24/06/2026
Feridas grandes e feridas que não cicatrizam bem costumam envolver mais do que um problema local de pele. Muitas vezes há inflamação crônica, alteração da circulação, infecção, hipóxia e uma resposta tecidual desorganizada, o que dificulta o processo normal de cicatrização.
É nesse contexto que a medicina regenerativa pode entrar: não como promessa, mas como ferramenta para melhorar o ambiente biológico da ferida, favorecendo sinais de reparo e ajudando o tecido a responder melhor. Revisões científicas descrevem esse potencial por meio de mecanismos como modulação da inflamação, estímulo à angiogênese e suporte à regeneração do tecido.
Mas é importante dizer com clareza: nenhuma terapia avançada substitui a base do
tratamento. Feridas complexas exigem avaliação correta, manejo da infecção quando presente, limpeza/desbridamento, controle de fatores sistêmicos e acompanhamento próximo.
Quando bem indicada, a medicina regenerativa pode ser uma aliada importante.
Não para “fazer milagre”, mas para ajudar o corpo a cicatrizar com mais chance de sucesso.
Dr. Ednaldo Bougleux da Silva Andrade
Médico – Ortopedia e Traumatologia
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