24/07/2026
"Doutor, meu exame mostrou desgaste..."
Essa é uma das primeiras frases que escuto quando um paciente entra no consultório.
E, quase sempre, ela vem acompanhada de outra pergunta:
"Então essa dor vai fazer parte da minha vida para sempre?"
A resposta não é tão simples.
O exame é uma ferramenta importante. Ele ajuda a identif**ar alterações na articulação, nos ossos e nos tecidos.
Mas ele não consegue responder uma pergunta essencial:
Essa alteração realmente explica a dor que você sente?
A ciência mostra que muitas pessoas convivem com sinais de desgaste e continuam levando uma vida ativa, sem limitações.
Ao mesmo tempo, outras apresentam poucas alterações nos exames e sofrem com dores importantes.
Isso acontece porque a dor é influenciada por diversos fatores além da imagem: movimento, força muscular, capacidade funcional, sobrecargas, histórico clínico e até a forma como o corpo se adaptou ao longo do tempo.
Por isso, no Método DOMER, o exame nunca é o ponto final da avaliação.
Ele é apenas uma parte da investigação.
O foco é entender como você se movimenta, quais atividades deixaram de fazer parte da sua rotina e o que realmente está contribuindo para a dor.
Porque tratar um exame é diferente de tratar uma pessoa.
📌 Salve este conteúdo para lembrar que um laudo não define, sozinho, a sua qualidade de vida.
💬 Agora me conte: você já recebeu um exame que mostrava "desgaste" e saiu com mais dúvidas do que respostas?
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Dr. Alexandre Ribeiro
Ortopedista | Dor Crônica
CRM/SP 117998 • RQE 70238