricas em vitamina C, E, B9 e provitamina A, minerais cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, ferro, selênio, cobre, manganês e zinco, cujo teor proteico varia de 1,0% a 3,3%, o glicídico de 0,3% a 10% e o lipídico menor que 1,0%. São uma boa fonte de fibras, de glucosinolatos e compostos coloridos biologicamente ativos benéficos à saúde (flavonoides, antocianinas e carotenoides). Além destes, possuem também polifenóis, cumarinas, enzimas antioxidantes e terpenos.

O sulforafano é um dos isotiocianatos (ITCs) mais estudados devido ao seu alto potencial antioxidante e quimioprotetor para a saúde humana, sendo encontrado em abundância nas crucíferas, o qual age principalmente ativando a via de sinalização Nrf2/Keap1, induzindo enzimas de detoxificação hepática e antioxidantes como a glutationa.

As principais ações do sulforafano na saúde humana são:

✅️ Antibacteriana: especificamente contra a Helicobacter pylori causadora da inflamação do estômago (gastrite) e da úlcera péptica;

✅ ️Antioxidante e anti-inflamatória: ajuda a combater o estresse oxidativo e a inflamação crônica que são as bases para o desenvolvimento de várias doenças;

✅️ Neuroprotetora: efeitos protetores contra doenças neurodegenerativas devido às ações antioxidante e anti-inflamatória que controlam o estresse oxidativo;

✅️ Desintoxicante hepática: estimula enzimas hepáticas que ajudam o corpo a eliminar toxinas e carcinógenos;

✅️ Hipoglicemiante e antiaterogênica: por melhorar a tolerância à glicose, pode ajudar a proteger contra hipertensão e aterosclerose;

✅️ Antimutagênica e cancerígena: o sulforafano ajuda a prevenir o câncer, induzindo a apoptose (morte de células tumorais), reduzindo a angiogênese (formação de vasos sanguíneos em tumores) e a metástase;

✅️ Protetora cutânea: auxilia na proteção da pele contra danos inflamatórios e o estresse oxidativo.

O brocólis é uma das crucíferas mais ricas em sulforafano. Os estudos científicos sugerem que consumí-lo regularmente promove efeitos protetores e terapêutico contra diversas doenças.

Estudos mostram que o sulforafano abundante nos brotos de brócolis, couve-flor e repolho, possui propriedades antibacterianas que auxiliam a combater a Helicobacter pylori. O consumo regular de brotos dessas crucíferas pode reduzir os níveis de colonização da bactéria em humanos.

✅️ Os benefícios dos glicosinolatos contra a Helicobacter pylori, causadora de gastrites e úlceras são:

1️⃣ Inibição da Urease: a H. pylori produz uma enzima (urease) para sobreviver à acidez estomacal. O sulforafano inativa essa enzima, tornando o estômago um ambiente hostil para a bactéria;

2️⃣ Redução da Inflamação: além de atacar a bactéria, o sulforafano protege a mucosa gástrica e reduz a inflamação (gastrite) causada pela infecção;

3️⃣ Ação Bactericida: o sulforafano é capaz de matar a H. pylori, incluindo cepas que desenvolveram resistência a antibióticos.

A ativação dos glucosinolatos depende da presença da enzima mirosinase. Quando esse vegetal é seccionado a mirosinase entra em contato com os glucosinolatos, quebrando-os em outros compostos a exemplo o sulforafano o qual está associado aos benefícios à saúde.

No estudo realizado pela Universidade de Ciência e Tecncologia Zhejiang na China, para avaliar como o preparo influencia a ativação dos ITCs em brócolis, verificou-se que o brócolis quando cortado ainda cru em pedaços bem pequenos e deixado a descansar por 90 minutos antes de ser refogado por quatro minutos, teve a atividade da enzima mirosinase maximizada em comparação às amostras dos outros dois grupos.

Observou-se também que o brócolis que passou 90 minutos descansando tinha 2,8 vezes mais sulforafano do que aquele que foi refogado logo após o corte, ou seja, quanto mais tempo de descanso mais conversão haverá.

O estudo sugere que uso do azeite de oliva extravirgem facilita a conversão e a absorção intestinal dos isotiocianatos, pois esses são lipossolúveis.

As dicas de ouro são:

1️⃣ Prepare-as salteadas com azeite de oliva em fogo baixo, pois o calor excessivo do cozimento pode reduzir a atividade da mirosinase, logo não deve-se ultrapassar os 50°C no cozimento.

2️⃣ Evite fervê-las em água, pois o sulforafano e outros nutrientes se perdem na água em ebulição. A segunda melhor opção é cozinhar no v***r por apenas 3 a 5 minutos. O ideal é cozinhar levemente para não destruir a enzima mirosinase, a qual é sensível a altas temperaturas.

Higienização:

1️⃣ Prepare uma solução com 1 litro de água potável e 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% (ou 2 colheres de sopa se a concentração for 1%);

2️⃣ Mergulhe os floretes e deixe-os submersos por 10 a 15 minutos;

3️⃣ Após, enxague com água mineral e seque-os com papel toalha.

Modo de preparo:

1️⃣ Após higienizada, corte-a em pedaços de pequenos a médios;

2️⃣ Reserve-a em refratário de vidro por 90 minutos para que a mirosinase converta o glucosinolato em sulforafano;

3️⃣ Para ativar e preservar os glucosinolatos, consuma a crucífera crua ou refogada salteada com óleo azeite de oliva em fogo baixo a 45 °C a 50 °C, por 4 a 8 minutos;

4️⃣ Espere esfriar e a consuma!

