31/08/2026
🚨 antes de criticar leia a legenda 🚨
PLACEBO NÃO É O INIMIGO DA TERAPIA.
O PROBLEMA É NÃO SABER USÁ-LO.
O paciente entra no consultório com uma expectativa.
E você pode ignorar isso… ou pode transformar essa expectativa em parte da experiência terapêutica.
Quando utilizo uma agulha, por exemplo, não estou apenas colocando uma agulha em um tecido.
Existe o estímulo sensorial.
Existe a atenção direcionada para aquela região.
Existe a expectativa sobre o que vai acontecer.
Existe a confiança no profissional.
Existe o contexto.
Com o Kinesio, a lógica também pode aparecer.
A fita toca a pele, produz uma informação sensorial e, para muitos pacientes, também representa cuidado, proteção e segurança.
Não significa que a fita tenha poderes mágicos.
Significa que o cérebro interpreta aquilo que acontece ao corpo.
E isso também acontece no esporte.
O atleta usa a mesma meia, a mesma cueca, o mesmo tênis, a mesma música, o mesmo ritual.
Ele sabe racionalmente que a cueca não produz força muscular.
Mas o cérebro não funciona apenas pela lógica.
Ritual gera familiaridade.
Familiaridade gera segurança.
Segurança pode modificar a experiência.
É aí que entra o verdadeiro poder do placebo.
Mas existe uma linha que eu não ultrapasso:
não preciso mentir para produzir expectativa.
Posso explicar o que estou fazendo.
Posso criar um ambiente seguro.
Posso comunicar confiança.
Posso dar significado ao tratamento.
E, principalmente, posso usar tudo isso para aumentar a autonomia do paciente — não a dependência dele de mim.
Porque existe uma diferença entre usar o cérebro a favor da terapia e manipular alguém.
Talvez a grande habilidade terapêutica não esteja apenas na técnica que você domina.
Mas na experiência que você é capaz de construir ao redor dela.