04/05/2026
O quanto você sabe respeitar e ouvir o silêncio do outro? Vejo com frequência, em diferentes cenários, o desconforto que surge quando o outro faz uma pausa… e a nossa reação automática é preencher, antecipar, interpretar ou concluir pelo outro. Isso costuma acontecer quando alguém se emociona e para de falar, quando demora para responder algo mais sensível, quando diz “não sei” e permanece em silêncio ou quando a conversa entra em um ponto mais difícil. Esse impulso de preencher vem, muitas vezes, de pensamentos automáticos como “preciso ajudar”, “o silêncio está estranho” ou “tenho que dizer algo”. E é aí que a gente interrompe um processo importante do outro. Antes de falar, vale se perguntar: esse silêncio é um problema ou é parte do processo? Estou tentando ajudar ou aliviar o meu próprio desconforto? O outro pediu uma resposta ou só espaço?
Na prática, ao invés de completar ou interpretar, da próxima vez você pode dizer: "estou aqui, pode ir no seu tempo", "se quiser, me conta mais” ou simplesmente sustentar a pausa.
Nem todo silêncio precisa ser preenchido. Mas quase todo silêncio diz alguma coisa.