⚠️ OBS.: o consumo de crucíferas e seus derivados é uma estratégia dietética que faz parte da cultura alimentar e o uso de suplementos de sulforafano faz parte da terapêutica nutricional complementar, a qual não substitui o tratamento médico.

Ass. Dra. Dayla Vieira

Referências:

Cieslik E, Leszczynska T, Filipiak-Florkiewicz A, Sikora E, Pisulewski PM. Efeitos de alguns processos tecnológicos no teor de glucosinolatos em vegetais crucíferos. Food Chem. 2007;105(3):976–981.

Ciska E, Kozlowska H. O efeito do cozimento no teor de glucosinolatos no repolho branco. Eur Food Res Technol. 2001;212(5):582–587.

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Para saber se alguém é realmente nutricionista você deve verificar se ele possui o registro de nutricionista no Conselho...
07/05/2026

Para saber se alguém é realmente nutricionista você deve verificar se ele possui o registro de nutricionista no Conselho de Classe Profissional da sua Federação.

✅️ Para isso, acesse o site do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e utilize a ferramenta "Consulta Nacional de Nutricionistas": www.cfn.org.br

✅️ A pesquisa pode ser feita pelo nome completo ou número do CRN, permitindo conferir se o profissional está ativo e legalmente habilitado.

✅️ Situação do Registro: o sistema exibe o número de inscrições válidas, situação profissional e data da última atualização.

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No meu registro, por exemplo, a data 24/02/2026 refere-se como acima mencionado à data da última atualização anual. O meu TCC do bacharelado em Nutrição foi concluído no 2° semestre de 2016. No 1° semestre de 2017 me tornei nutricionista.
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✅️ Ressalto que nutricionista é o profissional que se graduou em Nutrição na modalidade bacharelado presencial por 4 a 5 anos consecutivos, o qual obteve diploma de Bacharel em Nutrição com o devido rigor acadêmico, científico e técnico e obrigatoriamente foi registrado no CFN - Conselho Federal de Nutricionistas, o qual fornece o número e a emissão do registro profissional definitivo após 2 anos de registro profissional.

✅️ Conselhos de classe profissional são autarquias corporativas públicas, criadas por lei, com a função de fiscalizar o exercício profissional, proteger a sociedade de falsos profissionais, garantir a ética da classe, regulamentar e disciplinar o exercício de profissões que exigem qualificação científica e técnica.

✅️ O registro é obrigatório: para exercer profissões regulamentadas, o profissional deve ser registrado no conselho de classe, sendo o registro condição indispensável.

✅️ Eles garantem padrões éticos e técnicos, registram profissionais e são essenciais para a atuação legal em áreas das Ciências como as Engenharias, a Nutrição, a Psicologia, a Medicina e a Educação Física, dentre outras.

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O Coach em Saúde ou Nutrição, por outro lado, não tem conselho de classe profissional, pois Coaching não é uma ciência e não é uma profissão regulamentada, é apenas uma nova profissão sem bacharelado cursada online em 3 a 10 meses.

A formação Coaching não possui rigor acadêmico, científico e técnico o que não dá o direito de ser chamado nutricionista, psicólogo, médico nem personal trainer (profissional de Educação Física), constituindo-se em caso contrário, o crime de exercício ilegal da profissão.

Principais características dos conselhos de classe profissional:

✅️ Finalidade: fiscalizar o exercício profissional, proteger a sociedade de falsos e maus profissionais e garantir a ética da classe.

✅️ Estrutura: organizam-se em conselhos federais (nacionais) e regionais (estaduais), como CFM e CRM (Medicina) e CFN e CRN (Nutricionistas).

✅️ Natureza Jurídica: autarquias especiais (administração indireta), financiadas por anuidades dos profissionais, mas sob supervisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

As principais funções decorrentes da sua natureza jurídica incluem:

Regulamentação e Normatização: criar normas, resoluções e pareceres para disciplinar o exercício ético e técnico;

Fiscalização do Exercício Profissional: supervisionar a prática do nutricionista em todo o território nacional, assegurando a qualidade e segurança no atendimento ao paciente e proteger a sociedade de falsos e maus profissionais;

Função Ético-Disciplinar: Investigar e julgar condutas irregulares ou antiéticas cometidas por nutricionistas, podendo aplicar sanções disciplinares;

Supervisão dos CRNs: coordenar e harmonizar as atividades dos CRNs, funcionando como instância recursal final em processos éticos;

Registro e Cadastro: controlar o registro de profissional e, conforme normas, o registro de empresas/clínicas (pessoa jurídica);

Atuação Política e Social: defender os interesses da classe ao atuar junto ao poder público para garantir melhores condições de trabalho para os nutricionistas e para a saúde da população.

Como funciona o registro profissional:

✅️ Documentação: exige-se diploma, histórico acadêmico CPF, RG e pagamento de taxas.

✅️ Anuidade: após o registro, o pagamento de uma taxa anual (anuidade) é necessário para manter a regularidade.

Dra. Dayla Vieira
CRN5.: 18.227 Nutricionista definitivo.

Endereço

Avenida Luiz Tarquinio Pontes, Edf. : Vilas Master Empresarial, 2580, Sala 404, Vilas Do Atlântico
Lauro De Freitas, BA
42.709-190

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