21/02/2026
Hoje me despeço do meu amigo Chico Canela, com o coração atravessado de saudade e gratidão.
Que sorte a minha Chico conhecer você!
Chico, foi mais que um poeta, mais que um músico e compositor, ele foi um grande ser humano, daqueles raros, que transformam a vida em arte e a arte em encontro.
Tenho uma honra imensa por você ter confiado a mim suas canções, pedaços vivos da sua alma e uma delas eu tive o privilégio de defender no Festival Canto Aberto, e jamais esquecerei a alegria de dividir o palco com você, de sentir sua presença ali, vibrando junto, enquanto levávamos o prêmio. Mas hoje entendo: o maior prêmio nunca foi o troféu foi a nossa amizade que nasceu através da música.
Você dizia que nosso encontro era de almas, que já havíamos nos encontrado antes e apenas nos reencontramos nesta vida. Talvez a própria história tenha cuidado disso, costurando destinos, já que seu pai foi um dos melhores amigos do meu avô. Como se a vida, generosa e misteriosa, tivesse, também, encontrado um jeito bonito de continuar uma antiga amizade através de nós.
Você dividiu comigo sua história, as suas alegrias, as suas conquistas musicais, o amor imenso e incondicional que sentia por sua mãe e por sua família. Dividiu seus sonhos, seus projetos, suas canções que guardarei como quem guarda um tesouro sagrado. E eu quero que você saiba: farei o que me pediu. Sua arte continuará ecoando, porque aquilo que nasce do coração não conhece fim.
Hoje a saudade fala alto, mas maior que ela é a gratidão por ter te conhecido, por ter aprendido com sua sensibilidade, com a sua grandiosidade e por ter vivido um encontro tão verdadeiro.
Chico, você não partiu, você permanece vivo no seu talento que criou raiz, nas suas composições, nas suas melodias, nas suas canções, que deixou, nas palavras que ainda ressoam e nas mais lindas e eternas lembranças que agora habitam em todos que levarão o seu trabalho adiante.
Nos reencontraremos, amigo. Porque encontros de alma nunca terminam, apenas atravessam o tempo.